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ATÉ ONDE A VISTA ALCANÇA
BH, que nasceu do sonho de contempladores, é uma cidade que renova seus horizontes
Jovem, moderna e ambiciosa, Belo um ensaio do que viria a ser Brasília 60 Horizonte nasceu vocacionada para bri-anos mais tarde. Sim, o paralelo entre a lhar, quando as Minas Gerais, embaladas nova capital mineira e a do País é válido pela riqueza acumulada durante o Ciclo do – em vários aspectos, a começar do fato Ouro, buscavam expandir a sua influência de que ambas as cidades nasceram com política – primeiro no Império e, logo, na esse fim. O segundo tem a ver com dois República. Fundada em 1897, oito anos personagens que marcaram a história da apenas depois de mudada a forma de metrópole e, anos mais tarde, do Brasil: regime brasileiro, a cidade foi, digamos, Juscelino Kubitschek e Oscar Niemeyer.
Nos anos 40, JK era o prefeito de Belo Horizonte. Entre seus planos para a capital, estava urbanizar a região da Pampulha a partir do entorno de sua lagoa artifical. Para isso, convocou um time de craques, do qual faziam parte o urbanista francês Alfredo Agache, o pintor Cândido Portinari, o escultor Alfredo Ceschiatti e Niemeyer, indicado como sendo um arquiteto promissor. Juscelino expôs suas ideias a um atento Oscar – um bairro com uma igreja, restaurante, clube e um cassino (então, legalizado) – e lançou um desafio: precisava do projeto para o dia seguinte. Em vez de de assustar-se, Niemeyer disse: “Sim, é possível”. Virou a noite rabiscando curvas no papel e, no prazo combinado, entregou o projeto do que, hoje, é o Conjunto Arquitetônico da Pampulha (ver página 164). Graças à combinação de rapidez e competência, conquistou a confiança de Kubitschek para sempre. Já na presidência, JK não teve dúvida sobre quem devia chamar para fazer o projeto de Brasília. O resto da história é conhecida. Mas ela não termina aqui. Em 2004, o governador mineiro, Aécio Neves, convocou Oscar Niemeyer para projetar o novo Centro Administrativo do Executivo estadual. Em setembro do ano passado, dois meses antes de completar 101 anos de vida, Oscar visitou a cidade para acompanhar o andamento das obras, deixando impressas no cimento o contorno de suas mãos. Transformada em placa, a assinatura ficará exposta na nova sede do governo, que terá cinco andares, sustentados por apenas dois pi-lares, formando um imenso vão livre entre elas. “É um prédio altaneiro, solto no ar”, disse o arquiteto, na ocasião. a obra resume o espírito de Beagá.
A capital cresceu consciente de seu valor, o que não deve ser confundido com mania de grandeza. Por isso, desde então vem ampliando seus serviços para uma população que, hoje, ultrapassa 2,5 milhões de habitantes. Como resultado disso, figura na 45ª posição entre as 100 melhores cidades do mundo em qualidade de vida. Nos últimos anos, as atenções se voltaram para a fatia de belo-horizontinos que nasceram com deficiência, ou que adquiriram uma ao longo da vida: 12,4% de seus moradores, de acordo com o Censo 2000 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – ou 500 mil pessoas, aos números de hoje.
Há mais de uma década, com o programa Belo Horizonte para Todos, a prefeitura vem promovendo avanços na acessibilidade da capital mineira – em parceria com o governo federal. Pontos turísticos como a Fundação Zoo-Botânica e o Parque Municipal Américo Renné Gianneti, assim como regiões estratégicas como a área hospitalar, passaram por reformas que os transformaram em espaços mais acessíveis – portanto, mais democráticos.
Não são, porém, obras pontuais que tornarão a cidade plenamente acessível, como lembra o vereador Leonardo Matos. “O Belo Horizonte para Todos é um programa que visa mais a conscientização da sociedade do que a transformação da capital em uma cidade totalmente acessível, até porque a verba destinada não é suficiente”, afirma. Apesar disso, as obras têm contribuído para melhorar a vida, principalmente, dos deficientes físicos que vivem na cidade. E, claro, dos turistas com essa condição que a visitam.
Outra iniciativa do governo municipal que merece ser destacada foi a elaboração de um guia turístico, em Braille, para orientar visitantes cegos. Um total de 1.100 exemplares do guia foram impressos, em português e em inglês, e estão disponíveis para retirada pelos interessados nos postos da Belotur – a empresa municipal de turismo.
Hoje, Belo Horizonte está na vanguarda dos avanços em direção à inclusão social das pessoas com deficiência, ao lado de São Paulo e do Rio de Janeiro – cidades que concentram as iniciativas mais organizadas de promoção dos direitos desse público. A rede oficial de ensino vem desenvolvendo um modelo de inclusão de crianças com deficiência nas salas de aula regulares, cujos bons resultados alcançados apontam para uma mudanca de mentalidade da sociedade a médio prazo. As novas gerações, que hoje ainda frequentam os bancos escolares, aprendem no dia-a-dia conceitos como diversidade. Em futuro próximo, ser diferente deixará de significar ser excluído.
Entre as atrações da cidade, des-tacam-se o comércio de roupas e de pedras – preciosas e semipreciosas. O complexo de shopping centers local não fica devendo nada ao de outras capitais. Neles, além de grifes da moda – nacionais e estrangeiras –, encontram-se uma vasta rede de serviços, incluindo gastronomia, e de atrações. Assim como em outras capitais, os cinemas trocaram as ruas pela segurança e facilidades dos centros comerciais. No que se refere ao público com deficiência, se tornaram mais acessíveis no entorno, beneficiando-se da infraestrutura dos shoppings (vagas reservadas de estacionamento, banheiros adaptados e boa área de circulação para cadeirantes), embora a maioria, internamente, ainda não tenha se preparado para receber esse perfil de espectadores – seja por não facilitar o acesso a quem utiliza cadeira de rodas como, ainda, o recurso da audiodescrição estar limitado a iniciativas pontuais.
Savassi e Lourdes são os bairros que concentram lojas de rua mais sofisticadas – butiquês e maisons que ainda não cederam à tentação de restringir-se a shoppings –, o que traz reflexos positivos também para a oferta gastronômica, com bons restaurantes e cafés. Sentado em qualquer um deles, você perceberá facilmente que o estereótipo de que mineiros preferem ouvir a falar não cor-responde mais à realidade. Em rodas animadas, discute-se de tudo, do futuro do País às chances de Cruzeiro e Atlético, os dois grandes da capital, no Brasileirão de 2009. Tudo isso, é claro, regado com citações que remontam à história do estado e de sua importância para o Brasil.
É de um baiano, porém, a definição que talvez melhor traduza esse significado: Caetano Veloso. Na apresentação de um documentário sobre o cantor Milton Nascimento – carioca de origem, mas belo-horizontino por adoção –, Caetano disparou. “Quando vou à Bahia, acho que estou na África. No Sul, me vejo na Euro-pa. Mas é quando venho a Minas Gerais que tenho a sensação de que entrei no Brasil.” Talvez o estado, e Beagá, resumam mesmo as influências de outros povos num ser brasileiro em que as origens falam menos alto do que a sua expressão atual. Ou vai ver que o artista baiano assumiu a sua porção de mineirice, depois de horas matutando sobre o que existe detrás da Serra do Curral, uma das molduras da paisagem de Belo Horizonte.
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Cidades Históricas
Tiradentes, Congonhas do Campo e Ouro Preto não apenas promovem um mergulho no Brasil Colonial, como abrem a discussão sobre como melhorar a acessibilidade respeitando o patrimônio histórico. Quem já caminhou pelas centenárias alamedas de pedra encravada da ex-Vila Rica ou de Tiradentes, sabe do que estamos falando. Andar com muletas, bengala ou tocar a cadeira de rodas é algo que só se pode fazer com segurança estando acompanhado. Que não é tarefa fácil equacionar essas duas prioridades, sabemos. Mas é para isso que se debatem caminhos.
Tiradentes fez parte do circuito de exploração do ouro no Brasil Colonial, assim como Ouro Preto. O toque de modernidade da cidade, distante 190 quilômetros da capital, é fruto de sua reinvenção através da cultura e da gastronomia. Todo ano, dois grandes eventos atraem turistas de todas as partes, a Mostra de Cinema de Tiradentes, no verão, e o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Tiradentes, no inverno. A súbita celebridade vem ameaçando o patrimônio arquitetônico da cidade, que registra inúmeras construções ilegais e fora do padrão estético que a caracteriza.
Congonhas do Campo celebrizou-se por outro motivo: a obra do escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Aqui estão os célebres apóstolos esculpidos em pedra (foto acima). Os 16 profetas de Congonhas são considerados uma das séries mais completas da iconografia cristã. Os quatro maiores correspondem aos evangelistas Daniel, Ezequiel, Isaías, e Jeremias. Os doze profetas menores, aos apóstolos Abdias, Ageu, Amos, Habacuc, Joel, Jonas, Malaquias, Miquéias, Naum, Ozéias, Sofonias e Zacarias. No conjunto de Aleijadinho, Miquéias deu lugar a Baruc (secretário de Jeremias).
Já Ouro Preto reúne simultaneamente atrações que contam a história da arte religiosa brasileira e das lutas pela independência, num conjunto formato por mais de 1 mil sítios históricos, que vêm sendo preservados a duras penas por profissionais do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e de personalidades da cidade – a primeira do Brasil a receber o título de Patrimônio Histórico da Humanidade, concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em 1938. Apesar de sua importância histórica, Ouro Preto desafia a convicção de visitantes com deficiência de explorar seus atrativos, tal é a sua falta de acessibilidade. O esforço vale a pena. Nenhuma outra cidade brasileira possui um acervo de arte barroca religiosa comparável: são cerca de trinta monumentos religiosos, entre igrejas, capelas e passeios – oratórios dispostos em casas e edifícios públicos diante dos quais as procissões param para rezar e render homenagens. Foi a capital de Minas Gerais até 1897, época em que ainda se chamava Vila Rica.
Dois dos maiores artistas barrocos brasileiros, Antônio Francisco Lisboa e Manoel da Costa Athaide, viveram na cidade, onde deixaram registrada sua arte nas fachadas e interiores das igrejas. Só isso já valeria a visita.
Conjunto arquitetônico da Lagoa da Pampulha
A Lagoa da Pampulha é um lago artificial construída em Belo Horizonte, na gestão do prefeito Otacílio Negrão de Lima. Anos depois da sua construção, quando Juscelino Kubitschek era prefeito da capital mineira, Oscar Niemeyer projetou uma série de obras na orla, que foram incorporadas à vida da cidade. Com o passar dos anos, tais obras deixaram de ser usadas da maneira como foram originalmente pensadas, mas ontinuaram
a ser grandes marcos arquitetônicos da capital do estado.
Casa do Baile : Mais uma obra de Niemeyer, foi construída em 1943 para ser casa dançante e restaurante. Originalmente, a Casa do Baile era diretamente ligada ao Cassino,
que fi cava do outro lado da lagoa. Os frequentadores podiam se movimentar entre os dois ambientes em canoas. Revitalizada recentemente, a Casa do Baile abriga, desde 2003, o Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design. O ambiente recebe, desde então, exposições de médio e curto prazo sobre o tema e oferece atividades paralelas, como filmes, palestras, seminários e oficinas, de acordo com a programação, que pode ser encontrada no site da Prefeitura de Belo Horizonte. Não existem desníveis na Casa do Baile, o que facilita a locomoção de cadeirantes. A atração conta com um banheiro para deficientes físicos, que apresenta barras de apoio junto ao vaso sanitário,
pia rebaixada e espelho inclinado. Para pessoas cegas e deficientes visuais com baixa visão, existem músicas e entrevistas que podem ser disponibilizadas. Além desse aterial, algumas exposições contam com peças que podem ser tocadas pelos visitantes. Cães-guias são bem recebidos. Entrada gratuita. 3a a domingo, e feriados, 9h às 19h. Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha. Telefone: (31) 3277-7443.
Igreja São Francisco de Assis : Diferentemente de qualquer igreja, essa obra apresenta as curvas características dos projetos de Oscar Niemeyer e o revestimento de azulejos em tons azuis. No interior da igreja, painéis de Cândido Portinari retratam a via sacra e a imagem de Francisco de Assis. Os jardins foram projetados por Burle Marx. A qualquer momento, pode-se solicitar a assistência de um guia para explicar detalhes sobre a construção da igreja, sem preço adicional ao ingresso. O acesso para cadeirantes deve ser feito pela porta da frente, que só é aberta diante da solicitação no centro de visitação. Não
há banheiros para turistas. Meia-entrada para estudantes e pessoas com 60 anos ou mais. 3ª a sábado, e feriados, 9h às 17h; domingo, 12h às 17h. Av. Otacílio Negrão de Lima,
s/nº, Pampulha. Telefone: (31) 3427-1644.
Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão)
Mais conhecido como Mineirão, o estádio foi inaugurado em 1965 e, hoje, é o segundo maior coberto do Brasil, com 75 mil lugares. Em dias de visitação, guias são disponibilizados para visitas que duram aproximadamente 20 minutos. O tour do público tem início no hall de entrada, onde são encontrados painéis com a história do estádio e dos clubes mineiros, maquetes da reforma a que será submetido para estar apto a sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, troféus dos clubes do estado e marcas deixadas pelo pés de jogadores como Pelé, Dario (Dadá Maravilha) e Eder Aleixo. Nesse trecho, há um elevador para cadeirantes. O próximo espaço a ser visitado inclui os vestiários e gramado,
mas o acesso só é possível por escadas. Já às arquibancadas, pode-sechegar por elevador. Em dias de jogos, cadeirantes podem comprar ingressos Mais conhecido como Mineirão, o está-para as áreas reservadas a deficientes dio foi inaugurado em 1965 e, hoje, é físicos. Nesse caso, devem entrar pelo o segundo maior coberto do Brasil, com hall ou pelo portão 8, que contam com 75 mil lugares. Em dias de visitação, elevadores para a arquibancada, em um guias são disponibilizados para visitas espaço destinado especialmente para o que duram aproximadamente 20 mi-posicionamento de cadeiras de rodas. nutos. O tour do público tem início no Funcionários do Mineirão acompanham hall de entrada, onde são encontrados esses torcedores até seus lugares, painéis com a história do estádio e dos próximos dos quais existem banheiros clubes mineiros, maquetes da reforma adaptados. Esses sanitários contam a que será submetido para estar apto com vaso adaptado, barras de apoio a sediar jogos da Copa do Mundo de e pia rebaixada. A entrada pelo hall é 2014, troféus dos clubes do estado e exclusiva para deficientes físicos, que marcas deixadas pelo pés de jogadores podem levar apenas um acompanhante. como Pelé, Dario (Dadá Maravilha) e Meia-entrada para estudantes e pessoas Eder Aleixo. Nesse trecho, há um eleva-com 60 anos ou mais. dor para cadeirantes. O próximo espaço Diariamente, 8h às 17h; em dias de jogos, a ser visitado inclui os vestiários e gra-exclusivamente das 8h às 11h. mado, mas o acesso só é possível por Av. Antônio Abrahão Caram, 1.001, escadas. Já às arquibancadas, pode-se Pampulha. Telefone: (31) 3499-1154.
Fundação Zoo-Botânica
Em 1,8 milhão de metros quadrados, a Fundação Zoo-Botânica abriga o Zoológico, o Jardim Botânico e Parque Ecológico da Pampulha. São 1.200 animais de 240 espécies originárias de toda parte do mundo. Dentre essas espécies está o único gorila da América do Sul. No Jardim Botânico, mais de 200 espécies podem ser encontradas nas estufas e nos jardins temáticos que representam biomas brasileiros. A sinalização é deficiente, o que dificulta o deslocamento no local e não há mapas disponíveis para os visitantes. Os carros podem ser estacionados nas vias que cortam a Fundação Zoo-Botânica e há rampas que permitem o acesso a todas as alamedas. Em alguns trechos, porém, as vias dos pedestres apresentam rachaduras e buracos que podem dificultar a circulação de cadeirantes. Para deficientes visuais, estão disponíveis, na sede administrativa, um folder sobre a Fundação e um mapa em Braille, sendo que o mapa precisa ser devolvido ao final do passeio. É possível, ainda, agendar visita guiada, na qual será permitido tocar em alguns animais ou caminhar em algumas das trilhas e ouvir os sons e os cheiros da fauna e flora locais. Não há regulamentação interna sobre cãesguias, mas considera-se que o contato entre animais silvestres e domésticos pode não ser benéfico. Existem funcionários habilitados em Libras, mas é recomendado agendar a visita do público com deficiência auditiva. São considerados pagantes os visitantes de 8 a 64 anos de idade. Ingresso gratuito no primeiro sábado do mês. 3ª a domingo, 8h30 às 16h. Av. Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha. Telefone: (31) 3277-7100 / 3277-7284.
Mercado Central
Ervas que, dizem os vendedores, curam tudo: de dor-de-cabeça a impotência; comida para quem chega já com fome e ingredientes para quem planeja preparar a própria refeição, artigos religiosos e esotéricos para todas as crenças, artesanato mineiro. Esse conjunto de coisas resume o que é o Mercado Central. Um dos programas tradicionais de Beagá é beber cerveja e degustar fígado acebolado com jiló no Mercado – prato visto com reservas por muitos visitantes, mas que conquista os que o provam. O acesso é feito por rampas e há elevadores que levam ao estacionamento, no 2º andar, que conta com três vagas para deficientes físicos. Existem oito cadeiras de rodas para empréstimo, quatro na Central de Atendimento (situada no andar do estacionamento) e outras quatro na Central de Segurança, no andar das lojas. Durante os fins de semana, porém, o Mercado recebe
muitos visitantes, o que dificulta a circulação de cadeirantes no local. Há um banheiro
para pessoas com deficiência, mas ele está localizado na Central de Segurança – é preciso passar por uma porta cujo acesso é restrito a pessoas autorizadas. Os funcionários dos banheiros estão treinados para direcionar os deficientes físicos ao sanitário adaptado, que possui barras de apoio, pia baixa e espaço suficiente para manobrar a cadeira de rodas. Mais informações no site www.mercadocentral.com.br 2ª a sábado, 7h às 18h; domingos
e feriados, 7h às 13h. Av. Augusto de Lima, 744, Centro. Telefone: (31) 3274-9434 / 3274-9473.
Museu Abílio Barreto
Ótima opção para quem quer conhecer a história de Belo Horizonte. A principal atração do museu é a casa do século XIX, que foi sede de uma fazenda desapropriada em 1894 para a construção da capital mineira. Trata-se da única construção remanescente desse período. Uma locomotiva a vapor, um bonde elétrico e até o primeiro elevador instalado na cidade fazem parte do acervo, além de utensílios de personagens da capital mineira e fotos da cidade em várias épocas. Parte desse acervo fica no prédio construído em 1998 e na área externa do museu. O acesso é feito por rampas, o banheiro é adaptado e o elevador conta com informações em Braille. A casa do século XIX, porém, é tombada como patrimônio histórico e não pode, por isso, receber essas adaptações. Apesar disso, os recepcionistas e atendentes são treinados para auxiliar as pessoas com dificuldade de locomoção e ajudá-las a ter acesso a todas as dependências do museu. Deficientes visuais são autorizados a tocar nos objetos do acervo e há um folder em Braille disponível para consulta. O museu conta, ainda, com um restaurante, o Café do Museu, onde é possível ouvir Bossa Nova ao vivo, nas terças-feiras, e jazz nas quintas-feiras. Mais informacnoes podem ser obtidas no site do Museu Abílio Barreto: www.cafedomuseu.com.br. Entrada gratuita. 3ª a domingo, 10h às 17h; 5ª, 10h às 21h. Horário de funcionamento do Café do Museu: 3ª a domingo, 10h a 0h. Av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim. Telefone: (31) 3277-8573
Museu de Artes e Ofícios
O prédio, fundado em 1922, para ser estação ferroviária abriga em sua arquitetura vários estilos que expressam bem o ecletismo das obras urbanas brasileiras. Funcionando como museu desde 2006, o espaço exibe uma coleção de ferramentas, utensílios, máquinas e equipamentos diversos que representam profissões praticadas desde o século XVIII. Os interessados podem agendar visitas guiadas, que duram cerca de uma hora e meia e não custam nada além do ingresso. O acesso de cadeirantes é feito por uma rampa lateral, já que na porta principal há um degrau grande, e no interior do museu existem elevadores para os deficientes físicos. Os banheiros contam com barras de apoio junto aos vasos sanitários e as pias são rebaixadas. No banheiro próximo à recepção, porém,
uma das barras de apoio é móvel, o que pode gerar certa insegurança ao cadeirante. Os defi cientes visuais podem agendar visitas, nas quais são disponibilizadas maquetes especiais que podem ser tocadas pelos visitantes. Cães-guias são bem recebidos. Dois funcionários são habilitados em Libras. Meia-entrada para estudantes e pessoas com 60 anos ou mais. Entrada gratuita aos sábados e às quartas-feiras, das 17h às 21h. Mais
informações podem ser obtidas no site do Museu: www.mao.org.br 3ª, 5ª e 6ª, 12h às 19h; 4ª, 12h às 21h; sábado, domingos e feriados, 11h às 17h. Praça Rui Barbosa, s/nº,
Centro. Telefone: (31) 3248-8600.
Museu de Arte da Pampulha
Primeiro projeto de Niemeyer em Belo Horizonte, a obra foi originalmente um cassino, quando era conhecido por Palácio de Cristal. Na área externa, o jardim de Burle Marx reeune estátuas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa. A partir de 1957, o prédio foi transformado em museu. O acervo da casa conta com obras das mais diversas escolas e tendências da arte moderna e contemporânea e abriga nomes como Guignard, Di Cavalcanti, Ivan Serpa, Franz Weissmann, Portinari, Renina Katz, Faiga Ostrower, Mary
Vieira, Iberê Camargo, Edith Berhring, Goeldi e Tomie Ohtake e Amilcar de Castro.
Esse acervo é enriquecido, ainda, com exposições temporárias de artistas do mundo inteiro. Há salas de multimídia, biblioteca e café-bar. Todos os funcionários passam por capacitação para atender adequadamente a pessoas com deficiência. O acesso e a circulação são feitos por rampas. Para deficientes visuais, há um livro em Braille sobre a história do museu disponível para consulta e um folder com instruções para agendamento
de visitas. Ao ligar para o Núcleo de Arte e Educação do museu, pode-se agendar visitas para defi cientes visuais, durante as quais é permitido tocar em algumas obras. Cães-guias são bem recebidos. O museu conta, ainda, com funcionários habilitados em Libras. Não há banheiro adaptado. Entrada gratuita. 3ª a domingo, de 8h às 20h. Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha. Telefone: (31) 3277-7996 / 3277-7946.
Museu de Mineralogia
O prédio conhecido como Rainha da Sucata, projetado pelos arquitetos Sylvio de Podestá e Éolo Maia com materiais produzidos pela indústria mineira – como aço, cerâmica e cimento – serve de sede do Museu de Mineralogia. O museu conta com cerca de 1 mil amostras de minerais do mundo inteiro. Um grupo de estagiários, formado por estudantes
de geologia e de engenharia de minas, acompanha os visitantes. Há rampas e elevadores, que facilitam o acesso aos três andares do prédio, e banheiro adaptado. Existe um percurso especial para pessoas cegas e defi cientes visuais com baixa visão, que conta com piso podotátil e placas sinalizadas em Braille. É permitido tocar em parte dos minerais em exposição. Em períodos de férias escolares, o museu abre de terça a sábado,
às 9h. Grátis. 3ª a 6ª, 8h às 17h; sábados, 9h às 17h; domingos, 10h às 17h. Av. Bias Fortes, 50, Funcionários. Telefone: (31) 3271-3415.
Palácio das Artes
O Palácio das Artes é mais um dos projetos de Oscar Niemeyer em Belo Horizonte.
Abriga o Grande Teatro, quatro galerias para exposições, duas salas de teatro-convenção, Centro de Memória, biblioteca e um cinema, o Cine Humberto Mauro, além de áreas de convivência onde são realizadas atividades culturais. O Grande Teatro conta com os melhores recursos técnicos, cênicos e acústicos de Minas Gerais e recebe os espetáculos
mais importantes que passam por Belo Horizonte. As galerias recebem as mais diferentes exposições, incluindo mostras históricas, arqueológicas, de arte colonial, popular, moderna e contemporânea. O Cine Humberto Mauro, por sua vez, oferece filmes do circuito não-comercial e promove mostras, festivais e lançamentos de filmes com frequência. O Centro de Memória é formado por uma biblioteca, uma musioteca e uma
sala de vídeo. Em 2008, os espaços passaram por reformas que melhoraram a acessibilidade, com a construção de rampas, elevadores e banheiros para deficientes físicos. A partir dessas reformas, foi possível ao cadeirante ter acesso a todas as áreas do Palácio das Artes. O banheiro apresenta barras de apoio nas paredes, espaço sufi ciente para manobrar a cadeira e pia rebaixada. Há, ainda, uma cadeira de rodas disponível
para empréstimo para pessoas com dificuldades de locomoção. Nos teatros e no cinema existem vagas reservadas a cadeirantes e os funcionários do Palácio das Artes são orientados a conduzir os visitantes a essas vagas. Quatro lugares são reservados no Grande Teatro para deficientes auditivos que sabem fazer leitura labial. É preciso solicitar esses lugares no momento da compra dos ingressos. Cães-guia são bem recebidos. O projeto Domingo no Palácio realiza apresentações culturais gratuitas de dança, música e teatro, a partir das 10h. 2ª a sábado, 9h ao último espetáculo; domingo, a partir de 14h. Av. Afonso Pena, 1.537, Centro. Telefone: (31) 3236-7400.
Palácio da Liberdade
Inaugurado em 1897, o Palácio da Liberdade é, desde então, o prédio de onde despacha o governador de Minas Gerais. Construído com predominância do estilo neoclássico, o Palácio exibe uma ornamentação eclética. Logo na entrada já se pode contemplar a escadaria, feita de ferro e mármore no estilo art nouveau, projetada no Brasil e construída na Bélgica. A subida desses degraus, como se percebe, tem história. O prédio passou por um longo processo de restauração, que durou três anos e foi concluído em dezembro
de 2008. No trabalho de restauro, as pinturas originais dos tetos e das paredes foram recuperadas. A decoração do Palácio conta, ainda, com móveis Luís XV e Luís XVI. Nas dependências do edifício uma sala de multimídia, onde é possível assistir a vídeos sobre
o tema “liberdade” e rever a posse de diversos governadores de Minas Gerais. Nos dias de visitação, é permitido acompanhar a cerimônia de hasteamento de bandeira nacional. A visita, guiada, dura em torno de 15 minutos. Não é permitido usar salto alto nem tirar
fotos no Palácio – por questões de segurança. A circulação no prédio pode ser feita por rampas e por um elevador. Existe um banheiro acessível para deficientes físicos, que conta com vaso sanitário adaptado, barras de apoio e pia rebaixada. Entrada gratuita..
Aberto à visitação apenas no último domingo do mês, 8h às 13h. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários. Telefone: (31 ) 3250-6011.
Parque Municipal
Américo Renné Gianneti Primeiro jardim público da capital mineira, o Parque Municipal foi idealizado pelo engenheiro Aarão Reis e projetado pelo arquiteto francês Paul Villon. O projeto é, então, uma mistura de elementos locais e europeus. O coreto, por exemplo, foi trazido da Bélgica. Já a flora do Parque, que conta com mais de 400 espécies, foi recolhida de diversos quintais de Belo Horizonte. O local tem um lago, onde é possível passear de pedalinho e de canoa, e um pequeno parque de diversões, com brinquedos
tradicionais voltados ao público infantil. O acesso e a circulação no parque pode ser feito por rampas, mas aos cadeirantes é recomendado procurar uma das entradas laterais, já que a portaria principal conta com paralelepípedos, o que pode dificultar o deslocamento.
As rampas são, em algumas áreas do parque, distantes entre si. Há, ainda, o Teatro Francisco Nunes, espaço para apresentações culturais das mais variadas. O teatro Francisco Nunes é o único local do parque onde é possível encontrar banheiro acessível, no qual o vaso sanitário é adaptado e existem barras de apoio, além de pia rebaixada. No teatro, o preço das atrações é variável. O teatro funciona de segunda a sexta, das 14h às 22h, e sábados e domingos, em horários variáveis. 3ª a domingo, 6h às 18h. Av. Afonso Pena, 1.377, Centro. Telefone: (31) 3277-4161/ 3277-4882. Telefone: (31) 3277-6325 (Teatro Francisco Nunes)
Praça da Liberdade
A arquitetura neoclássica e a pós-moderna convivem lado a lado no conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Liberdade, que inclui, ainda, obras que representam a art-déco e o modernismo. Oscar Niemeyer, que tem obras espalhadas em toda a cidade, também deixou sua marca na praça. Atualmente, os prédios concentram as Secretarias de Estado e o Palácio da Liberdade, onde despacha o governador, mas já está sendo construído um novo Centro Administrativo. A Praça da Liberdade será convertida em Centro Cultural. Por enquanto, estão abertos para visitação apenas o Palácio da Liberdade e o Museu de Mineralogia.
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Ambrósio’s Grill
Churrascaria sofisticada, o Ambrosio’s é famoso pelo rodízio de churrasco, que inclui um bufê com 35 variedades de salada, oito opções de queijos finos e três de frutos do mar. Pode-se, ainda, pedir oito guarnições à mesa. A carta de vinhos do restaurante conta com 125 rótulos, de todos os continentes. O acesso à churrascaria para deficientes físicos é feito por rampas, mas só é possível chegar ao 2º andar por meio de escadas. O banheiro conta barras de apoio junto ao vaso sanitário e espaço suficiente para circulação com cadeira de rodas. Cãesguias são bem recebidos. 2ª a sábado, 11h30 a 0h; domingo, 11h30 às 18h. Av. Getúlio Vargas, 880, Savassi. Telefone: (31) 3261-5973.
Chillis
Em meio a enfeites tipicamente mexicanos, os clientes se deliciam com burritos, taco tex mex e farritas, pratos mais pedidos da casa. O restaurante oferece, ainda, chips com guacamole para entrada e as típicas cervejas mexicanas Sol Mex e Dos Equis. Localizado dentro do Ponteio Lar Shopping, o restaurante usa a estrutura do centro comercial para receber clienets com deficiência física. No estacionamento, as vagas reservadas para motoristas com deficiência ficam bem em frente ao elevador que dá aces-so ao restaurante. Próximo à praça de alimentação, há um banheiro adaptado, que conta com vaso sanitário adaptado e barras de apoio junto à parede. Nas noites de sexta-feira e sábado, há música ao vivo na praça de alimentação. Diariamente, 11h às 23h. Ponteio Lar Shopping, BR 356, 2.500, Santa Lúcia. Telefone: (31) 3286-5653.
Néctar da Serra
Excelente opção para os dias de calor mais forte, o Néctar da Serra oferece sanduíches leves, saladas variadas e um enorme cardápio de sucos inusitados. Foi esse cardápio que levou o restaurante a ganhar por 11 vezes consecutivas o prêmio da revista Veja de melhor suco da cidade. Uma das combinações mais pedidas é framboesa, amora e laranja. É possível montar o próprio sanduíche com os ingredientes do bufê e a salada também pode ser preparada ao gosto do cliente, que deve escolher os ingredientes entre os vegetais, frutas, carnes, queijos e especiarias do menu. A maior parte dos pedidos do restaurantes é dessas saladas montadas, que têm preços diferenciados para tamanho mini (para uma pessoa), tamanho médio (para uma ou duas pessoas) e tamanho grande (para duas pessoas). No inverno, o restaurante oferece rodízio de caldos. Em termos de acessibilidade, a casa apresenta inconsistências. Há um pequeno degrau para entrar nas dependências do estabelecimento e não existe elevador ou rampa para alcançar o 2º andar. No 1º andar, porém, há bom espaço para circulação com cadeira de rodas entre as mesas e o restaurante conta com um banheiro para deficientes físicos – com vaso sanitário adaptado, barras de apoio e pia mais baixa com vão livre inferior para as pernas. Não existem adaptações para cegos, como cardápio em Braille, e deficientes auditivos.
2ª a domingo, 9h às 23h. R. Santa Rita Durão, 929, Savassi. Telefone: (31) 3261-2969.
Reciclo II
O restaurante é mantido pela Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reciclável de Belo Horizonte) e tem na decoração os traços da Associação. São flores de papel, enfeites de garrafa pet e até uma bicicleta velha, que dão o charme do local. Na entrada do restaurante há uma pequena loja com artigos reciclados pelos catadores. O prato mais pedido é a porção especial – filé ao molho gorgonzola com abacaxi e provolone grelhado (serve bem três pessoas). Às quartas-feiras, um DJ anima o ambiente com músicas dos anos 1970 e 1980. Aos sábados, há sempre uma banda de samba e nos demais dias os shows são de MPB. Existem rampas para acesso de deficientes físicos, mas uma delas, que ajuda a transpor um degrau na entrada do restaurante é muito íngreme. No interior do Reciclo II há um elevador que dá acesso ao 2º andar. O banheiro é adaptado e conta com barras de apoio junto ao vaso sanitário e pia rebaixada. É solicitado a pessoas cegas que informem quando estarão acompanhadas de cães-guias, para efeito de organização interna. 2ª a 6ª, 11h30 às 15h; 4ª a 6ª, 18h a 0h; sábado e domingo, 17h a 0h. R. da Bahia, 2.164. Telefone: (31) 3275-2568.
Restaurante e Choperia Pinguim
A choperia é também uma boa opção para refeições. O cliente pode montar o prato a partir da escolha de carnes, saladas e guarnições. As carnes mais pedidas são prime RIB e miolo de alcatra. Às sextas e sábados, a Choperia oferece self-service de feijoada. Aos domingos, o self-service é de frutos do mar. Para quem quer apenas aproveitar o chope, o petisco mais famoso da casa é o filé mignon ao molho gorgonzola, indicado para duas pessoas. A carta de vinhos conta com 134 rótulos. A rampa de acesso ao restaurante é móvel. Na entrada, há sempre atendentes para auxiliar pessoas que utilizam cadeira de rodas. As mesas são afastadas e há bom espaço de circulação no ambiente. Os banheiros contam com vasos sanitários adaptados, barras de apoio junto aos vasos e pia rebaixada. Existem, ainda, duas cadeiras de rodas disponíveis para empréstimo. Diariamente, 11h à 1h. R. Grão Mogol, 157, Carmo Sion. Telefone: (31) 3282-2007.
Restaurante do Porto
A casa não tem o mesmo luxo de outros restaurantes, mas o ambiente acolhedor chama a atenção de quem quem quer experimentar um prato à base de peixes. Decorado com luminárias antigas e fotos – de Belo Horizonte e de personalidades da capital mineira –, o Restaurante do Porto conta, ainda, com apresentações de piano às quintas, sextas e sábados a partir de 20h30. A especialidade do restaurante é o bacalhau e o destaque é o bacalhau grelhado com arroz de Braga. Os pratos servem bem a duas pessoas (é possível pedir meia porção). O acesso ao restaurante é feito por rampas e a distância entre as mesas é grande, facilitando a circulação de cadeirantes. O banheiro para deficientes físicos conta com barras de apoio, pia baixa e espaço suficiente para manobrar a cadeira de rodas. O gerente do hotel, apesar de não ser habilitado em Libras, se comunica com relativa facilidade com deficientes auditivos, dada a convivência diária com um funcionário do estacionamento vizinho ao estabecimento que possui essa deficiência. Cães-guias são bem recebidos. O restaurante tem estacionamento, mas não existem vagas demarcadas para deficientes. Manobristas só estão disponíveis à noite. Como o restaurante não está próximo de nenhuma outra atração turística da cidade, a melhor forma de chegar à região é de carro, ou táxi. 2ª a 5ª, 11h a 0h; 6ª e sábado, 11h à 1h; domingo, 11h às 23h. R. Conselheiro Lafaiete, 2.099, Sagrada Família. Telefone: (31) 3482-9870.
Vecchio Sogno
Restaurante sofisticado, o Vecchio Sogno ganhou os prêmios de melhor italiano e de melhor restaurante concedido pela revista Veja, em 2008. Ivo Faria, o dono do estabelecimento, também foi premiado pela publicação semanal como o melhor chef da cidade. Os pratos mais pedidos da casa são polenta à piamontese, nhoque com gamberi e medalhão Vecchio, todos para uma pessoa. A excelência gastronômica do Vecchio Sogno é acompanhada de música tocada no piano, todas as noites da semana e durante os almoços de domingo. Para pessoas que utilizam cadeira de rodas, o acesso ao restaurante é feito por rampas e o espaço de circulação entre as mesas é amplo. Há um banheiro acessível, com todas as adaptações previstas para atender bem pessoas com deficiência, menos uma: o espelho inclinado. Não existe nenhum material em Braille, como cardápio, mas clientes cegos acompanhados de cães-guias costumam ser bem recebidos. O estacionamento não possui vagas demarcadas para uso exclusivo de pessoas com deficiência, mas conta com manobristas. 2ª a 5ª, 12h à 00h30; 6ª, 12h às 2h; sábado, 18h às 2h; domingo, 12h às 18h. R. Martim de Carvalho, 75, Santo Agostinho. Telefone: (31) 3292-5251.
Xapuri
Quem vai a Belo Horizonte e quer experimentar comida mineira tem uma boa opção no Restaurante Xapuri. O ambiente rústico, com predominância de madeira, lembra uma fazenda e, atrás do restaurante, há uma área onde crianças podem andar a cavalo e brincar – no escorregador e no balanço. Os pratos mais pedidos são costelinha da sinhá, filé mignon à campanha e frango preguento do Bento. Os dois primeiros pratos podem ser servidos em meia porção. Outro destaque do cardápio é a caipirinha, servida nos sabores maracujá e abaca-xi, além da bebida tradicional, feita com limão. De quarta a domingo é possível ouvir a música sertaneja e caipira com o Trio Xapuri, formado por dois violeiros e um sanfoneiro. A circulação de pessoas em cadeira de rodas no restaurante é feita por meio de rampas. Algumas, entretanto, são excessivamente inclinadas, o que pode dificultar a movimentação autônoma de cadeirantes. O banheiro, adaptado, conta com barras de apoio junto ao vaso sanitário, pia rebaixada e espelho inclinado. Cães-guia são bem recebidos. 3ª a 5ª, 11h às 23h; 6ª e sábado, 11h às 2h; domingo, 11h às 18h.
R. Mandacaru, 260, Pampulha. Telefone: (31) 3496-6198.
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Belo Horizonte Othon Palace
Localizado no centro de Belo Horizonte, no cruzamento de algumas das ruas mais movimentadas da cidade, o hotel oferece conforto para quem deseja se locomover com facilidade pela capital. O estacionamento é terceirizado e conta com uma vaga para deficientes. Para utilizar a Internet é preciso comprar um cartão na recepção e o acesso é a cabo até o 16º andar e wireless a partir do 17º. A recepção do hotel conta com uma parte rebaixada para cadeirantes. A circulação é feita por rampas de corrimão duplo e elevadores, com exceção do espaço da sauna e da sala de ginástica, que são acessíveis apenas por escadas. A piscina e os restaurantes têm acesso por rampas, mas a distância
entre as mesas desse último é reduzida. Aos sábados, o restaurante serve feijoada ao som de uma banda de samba entre 12h e 16h. Nos apartamentos adaptados, há escrivaninha rebaixada com espaço para as pernas e banheiro com vaso sanitário adaptado, barras
de apoio, pia com altura adequada para cadeirantes e chuveiro separado por cortina. A circulação do cadeirante no quarto, porém, é restrita, já que os espaços são reduzidos. O regulador do ar-condicionado, assim como os cabides do armário, é alto. Há uma cadeira
de rodas disponível para empréstimo. Os elevadores contam com sinalização em Braille nos botões. Cães-guias são bem recebidos. 294 apartamentos (2 acessíveis). Restaurante com opções à la carte e bufê. Serviço de quarto 24 horas. Inaugurado em 1997. Café da manhã incluído na diária. Av. Afonso Pena, 1.050. Telefone: (31) 2126-0000.
Belo Horizonte Plaza
Localizado na região central de Belo Horizonte, o hotel proporciona comodidade para os hóspedes e acesso rápido a atrações. O Belo Horizonte Plaza oferece piscina e sauna, mas o acesso a tais espaços só é possível por meio de escadas. Há, ainda, uma academia, a
que se pode chegar por elevador. A Internet pode ser acessada por rede sem fio e por cabo, sem taxa adicional para os hóspedes. Nos quartos, há televisão com canais por assinatura, cama king size, ar-condicionado e telefone. Nos 2 quartos adaptados, a escrivaninha é rebaixada e com vão inferior livre para a cadeira de rodas. Os controles
dos equipamentos estão disponibilizados em locais mais baixos. O banheiro possui vaso sanitário adaptado, barras de apoio junto as vaso e no chuveiro, que também conta com uma cadeira para facilitar o banho, e pia rebaixada. Botões dos elevadores são sinalizados
em Braille. Café-da-manhã incluído na diária. 91 apartamentos (2 acessíveis). Restaurante com opções à la carte. Serviço de quarto (6h às 23h30). R. Timbiras, 1.660, Lourdes. Telefone: (31) 3247-4700.
Formule 1 Hotel
Uma das hospedagens mais baratas de Belo Horizonte, o Formule 1 Hotel oferece quartos com televisão de 14 polegadas, canais a cabo e ar-condicionado em um ponto central da cidade – esse, o grande diferencial do estabelecimento. Cada andar conta com um telefone, compartilhado pelos hóspedes no corredor – alguns dos quais com altura adequada para cadeirantes. A recepção conta também com uma parte rebaixada para o atendimento de deficientes físicos. Todas as dependências possuem conexnao de Internet sem fio, que é liberada para o hóspede mediante compra de cartão por tempo determinado com senha na recepção. Não há área de lazer no hotel. Os 2 quartos para deficientes físicos dispõem de bom espaço para circulação, cabides, controle remoto e controle de ar-condicionado em locais baixos. Há, ainda, uma escrivaninha rebaixada, com vão livre para encaixe da cadeira de rodas. O banheiro possui vaso sanitário adaptado, barras de apoio próximas ao vaso e no chuveiro, que também tem uma cadeira para banho. A pia é rebaixada e o espelho, inclinado. 241 apartamentos, 2 acessíveis. Não possui restaurante, apenas uma loja de conveniências onde é possível encontrar lanches. Não possui serviço de quarto. Inaugurado em 2008.
Av. Bias Fortes, 783, Lourdes. Telefone: (31) 3343-6400.
Hotel Ibis Belo Horizonte Liberdade
Opção mais econômica, a rede Ibis oferece hospedagem a quem pretende passar pouco tempo no hotel. Não há área de lazer e, além do café-da-manhã, que é cobrado à parte, é possível encontrar apenas bebidas, biscoitos e pratos congelados no bar do hotel. Os quartos contam com ar-condicionado, frigobar e televisão com canais a cabo. A Internet é sem fio e é preciso comprar um cartão na recepção para utilizá-la. A entrada do hotel conta com uma rampa para acesso de cadeirantes. Apesar de a recepção não ser rebaixada, há mesas baixas espalhadas no lobby que facilitam o atendimento desses hóspedes. Nos 2 quartos adaptados, o comando do ar-condicionado, a televisão, o frigobar e o cofre são mantidos em lugares mais baixos. O banheiro conta com todas as adaptações exigidas. Os elevadores contam com sinalização em Braille e cães-guias são bem recebidos. O estacionamento possui duas vagas reservadas para deficientes. Inaugurado em 2003. 130 apartamentos (2 acessíveis). Av. João Pinheiro, 602, Lourdes. Telefone: (31) 2111-1500.
Hotel Ouro Minas
Único hotel cinco estrelas de Belo Horizonte, o Ouro Minas oferece luxo e sofisticação a quem está disposto a pagar um pouco mais. Os apartamentos são equipados com televisão LCD 26 polegadas, ar-condicionado, frigobar e cama king size. Em todas as dependências do hotel é possível acessar a Internet por rede wireless e nos quartos, com exceção dos standards, é disponibilizada também Internet a cabo. O hotel conta com restaurante, sala de massagem, piscina coberta e aquecida, saunas masculina e feminina, sala de ginástica com personal trainer à disposição dos hóspedes e salas de conferência. A circulação nessas áreas de lazer, entretanto, é limitada, já que, com exceção do restaurante e das salas de conferência, o acesso é feito por escadas. Os funcionários do hotel oferecem ajuda àqueles que têm dificuldade de locomoção. A circulação no lobby e nos corredores é facilitada por rampas e elevadores. Nos 3 quartos adaptados para deficientes físicos, o armário conta com suporte de cabides mais baixo, escrivaninha rebaixada e televisão com sistema closed caption. O banheiro tem porta de correr, vaso sanitário adaptado para deficientes físicos, barras da apoio junto ao vaso sanitário, pia baixa e com vão livre para as pernas, e chuveiro com cortina. Os quartos para hóspedes com deficiência não contam com banheiras. Na recepção, há um balcão e um telefone público rebaixados para uso preferencial de cadeirantes, além de um banheiro com as mesmas adaptações presentes nos banheiros dos quartos. Além do sistema closed caption, nas televisões, não existem outras adaptações para deficientes auditivos. Botões dos
elevadores são sinalizados em Braille. 343 apartamentos (3 acessíveis). Restaurante
com opções à la carte. Serviço de quarto 24h. Inaugurado em 1996. Café-da-manhã cobrado à parte. Av. Cristiano Machado, 4.001, Cidade Nova. Telefone: (31) 3429-4001.
Hotel Sol Belo Horizonte
Situado em local que possibilita fácil acesso aos pontos turísticos da cidade, o Hotel Sol Belo Horizonte conta com piscina, sauna e sala de ginástica, mas apenas nessa última não há escadas para chegar. Para acessar a Internet é preciso comprar cartão (com tempo determinado e senha), na recepção. Os quartos são equipados com televisão com canais por assinatura, cama king size, ar-condicionado e telefone. Nos 2 apartamentos adaptados, esses equipamentos estão dispostos em locais baixos, mas os cabides e as prateleiras dos armários têm altura padrão para pessoas sem deficiência. O banheiro
possui vaso sanitário adaptado, barras de apoio junto ao vaso e no chuveiro, e pia rebaixada. Elevadores sinalizados em Braille. 86 apartamentos (2 acessíveis). Restaurante com opções à la carte. Serviço de quarto até às 22h. Diária inclui o café-da-manhã.
R. da Bahia, 1.040, Centro. Telefone: (31) 3311-1300.
Liberty Palace Hotel
Com uma das localizações mais privilegiadas para quem visita Belo Horizonte,
o Liberty Palace Hotel oferece conforto e sofisticação. A área de lazer inclui piscina, sauna e academia. Caso os aparelhos de ginástica disponíveis no hotel não sejam suficientes para as necessidades do hóspede, o hotel mantém convênio com uma academia próxima e os clientes podem frequentá-la sem taxas adicionais. A sauna e a piscina não oferecem acessos para cadeirantes. Em todos os apartamentos há Internet a cabo ou wireless que pode ser utilizada livremente. Os quartos contam com televisões 29 polegadas e canais a cabo, camas king size, ar condicionado e telefone. Nos quartos adaptados, a cama, os cabides e os controles dos equipamentos estão disponibilizados em locais baixos, mas as toalhas ficam em locais de difícil alcance. Os banheiros contam com barras de apoio próximas ao vaso sanitário e no chuveiro, que também tem uma cadeira para facilitar o banho de cadeirantes. A pia é rebaixada. A televisão conta com sistema closed caption e os elevadores, sinalização em Braille. A rampa da entrada no hotel é estreita e requer cuidados para o acesso por cadeirantes. 94 apartamentos (2
acessíveis). Restaurante com opções à la carte. Serviço de quarto 24 horas. Café-da-manhã incluído na diária. R. Paraíba, 1.465, Savassi. Telefone: (31) 2121-0900.
www.libertypalace.com.br
Mercure Hotel
Sofisticação e boa localização são as vantagens do Mercure Hotel. O hotel apresenta tarifas mais baratas nos fins de semana e conta com a Suíte Júnior, que pode comportar até três adultos e duas crianças. O estacionamento não possui vagas para deficientes, mas existem manobristas à disposição. A área de lazer do hotel inclui piscina climatizada, sauna, academia e salão de beleza. A academia é uma das mais completas da rede hoteleira de Belo Horizonte, disponibilizando três esteiras, três bicicletas, dois aparelhos de musculação, que possibilitam realizar vários exercícios cada um, e uma prancha
para exercícios abdominais, além de pesos de vários tipos e tamanhos. A circulação no hotel é feita por rampas e elevadores, sendo que o único lugar a que não é possível chegar com cadeira de rodas é a sauna, devido à porta estreita. Os quartos são equipados com
televisões a partir de 29 polegadas, canais a cabo, ar-condicionado, telefone, banheira, micro-ondas e frigobar. Os 4 quartos para deficientes físicos são da categoria luxo e contam com televisões LCD 32 polegadas. Nesses, o espaço é suficiente para circulação com cadeira de rodas e os equipamentos do quarto são distribuídos em locais mais baixos, assim como as toalhas, os cabides e as prateleiras do armário. O banheiro
conta com vaso adaptado, barras de apoio junto ao vaso e no chuveiro, e cadeira para banho. Possui elevadores sinalizados em Braille, que também podem ser acionados por comando de voz. São 378 apartamentos (4 acessíveis). O restaurante possui opções à la
carte e serviço de bufê. Atendimento de quarto 24 horas. Inaugurado em 2001. Café-da-manhã cobrado à parte. Av. do Contorno, 7.315, Lourdes. Telefone: (31) 3298-4105. www.mercure.com.br
Quality Afonso Pena
Localizado em uma área nobre da capital mineira, o Quality Afonso Pena é uma boa opção para quem procura conforto e elegência. O hotel conta com piscina,
sauna, academia e salas de convenção. Apesar de todas essas áreas serem acessíveis por rampas e elevadores, as portas das saunas são pequenas e não é possível passar com cadeira de rodas. Os quartos contam com televisões de 29 e 32 polegadas, canais por assinatura, camas king size, ar-condicionado, frigobar e telefone. A Internet é wireless nas áreas comuns e a cabo nos apartamentos, sendo que o hotel oferece o cabo para ser utilizado durante a hospedagem. Abril e outubro são os meses mais movimentados e é preciso fazer reserva com antecedência. Nos quartos para deficientes físicos, há espaço suficiente para circulação com cadeira de rodas, os cabides e as prateleiras dos armários são mais baixos, assim como a televisão, o cofre e o comando do ar-condicionado. O banheiro tem pia mais baixa, barras próximas ao vaso e, no chuveiro, barras de apoio e cadeira para facilitar o banho de cadeirantes. Há sistema closed caption na televisão. Os elevadores contam com sinalização em Braille e também comando de voz. 219 apartamentos (2 acessíveis). Serviço de quarto 24 horas. Inaugurado em 2002. Av. Afonso Pena, 3.761, Mangabeiras. Telefone: (31) 2111-8900.
Sossego da Pampulha
Uma charmosa casa localizada próxima à Lagoa da Pampulha abriga essa pousada. Todos os 33 quartos contam com ventilador de teto, TV a cabo, frigobar, Internet wi-fi e telefone. Não há área de lazer. A entrada para hóspedes com deficiência é feita pela garagem da pousada, mas a rampa de acesso, muito inclinada, pode exigir acompanhamento para a entrada de cadeirantes. No único quarto adaptado do estabelecimento, os cabides e equipamentos ficam disponibilizados em locais mais baixos. O banheiro, também adaptado, conta com barras de apoio próximas ao vaso sanitário e no chuveiro. Nesse dormitório, entretanto, não há cama de casal. Possui 33 apartamentos, dos quais 1 é acessível. Não tem restaurante nem oferece serviço de quarto. Caféda-manhã incluído na diária. Av. José Dias Bicalho, 1. 258, Pampulha. Telefone: (31) 3491-8020. www.sossegodapampulha.com.br
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PATRIMÔNIO DE TODOS - Joaquim Nunes Gonçalves, 57 anos, diretor da Associação de Paraplégicos de Belo Horizonte
“A situação do defi ciente físico em Belo Horizonte está melhorando, mas ainda está bem complicada. Às vezes a prefeitura reforma os passeios, mas logo vêm outras empresas, de telefonia por exemplo, fazem uns buracos e não arrumam direito. Aí ficam aqueles passeios de altos e baixos que dificultam muito a locomoção dos cadeirantes. E ainda há
um descaso. A prefeitura mesmo, que é um órgão público, só tem entrada para cadeirantes por trás, não podemos entrar pela porta da frente.” “O Parque Municipal passou por uma reforma há pouco tempo que melhorou o acesso, mas ainda assim faltam
adaptações. Em alguns lugares existem rebaixamentos nos passeios, em outros não. Na entrada principal, pela Avenida Afonso Pena, o caminho é de paralelepípedos, que é muito ruim para nós, porque trava as rodinhas da cadeira. Mas já está bem melhor.”
“No Museu de Artes e Ofícios temos que entrar pela lateral, porque o degrau na porta da frente é muito alto. Eles dizem que o prédio é histórico, por isso não podem mudar. Em um dos banheiros, as barras de apoio são móveis, isso dá um pouco de insegurança. Mas
isso é só em um banheiro, nos outros a adaptação é ótima. A circulação dentro do prédio também é boa, é possível andar por todo o museu sem problemas.
ELEGER PRIORIDADES - Leonardo Matos, vereador
“Trabalho nessa área de acessibilidade há pelo menos 20 anos e claro que eu percebo um certo avanço na circulação das pessoas com deficiência. Nós já fo¬mos impedidos, por exemplo, de andar de ônibus. Existiam umas barras para impedir que as pessoas descessem dos ônibus sem pagar, que eles (funcionários das empresas de transporte) chamavam de ‘chiqueirinho’. Só que essas barras impediam também o acesso dos deficientes físicos. Só depois de oito anos de muita luta, muita briga, conseguimos tirar esses chiqueirinhos dos ônibus. A luta do deficiente físico levou muito tem¬po para ser introjetada na sociedade e na administração pública. Em Belo Ho¬rizonte, o governo já assumiu a respon¬sabilidade, mas não está investindo. As obras não são feitas com vistas a tornar a cidade mais acessível, o que vemos é a preocupação secundária, paralela, quando novas obras são realizadas.”
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