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DE FLORIANO, A FLORIPA
Ilha de (muito) sol, sombra, água fresca e alto astral
Uma cidade em busca de um novo nome? Feita assim, de sopetão, a pergunta pode surpreender. Mas não se nos debruçarmos sobre a história de Florianópolis. Em 283 anos de vida, a capital de Santa Catarina mudou três vezes: nasceu como Ilha de Santa Catarina, passou a chamar-se Nossa Senhora do Desterro, e, depois, simplesmente Desterro. Pelo fato de a palavra lembrar exílio, degredo, os habitantes passaram a debater a necessidade de mudá-lo uma vez mais. O impasse foi resolvido por sugestão do governador à época, Hercílio Luz, que defendeu a adoção de Florianópolis (cidade de Floriano), em homenagem ao segundo presidente brasileiro da era republicana, Floriano Peixoto. Adivinhe? Não sem nova polêmica. É que o militar havia sufocado a oposição de moradores de Desterro a seu governo, enviando tropas à ilha. Resultado: geração após geracão, parte da população cresceu ouvindo falar mal de Floriano e, por isso, pouco feliz com o nome da cidade natal. Não é coincidência, portanto, que cada vez mais gente adote o diminutivo Floripa, carinhoso e sem o sentido de pertencimento que o sufixo grego polis (cidade) apõe à designação oficial, como a forma ideal.
Claro, toda essa discussão passa ao largo da maioria dos moradores, que acredita que o que a cidade é, não resta dúvida, é mais importante do que como ela se chama. E Florianópolis, ou Floripa, cada vez mais é uma cidade que se afirma como um destino atraente: para se viver ou visitar. Desde 2000, a capital catarinense lidera o ranking de qualidade de vida da ONU entre as grandes metrópoles brasileiras – o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Pro-grama das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). As características da metrópole favorecem que permaneça no topo da lista por muito tempo. Com 97% de seu território ocupando a Ilha de Santa Catarina – os 3% restantes estão no Continente –, e uma população enxuta (402 mil habitantes), Florianópolis tem seu crescimento limitado pelas próprias dimensões. A ilha toda tem a extensão máxima de 52 quilômetros, por 18 quilômetros de largura. Nesses 936 quilômetros quadrados de território – o equivalente a 114 campos de futebol (medidas oficiais da FIFA) – as praias ocupam boa parte do espaço. Na última contagem, chegou-se a 100, das quais cerca de 40 são consideradas praias com P maiúsculo. Tradução: procuradas por turistas. Faz sentido.
O turismo é, ao lado do comércio e da construção civil – este setor, em boa medida, impulsionado por empreendimentos turísticos – a base da economia local. Em outras palavras, aqui o turista é mais do que bem-vindo – incluindo argentinos. Houve época em que uma das praias da capital foi literalmente tomada por eles, Ponta das Canas. Com o peso valorizado, então, eles chegavam por terra e ar no verão, cabelos longos em desalinho e o inconfundível sotaque platense, comum a uruguaios de Montevidéu, que faz duplos L numa palavra virarem J e o discurso ser regido pelo tratamento na segunda pessoa do plural (vos) em vez do singular (tu), como na maioria dos países de língua espanhola. Como nós, brasileiros, usamos a regência da terceira pessoa do singular (você), o caminho estava aberto para o desentendimento. Quase virou guerra, quando jovens dos quatro cantos do Brasil, em férias em Floripa, se deram conta de que as garotas se derretiam com o portunhol arriscado pelos hermanitos. Não raro, as diferenças eram resolvidas como se deve entre homens em situações assim: uma trave improvisada em dois pontos vazios da praia, onze marmanjos para cada lado (ou quantos houvesse), e uma bola sendo chutada para onde o vento soprasse como fiel das diferenças.
Em algumas praias, como Joaquina, o vento é, de fato, personagem importante. Ele garante boas ondas aos surfistas, que dominam a paisagem nesta que é a maior enseada da ilha (3 quilômetros de extensão), e revolve as dunas quando ganha força, num belo espetáculo para as câmeras e tormento para os olhos.
Assim como na Joaquina, o perfil da praia define o tipo de frequentador que terá. Armação, Barra da Lagoa, Ponta das Canas e Canasvieiras, mais tranquilas, atraem famílias. Já a do Santinho, onde está o imponente resort Costão do Santinho, atrai casais – muitos deles em lua-de-mel. No meio da ilha, uma mar de água doce atrai frequentadores para seus bares e restaurantes: a Lagoa da Conceição. Hora de parar o passeio para dar uma volta de pedalinho, caiaque ou bicicleta (aquática), com a prestativa ajuda do pessoal da técnica para embarcar, desembarcar e pegar os macetes da atração. Esta área da cidade disputa a preferência de fanáticos pela especialidade da ilha, o camarão ao bafo, com a retirada Santo Antônio de Lisboa – vilarejo que preserva casarios do século XVIII a que se chega pela SC 401, mais ou menos na metade do trajeto em direção ao extremo sul da ilha.
O cultivo de camarões, e de ostras, em “lanternas” que se pode ver da rodovia 101, a que liga Florianópolis a Porto Alegre e, no sentido oposto, a Curitiba, acende a curiosidade dos viajantes e lhes desperta o apetite quando sabem que esses aparatos em forma de gaiolas estão forrados de potenciais iguarias.
Floripa está bem servida em termos de opções gastronômicas, oferecendo a quem não é fã de comida vinda do mar (isso é possível?) opções que vão da cozinha internacional às infalíveis pizzas, e massas de toda ordem. Cada qual levando um toque especial da terra. No caso, mais português do que italiano, já que a maior parte dos imigrantes que se fixaram na ilha provém dos Açores – arquipélago português a oeste da Península Ibérica.
A presença açoriana não está só na comida, mas também incrustada na arquitetura de Florianópolis – seja em sua parte ilha como em sua porção continental. E está registrada nos principais espaços que contam a história da cidade. Boa parte dessas atrações está localizada no Centro, como o Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Souza, que já foi sede do governo e recebeu, em bailes que ficaram na memória, as visitas dos imperadores Pedro I e Pedro II. Além de informações que remontam à formação da antiga Vila do Desterro, o visitante pode apreciar o imponente jardim. As alamedas que o circundam oferecem boa acessibilidade para cadeirantes.
O Forte Santana, de 1765, é outra parada obrigatória. Situado sob a Ponte Hercílio Luz, revela traços de um período em que o horizonte era visto com receio, e não esperança. Os canhões apontados para o mar contam que a cidade estava preparada para rechaçar qualquer invasão estrangeira – oficial ou de apátridas. Próximo dali, o turista conhece o Museu de Armas Major Lara Ribas, que exibe armamento utilizado por soldados na Primeira e Segunda Guerra Mundiais – que sejam as últimas.
A chegada ao Largo da Alfândega dá acesso a uma das feirinhas da cidade. Hora de escolher suvenires entre peças do artesanatato local, feitas de madeira ou cerâmica. Feito isso, confira os atrativos do Mercado Público Municipal – construção histórica, de 1898, há 111 anos um dos points da cidade. O Mercado tem importância não apenas por ter servido de entreposto comercial, mas também porque o debate que se travou em torno do lugar onde deveria ser construído originou a criação dos dois primeiros partidos políticos locais, na primeira metade do século XIX. Desde então, ele mobiliza paixões. Em 2005, um incêndio destruiu a ala norte. Depois de restaurado, recobrou o vigor de outros tempos e passou a ser mais bem cuidado. Na ala recuperada, vendem-se produtos como chapéus, calçados, bolsas e bijuterias, enquanto na ala sul estão as lojas, ou boxes, que vendem peixes e frutos do mar frescos – para levar ou para comer ali mesmo, acompanhado de amigos, jogando con-versa fora. O Box 32 é um dos botecos favoritos dos frequentadores.
O Centro Histórico abriga as principais igrejas de Floripa, entre elas a Catedral Metropolitana, erguida em 1773, e a Igreja de São Francisco, de 1815 – ambas tombadas pelo Patrimônio Histórico e revestidas com detalhes do período barroco. Em todas, a circulação interna é adequada para cadeiras de rodas, mas o entorno requer atenção, principalmente as escadarias de acesso à Catedral, que mereceriam um reestudo de utilização para contemplar a acessibilidade de pessoas com deficiência.
Tradicional e, ao mesmo tempo, contemporânea, eclética em oferta de atrações, Floripa consolidou-se definitivamente como um destino a ser visitado.
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Casa da Alfândega
Um dos grandes centros de venda de artesanato local. Além das tradicionais rendas de bilros, artesãos ainda expõem objetos que retratam a cultura açoriana, como representações da tradicional Festa do Boi-de-mamão. O local não possuí rampa de acesso e é preciso ultrapassar um degrau alto para entrar na antiga edificação que fica no Largo da Alfândega. Dentro e fora do galpão, o chão de paralelepípedo pode dificultar o acesso. 2ª a 6ª, 9h às 18h30; sábado, 9h às 12h. R. Conselheiro Mafra, 141, Centro (Largo da Alfândega), Telefone: (48) 3028-8100.
Fortaleza de São José da Ponta Grossa
A fortificação de 1740, construída pelos portugueses no século XVIII para proteger a Ilha de Santa Catarina, está na direção norte, a 25 quilômetros do Centro da cidade. O prédio histórico circulado por espessas muralhas fica no alto do morro da Ponta Grossa com vista para os costões e a areia da Praia do Forte. Entre as três fortalezas que foram restauradas na Capital, esta é a única que se tem acesso por terra. Os edifícios da fortaleza (Casa do Comandante, Paiol da Pólvora, Quartel da Tropa, Cozinha, Capela, Casa da Guarda e Calabouço) ficam interligados por rampas, mas as ruas de acesso são irregulares, com chão de pedras. Rod. SC 401, km 13, Telefone: (48) 3721-9459 (Praia do Forte). Diariamente: 9h às 12h e 13 às 18h. Taxa de visita: R$ 4 e R$ 2 (estudante). www.fortalezas.ufsc.br.
Figueira centenária
Debaixo da sombra da grande e centenária figueira, na Praça XV, é o local ideal para descansar e conversar depois de uma volta no Centro Histórico da capital, região adaptada para receber os visitantes e que concentra diversas construções históricas que ainda preservam as características arquitetônicas originais. Na praça que fica em frente à Catedral Metropolitana, em fase final de reforma e que passará a contar com rampa de acesso, é possível conhecer os vários bustos que homenageiam catarinenses famosos, como o pintor Victor Meirelles e o poeta Cruz e Souza.
Ilha do Campeche
Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2000, como Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional, a Ilha do Campeche está localizada na costa leste da capital catarinense, em frente à praia homônima, no sul da Ilha de Santa Catarina. No local, além das inscrições rupestres, o mar de águas claras e poucas ondas agrada mergulhadores e crianças. As saídas de barco para o passeio são realizadas nas praias da Armação, com duração de meia hora, e da Barra da Lagoa, com uma hora e quinze minutos. Para conhecer os costões, sítios arqueológicos e monumentos rochosos é necessário fazer uma das trilhas monitoradas, que exigem bom preparo. O único acesso livre para os visitantes é a praia paradisíaca onde os barcos atracam, com cerca de 500 metros. Conta com restaurante.
Lagoa da Conceição
Com boa infraestrutura de restaurantes, bares e casas noturnas, a Lagoa é o bairro boêmio de Florianópolis. A maioria das ruas possui guias rebaixadas e sonorizadores. Durante a alta temporada é muito movimentada, principalmente à noite. Um pequeno shopping, Via Lagoa, localizado no Centrinho da Lagoa, conta com ram-pa de acesso, banheiros adaptados que ficam abertos até a meia-noite, além de lojas e cafeterias. Na Avenida das Rendeiras é possível conhecer o artesanato mais famoso da cidade: a renda de bilro. Na Praça Bento Silvério, a tradicional feira de artesanato é uma opção para as tardes de domingo.
Mercado Público
O prédio, patrimônio histórico de Florianópolis, é parada obrigatória para quem vem à cidade. No local, com mais de 100 boxes para venda de roupas, alimentos e trabalhos de artesanato em cerâmica, palha e vime, é possível apreciar os sabores da gastronomia regional, com frutos do mar fresquinhos. A antiga construção conta com diversos bares no vão central e é um ponto de encontro, tanto para moradores quanto para turistas, bem como palco de manifestações populares. Apesar das guias rebaixadas, sonorizadores,
estacionamento exclusivo para pessoas com deficiência e banheiros adaptados, é preciso enfrentar o piso de paralelepípedo, irregular por natureza, do vão central. 2ª a 6ª, 7h às 19h30. Sábado, 7h às 14h. R. Conselheiro Mafra, 255, Centro.
Morro da Cruz
É no alto do cerro que compõe o maciço do Morro da Caixa que está o principal mirante da capital catarinense. Uma rampa conduz os visitantes até o mirante, que permite uma vista panorâmica da cidade – incluindo as duas baías e as três pontes de Florianópolis: Hercílio Luz, Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. Mesmo não sendo o mor ro mais alto da Ilha, com 450 metros, é o local de mais fácil acesso devido à sua localização. Chega-se aqui pela Rua Antão, via Avenida Beira-Mar.
Museu O Mundo Ovo de Eli Heil
Abriga cerca de 2 mil obras da prestigiada artista plástica Eli M. Heil, de 79 anos, entre pinturas, esculturas, tapeçarias, cerâmicas e desenhos. A visita nos três espaços de exposição é conduzida pela própria artista. Nos jardins do museu estão expostas várias esculturas, com destaque para o conjunto de obras denominado “O Paraíso”.A catarinense já participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. As salas pequenas impossibilitam os cadeirantes de circular no interior do museu. Visitas devem ser agendadas (www.eliheil.org.br). Rod. SC 401, km 7, Santo Antônio de Lisboa, Telefone: (48) 3235-1076.
Praias
Margeadas por dunas, morros, lagoas, cachoeiras, restingas e manguezais, as cerca de 40 praias turísticas da capital catarinense atendem aos diversos gostos e estilos, com opções que vão de águas calmas e temperaturas agradáveis, a ondas fortes e geladas. Os balneários mais movimentados, como Jurerê Internacional, Canasvieiras, Santinho, Brava e Ingleses, ficam no Norte de Florianópolis, e oferecem organizada infraestrutura turística. A praia da Daniela, menos agitada que as demais, é exceção. No local, as águas calmas e quase sem ondas, além das areias não tão fofas, facilitam o acesso.No sul da ilha, praias mais tranquilas e vilas de pescadores oferecem aos turistas momentos de sossego no Campeche, Pântano do Sul e Matadeiro. Para chegar a algumas enseadas semisselvagens, que ainda preservam a vegetação nativa, o único caminho são as trilhas que margeiam o costão ou cortam os morros, como é o caso da Lagoinha do Leste e da praia de Naufragados. A ilha de Santa Catarina ainda conta com mar agitado e propício à prática de esportes náuticos, como a Joaquina e a Praia Mole, na região leste, que completam a diversidade natural de geografia exuberante e riqueza cultural.
Ribeirão da Ilha
Localizado na região sul da capital catarinense, o Ribeirão da Ilha é uma das primeiras vilas açorianas de Florianópolis e apresenta casarios típicos da arquitetura colonial. É composto por pequenas praias, de águas calmas e areia grossa, engenhos e restaurantes
que oferecem ostras produzidas ali mesmo. A vila de pescadores, de casas coloridas e ares de interior, tem difícil acesso. As ruas são irregulares e feitas de pedras.
Santo Antônio de Lisboa
Refúgio de belas construções e paisagens, o bairro que fica distante 13 quilômetros do Centro, conserva além da arquitetura, os costumes dos imigrantes açorianos, como a Festa do Divino Espírito Santo, o Terno de Reis e o Cacumbi. A pesca artesanal e o cultivo de mariscos e ostras abastecem vários restaurantes que oferecem cardápios a base
de frutos do mar. A venda de artesanato local pode ser encontrada em diversas lojas, além da feira de artesanato que acontece nas tardes de domingo. As ruas são irregulares e muitas são feitas de pedras.
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Bar do Arantes
Em frente às águas tranquilas da praia do Pântano do Sul, os frutos do mar são a especialidade do restaurante, que oferece ostras frescas, uma iguaria da região, que pode ser servida crua, gratinada ou ao bafo. No local, milhares de bilhetinhos colados no teto e nas pare-des por pessoas que já visitaram o tradicional estabelecimento da capital dão forma à decoração, original e despojada. Possuí rampa de acesso. Diariamente, 11h até o último cliente. R. Abelardo Otacílio Gomes, 254, Pântano do Sul, Telefone: (48) 3237-7022.
Box 32
Instalado no centenário Mercado Público, um dos cartões-postais de Florianópolis, o Box 32 é um dos pontos de encontro tradicionais da cidade. O cardápio internacional do bar varia dos populares pastéis de camarão, com 100 gramas de recheio, até pratos como haddock escocês, caviares, lagostas, escargot ou patinhas de caranguejo. Para acompanhar os pratos e petiscos, 800 tipos e marcas de bebidas estão à disposição dos clientes. O bar é pequeno e as mesas, apesar de altas, são móveis e podem ser deslocadas para melhorar a circulação. Conta ainda com banheiro adaptado na área externa.
2ª a 6ª, 10h às 21h; sábado, 10h às 15h. R. Francisco Tolentino, s/nº, Centro (ala sul do Mercado Público). Telefone: (48) 3224-5588.
Capitão Fortaleza
Próximo ao canal da Barra da Lagoa, as sugestões da casa são dois pratos: moqueca mista (com garoupa, lula e camarão) e a sequência (rodízio) de frutos do mar, que consiste de dois bolinhos de siri, camarão à milanesa e acompanhamento de arroz, batata frita, pirão ao molho de camarão ou peixe e salada mista. Entre maio e julho, durante a temporada de pesca da tainha, as ovas do peixe, grelhadas ou fritas, são as iguarias mais apreciadas. Acesso por rampa e mesas móveis facilitam a circulação. Diariamente, 11h a 0h. R. Laurindo José de Souza, 206, Fortaleza da Barra da Lagoa, Telefone: (48) 3232-3147.
Chico Toicinho Pizzaria
Em frente ao mar, na Praia da Saudade, na parte continental da Ilha de Santa Catarina, o restaurante oferece variados sabores de pizzas e aceitas pedidos on-line. Assim como a pizzaria, diversos restaurantes que se concentram na mesma rua se mostram bem adaptados para receber turistas com deficiência, proporcionando um ambiente acolhedor e culinária diversificada. Diariamente, 18h30 a 0h. R. Desembargador Pedro Silva, 2.392, Coqueiros, Telefone: 3249-0222.
Churrascaria Floripana
Além de oferecer opções de carnes, conta também com bufê de massas, saladas e comida japonesa, em uma das localizações nobres de Florianópolis, a Avenida Beira-Mar. O restaurante (www.floripana.com.br), que tem vista para a Baía Norte, possui rampa de acesso para cadeira de rodas na rua Almirante Lamego, atrás da entrada principal. 3ª a 6ª, 11h30 às 15h e 19h às 23h; sábado, 11h30 às 15h30; aos domingos, 11h30 às 16h. Av. Jornalista Rubens de Arruda Ramos, 1.210, Centro, Telefone: (48) 3025-4555.
Circuit club
Recém-inaugurado, o bar, construído no centrinho da Lagoa da Conceição, seguiu conceitos das tendências europeias e conta com serviços diferenciados como Personal Drive, para quem bebeu e não pode dirigir. Nesse caso, gente do staff leva o cliente à sua residência em seu próprio veículo. O serviço é tarifado e sujeito a fila de espera. Conta com elevador no térreo, que leva à pista de dança, banheiros adaptados e rampa de acesso para cadeirantes. 5ªa sábado, 23h às 4h; domingo, só para festas agendadas. R. Henrique Veras do Nascimento, 110, Lagoa da Conceição. Telefone: (48) 3232-4655.
Pacha Floripa
O club de Florianópolis é a terceira franquia espanhola aberta no Brasil, além de São Paulo e Búzios (RJ). A casa, que comporta de 2 a 12 mil pessoas, é distribuída entre uma pista interativa só de house music e uma terraza com todas as vertentes desse estilo. O complexo, de 110 mil metros quadrados, conta, ainda, com palco ao ar livre, que per-mite apresentações internacionais, nove bares, um espaço gourmet com pizzas e sushis, e estacionamento para 3 mil carros. Acesso de cadeirantes feito por ram-pa. Banheiros são adaptados. Confira a programação de shows e festas no site www.pachafloripa.com.br
Rod. Maurício Sirotisky Sobrinho (SC-402, km 1,5), 2.500, Jurerê Internacional. Telefone: (48) 3282-2054.
Pizza na Pedra
Em ambiente amplo, o restaurante, que tem como tradição servir as pizzas diretamente em formas de pedra – prática que conserva o calor por mais tempo e garante uma massa mais crocante –, conta com cardápio variado de pizzas, massas, carta de vinhos e sobremesas. Acesso para cadeirantes através de rampa, e banheiros adaptados. Espaço amplo com boa circulação. 2ª a 6ª, 19h a 0h; sábado e domingo, 19h à 1h30min. Av. Afonso Delambert Neto, 853, Lagoa da Conceição. Telefone: (48) 3232-0912.
Rancho açoriano
Com culinária típica do arquipélago português dos Açores, o restaurante fica sobre um trapiche na praia do Ribeirão da Ilha, uma das regiões mais tradicionais de Florianópolis. No local simples e descontraído, a especialidade da casa são as ostras gratinadas, a moqueca de garoupa, uma linha de defumados feita artesanalmente e a tradicional Cachaça do Patrão. No local, há rampas de acesso para cadeirantes, com corrimão e mesas móveis. Diariamente, 11h30 às 23h. Rod. Baldicero Filomeno, 5.634, Lagoa da Conceição, Telefone: (48) 3337-0848.
Restaurante Miyoshi
Localizado no principal acesso às praias do Norte da Ilha de Santa Catarina, o restaurante conta com extenso cardápio da cozinha oriental – em especial, chinesa e japonesa. Destaque para as variedades de sushis e sashimis. Possuí rampa de acesso, banheiros adaptados e cardápio em braille. Diariamente, 19h às 23h30. Rod. SC 401, Km 3,5, Saco Grande. Telefone: (48) 3238-6666.
Scuna Bar
Na cabeceira da ponte Hercílio Luz, a casa noturna, que está abrigada em um dos prédios históricos de Florianópolis, oferece vista panorâmica do centro da cidade, dois terraços, dois bares, pista de dança, além de variado cardápio de bebidas, drinks e aperitivos. As mesas do salão devem ser reservadas com antecedência. A reserva não é cobrada, mas é condicionado à chegada do cliente antes das 23h30. O acesso de cadeirantes é facilitado por rampa. Banheiros são adaptados. 3ª, 6ª e sábado, a partir das 22h.
R. Forte Santana, 405, Centro. Telefone: (48) 3225-3138.
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Cabanas Duna´s Sol
Em frente à Lagoa da Conceição e próxima à praia da Joaquina, a pousada possui apartamentos com cofre, ar-condicionado, telefone e frigobar. Na área externa, há playground, canto gourmet e piscina. Apesar de não possuir apartamentos adaptados, conta com unidades no térreo: uma suíte com banheiro amplo, além de banheiros adaptados na área social. Inaugurada em 1986, conta com 11 suítes e 10 chalés (nenhum com adaptações específicas para deficientes). Av. Vereador Osni Ortiga, 2.433, Lagoa da Conceição. Telefone: (48) 3232-6666. www.dunasol.com.br
Costa Norte Ponta das Canas
É uma boa dica para quem quer conforto e funcionalidade. De frente para o mar,
o hotel garante lazer para toda a família, com piscinas ao ar livre, coberta e aquecida, sauna, sala de ginástica, sala de jogos, playground, sala de internet, sala da TV, restaurante à beira mar, bar e churrasqueira. Os apartamentos têm ar-condicionado, TV via satélite, cama box spring, música ambiente, frigobar, cofre e telefone. Rampas de acesso para circulação de cadeirantes. Inaugurado em 2004. 55 apartamentos (5 adaptados). R. Deputado Fernando Viegas, 560, Ponta das Canas. Telefone: (48) 3261-0800. www.hoteiscostanorte.com.br
Costão do Santinho Resort & Spa
Apesar da dificuldade de acesso, e das poucas áreas adaptadas à circulação de cadeiras de rodas, vale o esforço para conhecer este resort, localizado na Praia do Santinho, no extremo norte de Florianópolis. A 35 quilômetros do Centro, o empreendimento de alto padrão oferece acomodações em 14 vilas, com decoração estilo açoriano, e Ala Internacional, com vista ou frente para o mar. Na área externa há trilhas com inscrições rupestres, gastronomia internacional, complexo aquático, SPA e recreação infantil. Inaugurado em 1992, possui 500 apartamentos (nenhum adaptado). Estrada Vereador Onildo Lemos, 2.505, Praia do Santinho. Telefone: (48) 3261-1000 / 0800-48 1000. www.costao.com.br
Deville Express Florianópolis
No Centro da capital catarinense, o hotel tem localização privilegiada (em frente a um dos cartões-postais da cidade, a ponte Hercílio Luz) e vista para a baía de Florianópolis. Está a 20 quilômetros das praias, mas tem, nas redondezas, diversas opções de restaurantes e casas noturnas.Apartamentos com ar-condicionado, ventilador de teto, TV 20 polegadas a cabo, telefone, acesso à Internet, micro-ondas e cafeteiras. Na área externa, há piscina com vista panorâmica, fitness center e business center. Acomodações estão adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida. Ala para não-fumantes. No total, são 72 aptos, 2 deles adaptados para pessoas com deficiência. Inaugurado em 1999. R. Felipe Schmidt, 1.320, Centro. Telefone: (48) 3221-4200. www.deville.com.br
InterCity Premium
Localizado no Centro de Florianópolis, com acesso para as praias do Norte e do Sul da Ilha e vista para a histórica Ponte Hercílio Luz. Os apartamentos contam com mesa de trabalho, cofre eletrônico, TV a cabo, ar-condicionado, frigobar e secador de cabelos. Na área externa há fitness center, piscina externa, jacuzzi, restaurante, solarium, i-café e sauna. O serviço de quarto funciona 24 horas.Acesso por rampa para cadeirantes. Dispõe de cadeira de rodas, em caso de necessidade de clientes. Inaugurado em 2002. 121 aptos (1 adaptado). Av. Paulo Fontes, 1.210, Centro. Telefone: (48) 3027-2200. www.intercityhoteis.com.br/site/hoteis/floripa/floripal.php
Pousada Natur Campeche
Em frente ao Riozinho, um dos locais mais badalados da extensa Praia do Campeche, a pousada é decorada com elementos do mar e objetos folclóricos. Está localizada no Sul da Ilha de Santa Catarina, a 100 metros da praia, e próxima ao bairro boêmio da Lagoa da Conceição. Oferece piscina, sauna, jacuzzi com água quente no jardim, sala holística para massagens e recantos nos jardins. Para ter acesso aos apartamentos, localizados no piso térreo, é preciso ultrapassar dois degraus. Inaugurada em 1993. 21 aptos (nenhum adaptado). Servidão Família Nunes, 59, Praia do Campeche. Telefone: (48) 3237-4011. www.naturcampeche.com.br
Pousada Maré de Lua
Em um ambiente rústico e tranquilo, a pousada da Praia da Armação, na região Sul de Florianópolis, está a apenas 20 metros do mar. No local, chalés para até seis pessoas e apartamentos para quatro, três e duas pessoas. Todos mobiliados com ventilador de teto, telefone, televisão, terraço, cozinha comunitária, churrasqueira e estacionamento próprio para vinte veículos. Possui rampa de acesso e apartamentos no térreo. Inaugurada em 1998, possui 14 apartamentos (nenhum adaptado). Av. Antonio Borges dos Santos, 876, Praia da Armação, Telefone: (48) 3237-5068. www.maredelua.com.br
Pousada dos Sonhos
A maioria das pousadas de Floripa não possui apartamentos adaptados. Esta não é exceção, mas enfrentar essa dificuldade é compensada pelo o que mais oferece: localização em frente ao mar, de águas tranquilas e claras, na praia de Jurerê, no Norte da capital. Os apartamentos contam com cozinha americana (fogão, micro-ondas e utensílios domésticos), ar-condicionado, TV a cabo, cofre e churrasqueira. Na área externa, possui piscina, ofurô, miniacademia, recreação infantil (alta temporada) e caiaque. Banheiro adaptado na área social e acesso por rampa para cadeirantes. Inaugurada em 1991. 11 aptos (nenhum adaptado). R. Jornalista Haroldo Callado, 25, Praia de Jurerê. Telefone: (48) 3282-1002. www.pousadadossonhos.com.br
Jurerê Beach Village
Localizado a 20 minutos do Centro, à beira da praia de 2 quilômetros de águas claras, no Norte da Ilha de Santa Catarina. Os apartamentos estão todos equipados com TV a cabo e ar-condicionado central, com controle eletrônico de temperatura. Na estrutura de serviços, conta com dois restaurantes, dois bares, piscinas (aquecida e não aquecida), sauna seca e úmida, sala de jogos, sala de TV e fitness center. As áreas sociais possuem elevadores nos quatros blocos e banheiros adaptados. Quatros degraus dificultam a chegada à praia, mas uma rua ao lado do hotel possibilita o acesso. Possui cadeira de rodas. 242 aptos (cinco acessíveis). Inaugurado em 1999. Al. César Nascimento, 646, Jurerê Internacional. Telefone: (48) 3261-5100 / 0800-48-0110. www.jurere.com.br/jbv
Praiatur Hotel
No centrinho da Praia dos Ingleses, onde se concentram diversas opções de comércio, gastronomia e entretenimento, o hotel está localizado na região Norte da capital, a 50 metros da praia, com dunas e águas claras (ideais para pesca e mergulho). Apartamentos com ar-condicionado, cama box spring, TVs 21 polegadas a cabo, Internet sem fio, frigobar, cofre eletrônico e secador de cabelo. Na área externa, piscinas (adul-to, infantil e térmica, com cascata e hidromassagem), sauna úmida, recreação, restaurante, sala de jogos e fitness center. Conta com rampa de acesso e banheiro adaptado (na área externa), ao lado do restaurante. 120 aptos (7 acessíveis). Inaugurado em 1989. Av. Dom João Becker, 222, Ingleses. Telefone: (48) 3261-3261. www.hoteis-florianopolis.com.br
Praia Mole Eco Village
Próximo à Lagoa da Conceição, situado em área de preservação permanente, o hotel está em frente à Praia Mole, ao Leste da capital, e conta com 40 mil orquídeas expostas. Os apartamentos e cabanas têm decoração em estilo rústico, ventilador de teto, secador de cabelo, cofre digital, TV a cabo, frigobar, telefone e ar-condicionado. O hotel tem piscinas, quadra de tênis, campo de futebol, churrasqueira, caiaques, e SPA – com sauna, terapias e massagens.Acesso por rampa para cadeirantes. 93 apartamentos e cabanas (nenhum adaptado). Inaugurado em 1989. Rod. Jornalista Manuel de Menezes, 2001, Praia Mole. Telefone: (48) 3239-7500. www.praiamole.com.br
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CHE, BARRIGA VERDE - Vitor Hugo Eloy, 24 anos, atleta
Em janeiro de 2008, o atleta Vitor Hugo Eloy, de 24 anos, deixou Porto Alegre para viver na capital catarinense. O motivo? A paixão pelo basquete. O gaúcho, que já participou de seis campeonatos e integra hoje o time da Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Afl odef), pela qual foi campeão estadual em 2008, garante que, além do grande incentivo aos esportes, muitas facilidades fazem da Ilha um bom lugar para se viver e para visitar, sem restrições. Quando tinha 18 anos, Vitor sofreu uma descarga elétrica durante uma partida de futebol, o que acarretou a amputação de suas pernas na região
abaixo dos joelhos. Há um ano ele deixou a cadeira de rodas em casa e, hoje, utiliza próteses para se locomover pelas ruas da cidade. A mudança já garantiu ao atleta a perda de 24 quilos. Por causa dos esportes, Vitor já visitou 11 estados brasileiros. Entre todos,
ele destaca Florianópolis como uma cidade de boa acessibilidade, capaz de oferecer adaptações adequadas nos principais pontos turísticos.
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