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Desenho Universal
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ARQUITETURA PARA TODOS
Ambientes acessíveis como resultado do olhar para todos os indíviduos

O Desenho Universal não surgiu da cabeça de um único homem, mas consta que o termo Universal Design foi usado primeiramente em 1985, pelo arquiteto americano Ronald Mace. Formado, em 1966, pela Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, Mace praticou arquitetura convencional no começo da carreira, até se envolver com a proposta de criar ambientes que fossem acessíveis à maior parte possível das pessoas, independentemente de sua idade, habilidade, estatura ou condição física e sensorial. Em resumo: a tentativa de estabelecer uma série de conceitos arquitetônicos capazes de adequar os ambientes às necessidades de indivíduos com características físicas diferentes daquelas estabelecidas para o chamado “homem padrão”.

Foi a partir de então que se começou a questionar por que não se desenvolviam produtos e serviços que atendessem a todas as pessoas, independentemente de sua estatura, condição de mobilidade ou faixa etária. A ideia seria criar um novo padrão que pudesse atender às necessidades de todos. Assim surgiu o que hoje conhecemos como Desenho Universal.

O conceito do Desenho Universal é bastante amplo e pode se aplicar em di-versos produtos consumidos diariamente, nos espaços públicos que frequentamos, nas moradias e nos meios de transportes, nos locais de trabalho e nos meios de comunicação. O mundo ideal – sim, ele é uma utopia possível, pois só depende de nós – deveria ser um lugar em que não houvesse barreiras impedindo que as pessoas tivessem acesso a onde quer que fosse. Calma, não trocamos a informação de viagem pela discussão filosófica. Mas há momentos em que é preciso discutir as razões que tornam difícil o que deveria ser fácil; restrito, o que deveria ser universal.

O Desenho Universal nasceu desse debate, e foi criado para adequar produtos e serviços de forma mais ampliada para facilitar sua utilização por crianças, pessoas com restrições de mobilidade (temporárias ou permanentes) e idosos, respeitando, assim, a diversidade humana e promovendo a inclusão de todos nos espaços de convivência social.

Desde o momento que uma pessoa nasce, começa a interagir com o ambiente e superar as suas barreiras para ter acesso a alguma coisa que lhe traga satisfação ou prazer. E o processo de aprendizagem vai evoluindo com o passar dos anos. No entanto, algumas pessoas podem adquirir limitações ao longo da vida – ou já terem nascido com elas. É justamente nesse momento que o Desenho Universal pode ser fundamental para facilitar a vida de uma pessoa.

As restrições poderiam ser classificadas da seguinte forma:
- Sensorial: Dificuldades na percepção das informações por ineficiência dos cinco sentidos (audição, visão, paladar, olfato e tato);
- Cognitiva: Dificuldades no tratamento das informações por limitações no sistema cognitivo;
- Físico-motora: Impedimento ou dificuldades de realização de alguma atividade ou tarefa que dependam da força física, coordenação motora, precisão ou mobilidade;
- Múltipla: A associação combinada de mais de um tipo de restrição.

Mas não basta apenas conhecer os tipos de restrições existentes se não for possível aplicar esse conhecimento em ações práticas para o dia-a-dia das pessoas. Pensando nisso, Ron Mace e outros profissionais adeptos desse novo conceito criaram alguns princípios que, hoje, norteiam os projetos que levam em consideração a acessibilidade plena.

SÃO ELES:
1. Uso Equitativo: O projeto não pode criar desvantagens ou estigmatizar qualquer grupo de usuários. Seu desenho deve ser utilizável por pessoas com habilidades diversas e prover os mesmos significados de uso para todos os usuários: idêntico quando possível, equivalente quando isso não for possível.
Alguns exemplos:
- Portas automáticas, com sensores, que se abrem sem exigir força física ou alcance das mãos;
- Rampa adjacente a uma escada, que impede a segregação de pessoas com restrições de mobilidade;
- Barras de apoio no sanitário, que permitem que a pessoa faça a transferência da cadeira de rodas para o vaso sanitário de forma independente e segura.

2. Flexibilidade de Uso: O projeto precisa ser adaptado a um largo alcance de preferências e habilidades individuais e possibilitar que o usuário faça sua escolha na forma de utilização.
Exemplos:
- Computador com teclado e mouse possibilitando a escolha entre os dois recursos, e com softwares de sintetização de voz e leitura de texto;
- Possibilidade de acesso à utilização para destros e canhotos (por exemplo, no caso de tesouras e abridores de lata);
- Escadas rolantes devem oferecer um patamar horizontal antes da subida, para que haja tempo de adaptação à mudança de velocidade no deslocamento do usuário.

3. Uso Intuitivo: O projeto deve ser criado de modo a ser de fácil entendimento, independentemente da experiência prévia, conhecimento, linguagem e grau de concentração dos usuários, eliminando qualquer complexidade desnecessária.
Exemplos:
- Utilização de simbologia de identificação fácil e intuitiva (com desenhos, sem texto);
- Mapas e placas informativas devem ficar em locais próximos aos acessos;
- Hierarquização das informações, através da utilização de placas maiores e menores, priorizando a informação essencial;
- Sinalização sonora e luminosa em elevadores.

4. Informação Perceptível: O projeto comunica, necessariamente, informações efetivas ao usuário, independentemente das condições do ambiente e das habilidades sensoriais de cada um.
Exemplos:
- Mapas táteis, em relevo, permitem que as pessoas com restrições visuais identifiquem o ambiente em que se encontram;
- Utilização de contrastes de cor que despertem com mais ênfase a atenção do usuário;
- Utilização de mais de uma forma de linguagem (texto e Braille, ou som e imagem) nos avisos dirigidos ao público em aeroportos, estações de trem, shopping centers etc.;
- Demarcação do piso com a utilização de recursos táteis para orientação de pessoas com deficiência visual.

5. Tolerância ao Erro: O projeto minimiza os riscos e as consequências adversas de acidentes, organizando de forma mais protegida os elementos que oferecem algum perigo em potencial.
Exemplos:
- Escadas e rampas com corrimão e piso antiderrapante;
- Instalação de sensores, em alturas diversas, que impeçam o fechamento de portas de elevadores;
- Sinalização sonora e luminosa nos semáforos de pedestres e saídas de garagem.

6. Baixo Esforço Físico: O projeto deve ser usado de forma efi ciente e confortável, exigindo um mínimo de energia, e permitindo que o usuário mantenha a posição do corpo neutra e a força utilizada seja de moderada intensidade.
Exemplos:
- Utilização de maçanetas de porta do tipo alavanca (de uso mais fácil por pessoas com deficiência nos membros superiores do que maçanetas do tipo bola);
- Utilização de torneiras com sensor de movimento ou monocomando.
- Uso de escadas e esteiras rolantes para possibilitar a mudança de um nível para o outro.

7. Tamanho e Espaço para Acesso e Uso: Tamanho e espaços apropriados para acesso, manipulação e uso, independentemente das dimensões do corpo, postura ou mobilidade do usuário.
Exemplos:
- Os assentos devem ser mais largos para comportar confortavelmente pessoas obesas;
- Os balcões, caixas eletrônicos e aparelhos de telefone devem ser rebaixados para o uso de cadeirantes e anões;
- As portas e catracas devem ter largura adequada para a passagem de pessoas obesas e cadeirantes.

No Brasil, a evolução desse debate vem crescendo ano após ano. Atualmente, é defendido por vários setores da sociedade. Esse fortalecimento foi muito estimulado pela participação efetiva de profissionais da área que acreditam na exequibilidade desse conceito, por militantes do movimento de inclusão de pessoas com deficiência na sociedade, formadores de opinião de diversas áreas, políticos que atuam diretamente em favor da causa e pessoas, com deficiência ou não, que por um motivo ou outro sentem a necessidade na pele. Tal grau de envolvimento foi fundamental para que hoje tenhamos uma legislação ampla e consistente, regulamentando essas questões. Mas atos do Legislativo ou do Executivo não bastam para que o conceito saia do papel e se incorpore à vida cotidiana. É fundamental que haja instrumentos de cobrança para que a teoria vire prática. Para que se cumpra aquilo que está escrito nas leis. E para que o tema da acessibilidade universal deixe de ser apenas uma rica fonte de inspiração para livros, cartilhas, monografias e teses de mestrado e se trans-forme de vez uma prática da sociedade.

ACESSÓRIOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Entre as medidas simples que, quando atendidas, facilitam a estadia do hóspede com deficiência visual estão: número do apartamento na porta, em relevo e Braille; cardápio e diretório de quarto (informando os ramais, serviços oferecidos, horário do café da manhã etc.) impressos em Braille, e com fonte ampliada e contraste de cor, para pessoas de baixa visão; mapa tátil com a planta do quarto, localização dos elevadores (que devem ser sonorizados e apresentar botões em Braille) e rotas de fuga, em caso de emergência; sinalização em Braille junto às torneiras (indicando os comandos de água quente e fria) e às tomadas (alertando qual é a voltagem); móveis com quinas arredondadas ou protegidas por plástico ou borracha, e dispostos de forma a facilitar a circulação; piso frio e espaço livre para o cão-guia.

ACESSÓRIOS PARA CADEIRANTES
Adaptações para pessoas com deficiência física: olho-mágico rebaixado, maçaneta de alavanca, piso de madeira e espaço de manobra. Barras de apoio e banco basculante ajudam no uso do banheiro, onde um telefone é útil para emergências

ACESSÓRIOS PARA SURDOS E DEFICIENTES AUDITIVOS
Em hotéis, alguns recursos tecnológicos fazem o hóspede com deficiência se sentir bem-vindo, tornando sua estadia muito mais tranquila e agradável. No caso de pessoas com deficiência auditiva: campainha conectada a avisos luminosos (no quarto e no banheiro), que alertam o usuário quando há alguém na porta; telefone para surdos (TS, ou TDD, na sigla em inglês), com tela e teclado alfanumérico para digitação de mensagens de texto; telefone com sinal luminoso e controle de volume, para pessoas com baixa audição; despertador com mecanismo vibratório ligado à cama ou ao travesseiro; e televisão com closed caption (sistema de legenda oculta), que descreve as falas e os sons presentes na cena.

Nota: Alguns cuidados precisam ser tomados para garantir o conforto e a mobilidade do hóspede com deficiência física, tais como: portas mais largas no quarto e no banheiro (com um mínimo de 80 centímetros); olho-mágico rebaixado na porta; maçaneta do tipo alavanca (em vez do tipo bola); cama com altura adequada; armário com porta de correr e cabides rebaixados ou com puxadores; escrivaninha rebaixada, com vão livre de encaixe para a cadeira de rodas; ar condicionado com controle remoto; banheiro com espaço de manobra, pia rebaixada (com vão de encaixe) e espelho inclinado; torneiras com monocomando ou sensor de movimento; barras de apoio junto ao vaso sanitário e no chuveiro, com banco basculante.
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