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CORAÇÃO DO PODER
A capital do País é um destino único e leva o turista ao centro das decisões
Brasília é a prova de que mesmo um projeto arquitetônico revolucionário tem prazo de validade e requer ser atualizado para não perder a força. A capital federal, planejada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer nos anos 50, foi inaugurada no dia 21 de abril de 1960 para ser o marco de um Brasil que, à época, sonhava em subir para o andar de cima
das nações desenvolvidas em pouco tempo, animado pelo slogan desenvolvimentista
“fazer 50 anos em 5” que elegeu o presidente Juscelino Kubitschek. O boom da indústria automobilística, no Sudeste, e a conquista da primeira Copa do Mundo, na Suécia, em 1958, pareciam provas irrefutáveis de que o País do Futuro – outro slogan ufanista
que enchia de otimismo os brasileiros – lançara, afi nal, sua pedra fundamental.
Brasília nasceu para ser o que Washington é para os Estados Unidos: uma cidade vocacionada para o poder, na qual tudo funciona como extensão do ato de governar. A localização, no Planalto Central do Brasil, lembrando a posição do coração no corpo humano, reforçou a sensação de que a nova capital era, de fato, o coração do poder.
SOTAQUE CARIOCA
O projeto inovador de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer teve repercussão mundial e fez com que os olhos do mundo se voltassem para Brasília. Jovem, confiante, vibrante e única, a caçula das cidades nasceu com ares de favorita da família brasileira, deslocando para o Centro-Oeste milhares de funcionários públicos da administração federal que
atuavam no Rio, importando o sotaque carioca que, por muito tempo, marcou a sonoridade dos diálogos nas repartições, ruas e atrações locais. Sim, atrações, porque desde os primeiros dias turistas de todas as regiões do Brasil lotaram os hotéis do lugar e das cidades vizinhas para conhecer a cara do Brasil do futuro. Os anos de chumbo do regime militar acinzentaram o encanto que a capital exercia sobre a população, mas a redemocratização, em 1985, devolveu o povo às ruas e revigorou o otimismo de Brasília, uma jovem adulta de 25 anos que se mostrava pronta para amadurecer – em todos os sentidos. Brasília não apenas respirou aliviada com os ares da democracia como impulsionou, desde então, o setor de serviços. Abriram-se restaurantes modernos, bares e lojas que, somados à infraestrutura existente, deram à infraestrutura da cidade a complexidade típica dos grandes centros urbanos. O projeto original de Niemeyer e Costa foi abraçado por outras linhas de construções urbanas, fazendo com que a capital perdesse a cara de maquete e se tornasse, cada vez mais, uma cidade. A população, que nos primeiros tempos se revezava no êxodo em direção às cidades natais no período de férias, se tornou brasiliense de fato. A babel de sotaques, puxados pelos esses e erres arrastados dos cariocas, moldou o novo acento e melodia do jeito candango de falar.
Hoje, visitar Brasília é uma maneira de conhecer não somente os marcos fundamentais de sua arquitetura, mas fundamentalmente mergulhar na fusão de culturas e costumes levados à capital pelos migrantes que deram origem a uma população genuinamente brasiliense – diferente de todos os que nasceram em outras partes do Brasil.
O brasiliense é politizado por natureza: você sai de qualquer bate-papo sem compromisso acreditando levar informações de bastidores que podem mudar o mundo; desce do táxi se perguntando se o condutor não deveria ser ministro. E também é cosmopolita: tem um olho na própria casa e outro que dá a impressão de varrer 360 graus em segundos, como um poderoso escâner, o que faz parecer que tem uma visão global sobre qualquer assunto. Aos 49 anos de vida, Brasília é uma jovem senhora que requer intervenções cirúrgicas pontuais para não perder a beleza de sua vocação universalista. A primeira, urgente, é ter um plano de acessibilidade que torne mais amigável a visita de turistas com deficiência – e melhore as condições de circulação de moradores com deficiência. As calçadas, em geral, precisam ser niveladas para facilitar a condução de cadeira de rodas e o caminhar de cegos, com a aplicação de trilhas com piso podotátil. Uma boa notícia é que desde o fim de 2008 começaram a circular os primeiros ônibus adaptados, de um total de 100 previstos da frota completa na fase de implantação do serviço. Até então, a capital ostentava a marca negativa de ser uma das poucas do País sem ônibus adaptado.
DESENHO UNIVERSAL
Mais complicado será adaptar as rampas de acesso de pontos turísticos tradicionais, como a do Congresso Nacional. Por serem muito inclinadas, exigem esforço do cadeirante para tocar a cadeira sozinho. Não se pode culpar Lúcio Costa e Oscar Niemeyer pela falha. Há 50 anos, o conceito de desenho universal não existia. Os espaços amplos das edificações históricas da cidade, que facilitam a circulação, são, nesse caso, uma coincidência feliz que acabou atendendo a necessidades do público com deficiência. Se Niemeyer tivesse se formado na época do desenho universal, Brasília teria nascido 100% acessível. Como isso não aconteceu, pequenas obras de acessibilidade vêm sendo realizadas para que seja, afinal, um lugar para todos. O clima seco da região é um capítulo à parte e exige que todos se adaptem – em especial as pessoas com mobilidade reduzida. Na primavera e verão, o calor é intenso. No inverno, a umidade do ar cai a níveis muito baixos. É preciso estar bem hidratado para aproveitar o passeio sem sentir
incômodos.
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Catedral
O monumento de Oscar Niemeyer levou 12 anos para ser inaugurado, em maio de 1970. A nave é formada por 16 pilares e revestida por vitrais coloridos que nem sempre estão em bom estado de conservação. No topo do templo há uma cruz metálica, abençoada pelo papa Paulo VI, que tem um fragmento da cruz de Cristo. Três anjos do artista Alfredo Ceschiatti pendem do teto. A Catedral abriga, ainda, uma réplica oficial da Pietá. Mármore branco reveste o interior da igreja, com boa acessibilidade para cadeirantes. As missas ocorrem aos sábados, às 18h, e aos domingos, às 8h30, 10h30 e 18h30.
Esplanada dos Ministérios, Telefone: (61) 3224-4070, 8h às 17h (2ª) e 8h às 18h (3ª a domingo). Grátis.
Congresso Nacional
O prédio é composto de duas partes: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Juntos, compõem o Poder Legislativo e têm 28 andares, cada um, sendo os mais altos de Brasília. O complexo foi inaugurado em 21 de abril de 1960, mesma data da inauguração da capital. Nesta obra do arquiteto Oscar Niemeyer destacam-se duas cubas. A convexa é a
da Câmara e a côncava, do Senado. Visita guiada – inclusive em Libras – com duração de 50 minutos mostra o interior dos prédios, suas obras de arte e jardins de Burle Marx. Bermuda, short e chinelo não são permitidos nos dias de semana. Boa acessibilidade para cadeirantes. Praça dos Três Poderes, Telefone: (61) 3216-1771 / 3216-1768. Diariamente, 9h30 às 17h. Grátis.
Memorial JK
O museu preserva a memória do fundador de Brasília, o presidente Juscelino Kubitschek, morto em 1976. Logo na entrada está o mausoléu, que abriga seus restos mortais. Já o Museu tem objetos pessoais, documentos e livros de sua biblioteca particular. A área externa merece ser contemplada. O prédio em mármore branco – projetado por Niemeyer
– é rodeado por espelhos d’água e esculturas. Um pedestal de concreto, com 28 metros de altura, sustenta a estátua em bronze de JK acenando para a cidade. Os banheiros são adaptados para cadeirantes. Eixo Monumental Oeste, Praça do Cruzeiro, Telefone: (61) 3225-9451, 3ª a domingo, 9h às 18h.
Palácio da Alvorada
Projetado por Niemeyer, o Palácio da Alvorada foi o primeiro edifício público inaugurado em Brasília, em junho de 1958. Situado às margens do Lago Paranoá, é a residência ofi cial do presidente da República. De longe, é possível observar as colunas do palácio, dispostas de 10 em 10 metros, que lembram redes estendidas em uma varanda. Essa arquitetura originou o Brasão do Distrito Federal. A visita guiada na parte interna – que ocorre sempre nas tardes de quarta-feira – permite conhecer obras de arte de artistas como Di Cavalcanti e Alfredo Ceschiatti. Rampas e vans auxiliam na circulação de cadeirantes. Setor de Hotéis e Turismo Norte, Telefone: (61) 3411-2440. Visitação gratuita.
Palácio do Itamaraty
Além da arquitetura arrojada e moderna, que chama a atenção à primeira vista, o prédio reúne um dos mais ricos acervos de arte. Destaque para a escultura de Bruno Giorgi que simboliza a união entre os cinco continentes, para obras de artistas estrangeiros que petrataram o Brasil em séculos passados e para o acervo de móveis. Conhecido também
como Palácio dos Arcos, o prédio teve paisagismo desenvolvido por Burle Marx em toda sua volta. A visita guiada é diária e acessível a cadeirantes. A duração é de 40 minutos.
Esplanada dos Ministérios, Telefone: (61) 3411-8051. 2ª a 6ª, 14h às 16h30; sábados, domingos e feriados, 10h às 15h30. Grátis.
Palácio do Planalto
Sede do Poder Executivo, o palácio foi inaugurado em 21 de abril de 1960. O projeto – desenvolvido por Oscar Niemeyer – reúne linhas curvas e retas, com fachada em mármore e vidros blindados. Entre as curiosidades está o sofá do século 18, originário do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, que decora o Salão de Audiências. De fora, o que mais chama a atenção é a rampa, famosa nas solenidades de posse – e que entrou para o folclore do futebol, com a cambalhota do campeão mundial Vampeta, em 2002. A visita guiada (sempre aos domingos) permite conhecer obras de arte como o quadro As Mulatas, de Di Cavalcanti; a escultura O Flautista, de Bruno Giorgi; e painéis de Burle Marx, que assina também o paisagismo externo. Há elevadores e banheiros para cadeirantes, que encontram boa acessibilidade na visita guiada.
Praça dos Três Poderes, Telefone: (61) 3411-2440. Visitação gratuita.
Parque da Cidade
O parque de Brasília é um dos maiores do mundo. Ocupa toda a extensão da Asa Sul e tem 400 hectares. Referência para a prática desportiva e de lazer, atende a atletas, crianças, adultos e idosos por oferecer diversos atrativos: pista de caminhada, parque infantil, equipamentos para exercícios, praças, quadras de es-porte, lago, anfiteatro, churrasqueiras e kartódromo, entre outros. Projetado por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, tem concepção paisagística de Burle Marx e um monumento curioso: o relógio do Sol.
Nos banheiros (adaptados), o destaque são os azulejos – assinados pelo artista plástico
Athos Bulcão. Eixo Monumental, Telefone: (61) 3325-1092. Visitação gratuita.
Ponte JK
Inaugurada em 15 de dezembro de 2002, a Ponte JK é o mais novo monumento da cidade. O arquiteto responsável pelo projeto é Alexandre Chan. Ele se inspirou no movimento de uma pedra quicando sobre o espelho d’água. Assim, criou três arcos que sustentam a ponte por meio de cabos de aço. De cada lado há três pistas de rolamento,
com extensão de 720 metros. A ponte liga o Lago Sul ao Setor de Clubes Sul e recebe visitação, principalmente, à noite, não só de turistas, mas também de moradores de Brasília. Lago Sul. Acesso permanente. Grátis.
Torre de TV
O monumento é um atrativo, mas a feirinha de artesanato que ocorre diariamente (inclusive às 2ª feiras) é um motivo a mais para ir ao local. Além dos suvenires, há uma área de alimentação com comidas típicas do Norte e Nordeste. Projetada por Lúcio Costa, foi inaugurada em 1967. Oferece visão ampla de Brasília, a partir de uma plataforma a 75 metros de altura. Na plataforma intermediária, de 25 metros, fica o Museu de Gemas, com centenas de pedras preciosas em exposição. Escolha um dia com céu sem nuvens para fazer o passeio. Suba pelo elevador (acessível para cadeirantes, mas sem teclas com sinalização em Braille) no pôrdo-Sol. A vista é deslumbrante. Eixo Monumental Oeste,
Telefone: (61) 3322-6611. Visitação gratuita.
Zoológico
Do lado de fora do Zoo, antes da bilheteria, o visitante já se surpreende com uma escultura em tamanho real de um elefante. É uma homenagem à saudosa elefanta Nely, o primeiro animal do zoológico de Brasília. O passeio é uma viagem pelo reino animal (são 1.300 bichos, de 253 espécies diferentes de mamíferos, aves, anfíbios, insetos e répteis). Destaque para as girafas, hipopótamos, ariranhas e os sempre agitados macacos. O borboletário é uma das novidades mais recentes. Há também um museu de animais empalhados. O zoológico foi inaugurado em 1957, antes mesmo de Brasília, e oferece ao visitante diversas visitas guiadas. A acessibilidade para cadeirantes está garantida com rampas em torno das atrações e banheiros adaptados. Av. das Nações, via L4 Sul, Telefone: (61) 3345-3622, 9h/17h (3ª a domingo), Menores de 10 anos não pagam.
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Baco
Se o programa é comer pizza, uma boa pedida é o restaurante Baco. Aos domingos e às terças-feiras, o sistema é de rodízio. Ótima oportunidade para conhecer o cardápio completo, com versão em Braille. Marguerita é o sabor campeão de pedidos. Os tradicionais presunto, portuguesa, aliche e três queijos dividem preferência com criações exclusivas da casa, como pêra com gorgonzola e aspargos com presunto cru. Toda quartafeira, a casa oferece vinhos com desconto. Não possui banheiro adaptado. 309 Norte, Bloco A, loja 30, Telefone: (61) 3274-8600. Diariamente, 18h à 1h. 408 Sul, bloco C, loja 30, Telefone: (61) 3244-2292. Diariamente, 18h à 1h.
Bier Fass Lago
O bar/restaurante tem vista privilegiada do Lago Paranoá, criado artificial-mente à época da construção de Brasília. À noite, o efeito da iluminação no paisagismo cria um clima aconchegante. Amplo espaço e um enorme banheiro adaptado para cadeirantes no térreo permitem circulação com tranquilidade. Cardápio em Braille é outro destaque. A caipirinha de vinho do Porto e a porção de bolinho de bacalhau estão entre os quitutes mais pedidos. O chope também é famoso, por ser servido a zero grau. SHIS, lote 9, Pontão do Lago Sul, Telefone: (61) 3364-4041. 3ª a domingo, 12h às 2h; 2ª, 16h a 00h.
Beirute
Um dos locais mais tradicionais de Brasília, o Beirute é também considerado um dos melhores bares da cidade. A combinação cerveja gelada com petiscos árabes (em especial, o quibe) agrada a um público eclético há mais de 40 anos – moradores, políticos, homens de negócios e turistas. Entre os pratos de cozinha internacional, destaca-se o filé à parmegiana. Recentemente, o Beirute ganhou uma filial na Asa Norte, com banheiro adaptado para pessoas com deficiência física. As duas casas têm cardápio impresso em Braile. 109 Sul, Bloco A, lojas 2/4, Telefone: (61) 3244-1717. Diariamente, 11h às 2h. 107 Norte, Bloco D, lojas 19/29, Telefone: (61) 3272-0123. Diariamente, 11h às 2h.
Gate´s Pub
O local é uma mistura de bar e casa de shows e funciona diariamente, exceto segunda-feira (de vez em quando há eventos especiais nesse dia), há 30 anos. A variedade musical é grande: jazz, blues, rock, MPB e até música erudita. Aos domingos e às terças o som é mecânico, mas não menos animado. Filas se formam em frente ao Gate´s nesses dias. As características de um pub estão presentes: pouca luz, muita gente, cerveja gelada, fumaça de cigarro (nada é perfeito) e banheiro apertadinho (e não adaptado, outra imperfeição), no andar de cima, subindo a escada. Fica devendo nesses dois quesitos de acessibilidade, mas a pista de dança do fundo, onde não há mesas e a circulação é livre, é um ponto a favor. 403 Sul, Bloco B, loja 34, Telefone: (61) 3225-4576. O ingresso varia de acordo com o dia da semana. 3ª a domingo, 21h às 3h.
Libanu´s
Não há frango a passarinho brasiliense mais famoso que o do Libanu´s, apesar de o bar ser especialista em quitutes árabes.A receita – guardada a sete chaves (mas revelada aqui) – é que o frango fica marinando em molho de vinagre, sal e alho durante quatro dias antes de ir à frigideira. O toque final do tira-gosto é o alho salpicado. Com tudo isso, o sabor único está garantido. Quibes e esfihas são outras opções do cardápio, que tem também refeições bem servidas. Com ampla área externa, a casa recebe com frequência pessoas cegas acompanhadas de cães-guias. Não possui banheiro adaptado. 206 Sul, Bloco C, loja 36, Telefone: (61) 3244-9795. Diariamente, 11h às 2h.
Mangai
São mais de 100 pratos da culinária nordestina, como rubacão, buchada, carne-de-sol, arroz de leite, cuscuz e tapioca. A filial brasiliense do restaurante paraibano chegou a Brasília em junho de 2008, mas ainda registra fila nos fins de semana. E olha que o salão tem capacidade para 1.200 pessoas sentadas! A decoração, inspirada em casas de fazenda, fica ainda melhor por conta da vista do Lago Paranoá. Se comer muito, não se preocupe: há redes à disposição para clientes que querem “jiboiar”. Um elevador faz o acesso de cadeirantes do estacionamento ao restaurante, que também possui banheiro adaptado. SCE Sul, Trecho 2, conjunto 41, Telefone: (61) 3224-3079. Diariamente, 11h às 2h.
Piantella
Os históricos senadores Ulysses Guimarães e Antônio Carlos Magalhães, já falecidos, foram alguns dos clientes assíduos do Piantella. Hoje, novas gerações de políticos batem ponto na casa. Há 32 anos suas mesas são palco de articulações políticas. Recentemente repaginada, a casa ganhou um painel do arquiteto e artista plástico Athos Bulcão na parede externa. Os políticos não procuram o restaurante à toa: a comida é preparada com requinte. Seja a feijoada de sábado ou o clássico francês lagosta à Thermidor. A casa tem cardápios em Braille, mas ainda falta adaptar os banheiros. 202 Sul, Bloco A, loja 34, Telefone: (61) 3244-9408. Diariamente, 12h às 15h e 19h à 1h, (exceto domingo, quando abre só para almoço).
Oliver
O Oliver, que conta com dois endereços an cidade, tem ambiente descolado, cardápio variado com opções da culinária internacional e decoração moderna. Na sede do Clube de Golfe, o clima é relaxante, com vista para os campos e seus buracos demarcados. Na filial da Asa Norte, executivos e empresários disputam mesas em ambiente com pédireito alto. A paella de frutos do mar, servida aos sábados no Clube, é o destaque do cardápio. A sede oferece, ainda, espaços de melhor circulação para cadeirantes. Ambos os endereços ainda não contam com banheiros adaptados. Setor de Clubes Sul, trecho 2, lote 2, Telefone: (61) 3323-5961. 3ª a domingo, 11h até último cliente. Setor Comercial Norte, Quadra 3, Bloco C, Telefone: (61) 3326-1250. 3ª a domingo, 11h até último cliente.
Quitinete
Restaurante, padaria, café e empório de produtos finos. Assim é o Quitinete, proposta única desse tipo de casa em Brasília. O cardápio é dos mais variados: sanduíches no pão francês dividem a preferência da clientela com quiches, saladas elaboradas, risotos servidos em pratos fundos e receitas à base de peixe e carne. Na parte de cima do estabelecimento, há confortáveis poltronas e um cantinho com computadores para os clientes usarem gratuitamente. O andar térreo, onde funcionam, além do restaurante, a padaria e o empório, oferece melhor condição de circulação para cadeirantes. Mas a casa ainda não possui banheiro adaptado. 209 Sul, Bloco B, loja 5, Telefone: (61) 3242-0506. Domingo a 5ª, 7h a 00h; 7h/1h, 6ª e sábado, 7h à 1h.
Universal Diner
Considerado o melhor restaurante de Brasília por muitos, a casa tem cardápio (inclusive em Braille) inspirado na culinária internacional e pratos da chamada cuisine fusion. Um exemplo é o Sexy Shrimp, receita de nome curioso preparada com camarões ao molho de queijo brie, champagne e caviar, acompanhado de risoto de morango. Sexy ou não, é de dar água na boca. A decoração chama a atenção. Eletrodomésticos antigos, bichos de pelúcia, almofadas coloridas, cadeiras variadas e pouca luz compõem um ambiente kitsch desde a porta, onde há uma poltrona com estampa de onça e um jacaré de pelúcia. A casa ainda não possui banheiro adaptado. 210 Sul, Bloco B, loja 30, Telefone: (61) 3443-2089. 3ª a sábado, 12h às 15h e 19h a 00h; domingo, 12h às 16h.
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Brasília Alvorada Hotel
O hotel é o antigo Blue Tree. Recente¬mente, passou a ser gerenciado por ou¬tro grupo e mudou de nome. O projeto é assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake (que também assina o Unique, de São Paulo). São dois prédios, com serviços distintos. O Brasília Alvorada Park tem vista para o Lago Paranoá. O Brasília Alvorada To¬wers – mais econômico – tem quartos de dois ambientes, mas seus hóspedes também podem usufruir da área de lazer, que fica mais próxima do Park. Rampas e elevadores facilitam a circu¬lação de cadeirantes, que contam com 8 suítes adaptadas. No elevador, destaque vai para os botões sinalizados em Brail¬le – adaptação básica e de custo baixo com alto grau de benefício.
Setor de Hotéis e Turismo Norte, trecho 1, conjunto 1-B, Bloco C, Telefone: (61) 3424-7000. 843 apartamentos (8 adaptados), restaurante. Inaugurado em 2001.
Brasília Palace Hotel
Primeiro hotel da capital, inaugurado em 1958 – antes mesmo de Brasília estar pronta. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, foi destruído por um incêndio em 1978. Recentemente, sob supervisão do próprio Niemeyer, foi recuperado e passou a operar novamente. O elevador possui inscrição em braile nos botões. O restaurante do hotel, Oscar Jazz e Cuci¬na, tem intensa programação musical e cardápio em Braille. Entre os salões para eventos, um homenageia o artista plástico Athos Bulcão, que também faz parte da história da cidade. Um grande painel assinado por ele decora a sala, com vista para o Lago Paranoá. Rampa na entrada e banheiro adaptado na área comum facilitam o acesso a cadeiran¬tes, que têm três opções de quartos. Setor de Hotéis e Turismo Norte, trecho 1, conjunto 1, Telefone: (61) 3306-9000. 156 apartamentos (3 adaptados), restaurante. Reinaugurado em 2008.
Bristol
Localizado no centro comercial de Brasília e a poucos metros do Parque da Cidade, o hotel tem entre seus diferenciais o restaurante, com cardápio variado. Às quartas-feiras, o prato é feijoada, servida com batida de limão. Às quintas, a tradicional carne-de-sol nordestina é a pedida do bufê. As massas são a opção da sexta-feira. O Piano Bar tem música ao vivo nas noites de terça e quarta. Entre os apartamentos, destaque para as
recém-inauguradas suítes totalmente adaptadas para cadeirantes (4). Elevador com inscrição em Braille nos botões, como manda o figurino. Setor Hoteleiro Sul, Quadra 4, Bloco F, Telefone: (61) 3204-6162. 140 apartamentos (4 adaptados), restaurante. Inaugurado em 1974.
Confort Suítes Brasília
A variedade de apartamentos chama a atenção. Há um exclusivamente feminino; triplos; long stays equipados com minicopa (para estadias prolongadas); e as suítes Royal e Master, todas com “Cama dos Sonhos”, conceito de alto conforto que integra cama em tama¬nho e enxoval especiais. Com tudo isso, por ora oferece apenas 1 apartamento adaptado para cadeirantes (com portas mais largas, pouca mobília e banheiro com barras). Há um andar inteiro de quartos para não-fumantes ou alérgi¬cos a cigarro. A localização favorece os turistas que não abrem mão de fazer compras em suas viagens: dois grandes shopping centers ficam a apenas alguns minutos de caminhada. Setor Hoteleiro Norte, Quadra 4, Bloco D, Telefone: (61) 3424-6000. 243 apartamentos (1 adaptado), restaurante. Inaugurado em 2003.
Hotel Nacional
Tradicionalíssimo na cidade, o Hotel Nacional mantém seu charme e requin¬te, apesar da idade (foi inaugurado em 1962). Há hóspedes que se hospedam aqui desde aquela época. O Nacional resistiu ao tempo e modernizou-se para continuar atraindo gente de todo o mun¬do. Orgulhoso por ter hospedado artistas, autoridades e personalidades nacionais e internacionais – entre elas, a princesa Diana – seu staff está entre os melhores da cidade. Entre as centenas de aparta¬mentos, 2 são totalmente adaptados para cadeirantes. O restaurante, na beira da piscina, tem cardápio em Braille. Setor Hoteleiro Sul, Quadra 1, Bloco A, Telefone: (61) 3321-7575. 347 apartamentos (2 adaptados), restaurante. Inaugurado em 1962.
Meliá
A localização é um dos pontos fortes do hotel, que faz parte do Complexo Brasil
XXI. Ele fica a poucos metros do Parque da Cidade e também da Torre de TV, dois dos pontos turísticos mais visitados de Brasília. Nos 5 quartos adaptados há cadeiras disponíveis para uso no ba¬nho. Na recepção, o balcão rebaixado facilita o check-in e o check-out desses hóspedes. O hotel conta com heliponto, área de lazer com piscina e um centro de atividades físicas. No térreo, funcio¬na o Churchill Bar, ponto de encontro de amantes de jazz e charuto. Para ouvidos exigentes e narizes mais tolerantes. Setor Hoteleiro Sul, Quadra 6, Bloco A, Telefone: (61) 3218-4700. 265 apartamentos (5 adaptados), restaurante. Inaugurado em 2001.
Mercure
São dois hotéis da rede Accor, um ao lado do outro. O primeiro fica em frente à Torre de TV, no Eixo Monumental; o segundo, em frente ao Brasília Shopping. Ambos têm quartos adaptados para cadeirantes e facilidades de locomoção, como rampas. Os restaurantes são especializados em culinária internacional: L’Affair e Lê Plateau D’Argent, respectivamente. Há quartos para não-fumantes e apartamentos com varandas de onde se pode ter uma bela vista do Eixo Monumental da cidade. Setor Hoteleiro Norte, Quadra 5, Bloco G, Telefone: (61) 3424-2000. 358 apartamentos (2 adaptados), restaurante. Inaugurado em 2004.
Metropolitan Flat
Situado também na área central de Brasília – próximo a shoppings e a alguns pontos turísticos – o hotel disponibiliza apartamentos com ar-condicionado, frigobar, TV a cabo, cama box spring e mesa de trabalho com ponto de acesso à Internet. Porém, ainda não há nenhum adaptado para cadeirantes. Serviços como salão de beleza, loja de conveniência
e estacionamento com manobrista estão à disposição dos hóspedes. Destaque para o restaurante Francisco, no térreo, considerado um dos melhores quando o assunto é bacalhau. Setor Hoteleiro Norte, Quadra 2, Bloco H, Telefone: (61) 3962-3500. 117 apartamentos, restaurante. Inaugurado em 1996.
Naoum Express
O hotel . um dos mais novos de Brasília, faz parte do grupo local Naoum, que
tem também o Naoum Plaza. Entre os serviços disponíveis para os hospedes, a lavanderia express . que lava, seca e passa roupas rapidamente e bastante útil para quem viaja com pouca bagagem ou esta na cidade a trabalho. Todos os quartos tem conexão gratuita com a Internet, alem de TV LCD. O estacionamento e terceirizado. Ha 4 quartos totalmente adaptados para cadeirantes. Como o hotel não dispõe de area de lazer, hospedes que costumam utilizar esse serviço tem acesso ao complexo de piscina, sauna e fitness do Naoum Plaza, que fica do outro lado da rua. Setor Hoteleiro Sul, Quadra 3, Bloco J,
(61) 3212-4545. 77 apartamentos (4 adaptados), restaurante. Inaugurado em 2008.
St. Peter
O hall de entrada é suntuoso. Tem pé direito duplo e lustres de cristal que pendem do teto. A localização também é boa: central, ao lado de shoppings centers e próximo de diversos pontos turísticos. Para cadeirantes e defi cientes visuais há 16 apartamentos adaptados. E uma boa notícia: cardápio e lista de ramais nesses quartos em Braille. Todos têm varanda, ar-condicionado, cofre di¬gital, TV a cabo e acesso à Internet.
Setor Hoteleiro Sul, Quadra 2, Bloco D, Telefone: (61) 3217-2700. 382 apartamentos (16 adaptados), restaurante. Inaugurado em 2001.
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DE OLHO NOS DIREITOS - Sheila Maria de Sá, 42 anos
A bibliotecária Sheila Maria de Sá, 42 anos, convive há quase 20 com a cegueira. Mãe de dois filhos e muito ativa, ela não deixa de viajar por conta da nova condição. Especialmente nos últimos cinco anos, quando passou a ter a companhia de seu inseparável cão-guia, Dino, um labrador treinado pela ONG Integra, de Brasília.
O livreto com o texto da lei que garante o direito de entrar em qualquer lugar com o animal está sempre dentro da bolsa da bibliotecária. Problemas em relação à presença do Dino ocorrem raramente. Mas, ao viajar eles aparecem com mais frequência.
Para ir a Belo Horizonte, certa vez, Sheila precisou pedir uma garantia por escrito da companhia aérea pela qual viajou de que embarcaria de volta com o animal. Nem assim o retorno foi tranquilo. Só ocorreu depois que uma gerente da empresa foi acionada.
Participante de discussões sobre inclusão de pessoas com deficiência, Sheila faz um pedido aos administradores de hotéis. “É raro encontrarmos um hotel que tenha lista de ramais em Braille nos quartos. Seria bom se, a exemplo dos cardápios em Braille, encontrássemos também essa lista.” Para ela, o surdo é o perfil de deficiente ainda menos beneficiado pela inclusão. “São poucos os pontos turísticos que têm guias habilitados na Linguagem Brasileira de Sinais”, diz Sheila, que é mãe de uma criança surda.
MÃOS ÀS OBRAS - José Afonso da Costa, 46 anos
“A acessibilidade saiu do papel e está virando realidade”, afirma o presidente do Movimento Habitacional e Cidadania das Pessoas com Deficiência do Distrito Federal (Mohciped), José Afonso da Costa. Morador de Brasília, ele participou da reforma da rodoviária, indicando os lugares em que se deveriam construir rampas de acesso para cadeirantes. Engenheiros que atuam em outras obras de acessibilidade costumam consul-tá-lo. Segundo Costa, as calçadas do setor hoteleiro Norte serão trocadas, e alargadas, para melhorar a circulação de pessoas com deficiência. A atuação na direção executiva da Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas, da qual é segundo secretário, o leva a viajar por todo o País e permite que compare os avanços da acessibilidade na cidade com outras capitais. “Saímos da imobilidade. Em pouco tempo, Brasília poderá receber melhor o turista com deficiência.”
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