 |
|
|
|
|
|
PORTA DE ENTRADA PARA A FLORESTA
A capital do Amazonas convida o turista a se integrar à natureza e a conhecê-la aprendendo a explorar todos os sentidos de que dispomos .
A capital amazonense é uma metrópole de 1,7 milhão de habitantes, o que faz dela uma das dez maiores do Brasil. O Polo Industrial de Manaus segue sendo o principal motor de sua economia, porém um segmento que vem crescendo exponencialmente é o do turismo – e do ecoturismo, em particular. Entre as atrações naturais, há passeios à floresta e ao Encontro das Águas (para ver os rios Negro e Solimões correndo, lado a lado, feito água e óleo); e a chance de se hospedar em um dos hotéis de selva, que propiciam a experiência única de, depois de uma boa noite de sono, acordar e dar de cara com a Amazônia. Uma maneira ecologicamente correta de explorar os recursos da floresta, sem os prejuízos do extrativismo vegetal. O turista que chega a Manaus encontra, além do clima quente e úmido (a estação das chuvas dura de dezembro a maio), uma gastronomia farta, peculiar, à base de peixes de água doce, como tambaqui, pirarucu, tucunaré. Outros pontos de interesse são a praia de Ponta Negra, com calçadão, ciclovia e quadras esportivas, e o conjunto de construções históricas. Dentre estas, destaca-se, é claro, o revitalizado Teatro Amazonas – que, desde 1997, recebe todos os anos, entre abril e maio, o Festival Amazonas de Ópera, com apresentações de música erudita para a plateia manauara (em 2008, a programação eclética incluiu até uma ópera de Roger Waters, ex-líder da banda inglesa Pink Floyd). Lembra os bons tempos do apogeu da borracha.
No terreno da acessibilidade, Manaus ainda fica a dever. Da lista de atrações turísticas, poucas contam com adaptações para pessoas com deficiência. Nos hotéis de selva, até por sua rusticidade intrínseca, a circulação representa, com frequência, um obstáculo para deficientes físicos e visuais, e mesmo nos hotéis urbanos, há poucos apartamentos reservados para esse público. De maneira geral, as calçadas de Manaus têm buracos e desníveis, e sua ocupação por carros e camelôs é constante. O trânsito é confuso, mal-sinalizado, e a cidade não conta ainda com ônibus adaptados para pessoas com deficiência. Nesse aspecto, espera-se que a frota seja renovada com veículos adaptados até 2010, prazo final determinado por um decreto assinado pelo presidente Lula, em 2004.
Manaus é a síntese da cidade que, cercada pela natureza, precisou aprender a tirar dela o seu sustento – às vezes de forma equivocada. O começo de sua ocupação data de 1669, ano em que o capitão português Francisco da Mota Falcão fundou o forte de São José da Barra do Rio Negro. Encravado nos domínios da maior floresta tropical do planeta, longe do mar e dos principais centros urbanos do país, o pequeno arraial parecia um lugar fadado para sempre ao atraso e ao isolamento. A amplitude vertiginosa de sua biodiversidade se prestava apenas à curiosidade científica dos naturalistas estrangeiros que, vez por outra, vinham se perder nessas paragens (a indústria farmacêutica ainda não descobrira o potencial da Amazônia) – sem falar que o calor agressivo e moléstias como a malária e a febre amarela funcionavam à maneira de um contundente aviso de “mantenha distância”.
Em 1848, quando recebeu o título de cidade, Manaus ainda contava cerca de 3 mil habitantes – e menos de 250 casas. Mas tudo iria mudar no intervalo de poucas décadas. A partir da segunda metade do século XIX, a capital da (então) província do Amazonas descobriria que o dinheiro podia, sim, dar em árvores. No caso, em uma árvore específica, a Hevea Brasiliensis, de cujo caule os seringueiros extrairiam o látex, o combustível superaditivado que impulsionaria um crescimento sem precedentes no País (um boom econômico comparável, em escala mundial, somente ao da Corrida do Ouro nos Estados Unidos, que levou à colonização da Costa Oeste americana). Era o início do Ciclo da Borracha.
Com o nascimento da indústria automobilística, a borracha valia ouro na virada do século XIX para o XX (afinal, os pneus são feitos de quê?). E o Brasil – Amazonas, em particular – era o principal produtor mundial. Entre 1890 e 1910, a produção local respondia por 40% de toda a borracha do mundo, alcançando 42 mil toneladas por ano
– números alavancados pela massa de imigrantes que chegou à região, vinda sobretudo do Nordeste (que já sofria com a seca). Manaus era, então, a capital econômica do país. Bancos e companhias estrangeiras foram se instalar no Eldorado amazônico. A infraestrutura de serviços e transportes foi toda repaginada, com iluminação e bondes elétricos, sistemas de telefonia e água encanada, e um porto flutuante, fluvial, para receber navios de todos os continentes. A cidade ganhava ares de uma Paris dos Trópicos, com uma fervilhante agenda cultural orbitando em torno do Teatro Amazonas. Inaugurado no último dia de 1896 (após 12 anos de construção), o teatro é, ainda hoje, o prédio mais imponente da capital, e o símbolo concreto da Belle Époque manauara. Os materiais são todos importados: o ferro é inglês, o bronze, belga; os cristais dos lustres são de Murano (em Veneza); os mármores, de Portugal e da Itália. Na cúpula, as telhas vitrificadas, da Alsácia (na fronteira franco-germânica), trazem as cores da bandeira brasileira – com destaque para o amarelo-ouro, em sintonia com a opulência e o otimismo que vigoravam em Manaus.
Mas o esplendor foi se tornando fosco rapidamente. Ainda no século XIX, os britânicos haviam contrabandeado sementes da Hevea Brasiliensis para as suas colônias no Sudeste Asiático, e a partir de 1910 a concorrência da borracha produzida na Malásia, no Ceilão (o atual Sri Lanka) e em Cingapura levou ao longo declínio na exportação da ma-téria-prima brasileira – hoje, a Ásia produz 90% da borracha do planeta. Era o fim do apogeu. O dinheiro sumiu, a vida cultural evaporou-se. Sem espetáculos, o Teatro Amazonas ficou às moscas – durante a Segunda Guerra Mundial, o lugar que servira de palco para as mais luxuriantes montagens das companhias de ópera europeias chegou a ser utilizado, por uma empresa americana, para estocar borracha e gasolina que seriam enviados às tropas aliadas. Os laços com os grandes centros urbanos do Sudeste do Brasil se esgarçaram, e Manaus mergulhou de novo no isolamento. Só no fim dos anos 1950, com a construção da rodovia Belém-Brasília, ligando a sede do governo do vizinho estado do Pará à nova capital federal, é que o Amazonas começou a sair da obscuridade. Mas o passo fundamental foi a implantação, pelo governo brasileiro, da Superintendência da Zona Franca de Manaus, em 1967. Distribuindo incentivos fiscais na importação de componentes eletrônicos para empresas que instalassem suas linhas de montagem em Manaus, a iniciativa reativou a economia e acelerou a industrialização do estado. No intervalo de apenas 15 anos, não descobriram o potencial de ocupação do público com deficiência. Estão perdendo boas oportunidades de negócios de 1970 a 1985, a população de Manaus mais que dobrou: foi de 300 mil para 800 mil pessoas. Porta de entrada para turistas do mundo inteiro que querem conhecer a Floresta Amazônica, Manaus é bem mais do que uma cidade-dormitório. É a cidade-sede de um País colado na natureza, como, afinal, sugere a árvore pau que batizou o Brasil.
MANAUS - FLORESTA AMAZÔNICA
A Amazônia ainda é chamada por muita gente, equivocadamente, de pulmão do mundo. O oxigênio que a floresta produz, ao contrário do que se acredita, é exclusivo para consumo próprio: não favorece ninguém além dela mesma. A importância da densa mata não diminui por causa disso. Ao contrário. Quanto mais se investigam as suas propriedades, mais se descobrem novos benefícios que ela entrega ao planeta. Uma delas é agir como reguladora do clima. Outra, a riqueza de sua biodiversidade.
A flora e fauna amazônica encerram respostas sobre a origem da vida e o futuro da humanidade em forma de matérias-primas que geram riqueza, como o látex e a madeira, e de substâncias que curam doenças conhecidas – e outras por descobrir –, presentes em plantas e folhas. É a maior farmácia natural a céu aberto do mundo, ligando um Brasil que remete ao passado, inexplorado, gigantesco e aberto ao futuro, a um presente de modernidade. Não por acaso, os olhos do mundo estão voltados para a Amazônia, região composta por mais oito países, além do Brasil (Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela). Afora o Amazonas, outros oito estados brasileiros estão presentes na região (Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).
A Amazônia responde por cerca de 30% da América do Sul e 60% do Brasil. Talvez por isso, todos esperam que saibamos cuidar dela e encontrar formas de interagir com a floresta sem destrui-la. Além da pesquisa científica, outra maneira sustentável de desenvolver a Amazônia é o turismo ambiental – respeitoso, não-predatório e inclusivo.
A floresta é uma sala de aula que ensina a quem se embrenha em seus segredos que, de fato, as diferenças nos tornam ainda mais iguais. Na mata fechada, a pouca acessibilidade é uma realidade também para quem pode andar. E a impossibilidade de enxergar longe mostra que cada passo no caminho deve ser dado com a ajuda de outros sentidos: tato, olfato e audição. Isso porque não se deve testar o paladar sem saber, antes, se a planta ou fruto que queremos provar faz bem ou mal. Final-mente, a floresta ensina que ninguém se basta: todo mundo precisa de todo mundo. A solidariedade nos fortalece e permite que façamos coisas que, sozinhos, seríamos incapazes de realizar.
Na mata, aprendemos a ser maiores do que antes de entrar nela. E descobrimos percepções novas, que usávamos pouco: escutar os sons e decifrar seus significados, não apenas ouvi-los: um piado de pássaro sem registro na memória, o estalar de um galho que se solta da copa de uma árvores de 50 metros a descer se enroscando nos cipós em queda lenta e ruidosa, o som abafado da chuva que desliza pela vegetação suspensa. Tudo é novo, assim como a mescla de cheiros que se fundem e que, aos poucos, aprendemos a diferenciar. Ao sair da floresta, e avistar as casas simples das populações ribeirinhas, descobrimos ter estabelecido uma conexão com um mundo que mal imaginávamos existir. Depois, nada será como antes.
|
|
Catedral Nossa Senhora da Conceição
Construída em 1695, a Catedral de Nossa Senhora da Conceição foi a primeira igreja erguida após a fundação de Manaus. Em 1878, novos elementos foram incorporados à então rústica estrutura para uma nova inauguração, naquele mesmo ano, com aredominância de estilo neoclássico e grandes escadarias em forma de uma lira – detalhes que permanecem até hoje. A igreja possui seis sinos importados de Portugal, que foram instalados em 1875. O acesso é feito pela avenida Sete de Setembro, subindo por uma rua de pedras típica da construção da época que rodeia a Catedral. Melhorar a acessibilidade preservando o patrimônio histórico é um desafio para as autoridades. Para entrar na igreja, que nãio possui banheiro adaptado, cadeirantes fazem uso de uma rampa improvisada de madeira. 2ª, 8h às 12h e 15h30 às 17h30; 3ª a 6ª, 8h às 17h30; sábado, 9h às 12h e 15h às 17h30; domingo, 7h30 às 12h30 e 15h30 às 19h30. Av. Sete de Setembro, Centro. Telefone: (92) 3234-7821.
Teatro Amazonas
Inaugurado em 1896, foi projetado por uma empresa portuguesa de engenharia e decorado por artistas europeus. Com capacidade para 700 pessoas, preserva boa parte de sua estrutura da época, como as escadarias de ferro, as cadeiras de veludo com espaldar arredondado da Nave Central, as 12 mil peças de madeira-de-lei – encaixadas sem pregos ou cola – no piso do Salão Nobre, a grande cúpula escamada e pinturas dos melhores
artistas da época. Após a última grande restauração, em 1991, o teatro passou a facilitar o acesso de cadeirantes na área externa e interna, onde há um corrimão nas rampas que levam ao espaço destinado à plateia. Existem 2 banheiros (masculino e feminino) adaptados com barras de segurança e louças em alturas adequadas para cadeiras de rodas.
2ª a sábado, 9h às 17h. Fecha aos domingos. R. Tapajós, 5, Centro – acessos pela R. 10 de Julho e Av. Eduardo Ribeiro. Telefone: (92) 3622-2420.
Encontro das Águas
O Encontro das Águas é um dos mais bonitos espetáculos naturais do planeta. O fenômeno ocorre devido à diferença das temperaturas, densidades e velocidades das correntezas das águas dos rios Negro e Solimões. Há duas maneiras de conhecer o fenômeno: a primeira é seguir até o porto da Ceasa (situado no bairro do Mauazinho, em Manaus), onde a Associação dos Canoeiros dos portos da Ceasa e do município Carreiro da Várzea fazem o passeio em lanchas rápidas, com preço a combinar. A outra opção é seguir para o porto privatizado de Manaus, no centro da cidade, onde a empresa Amazon Explorers oferece o passeio para o Encontro das Águas e para alguns hotéis de selva da região. Nesse caso, o passeio pelo rio é feito com um barco do tipo recreio (embarcação grande, geralmente com dois andares e que dispõe de serviços como camarote, bar e restaurante). 2ª a 6ª, 8h às 15h; sábado, 8h às 13h; domingo, 7h30 às 9h30. Porto de Manaus. Telefone: (92) 3232-3052.
Galeria do Largo de São Sebastião/Centro de Artes Visuais
Restaurado em 2005 com o projeto de revitalização do Largo de São Sebastião, à frente do Teatro Amazonas, o imóvel onde hoje funciona a Galeria do Largo e o Centro de Artes Visuais pertenceu a várias famílias da capital amazonense, como Mattos Areosa e Menezes Vieiralves. Inaugurado como galeria no dia 4 de novembro de 2005, durante o 2º Festival Internacional de Cinema, o local possui rampa de acesso para cadeirantes, mas não há elevadores (nem comuns nem do tipo plataforma) para transporte ao segundo andar. Também não existem banheiros adaptados. A Galeria, que passa por reformas, seria reaberta ao público, segundo a Secretaria Estadual de Cultura, em abril.
3ª a 5ª, 17h às 20h. 6ª e domingo, 17h às 21h. Entrada gratuita. R. Costa Azevedo, 290, Centro. Telefone: (92) 3622-0618.
Igreja São Sebastião
Combinando estilo neoclássico com elementos medievais, como a torre em estilo gótico e a rosácea sobre a entrada principal do prédio, a Igreja de São Sebastião foi construída em 1888. Seu rico interior possui painéis e vitrais europeus, além de pinturas que cobrem o teto e altar, incluindo a cúpula e as paredes. Na entrada da construção, o teto revela
o martírio de São Sebastião e a base da cúpula retrata os quatro evangelistas. A cúpula, por sua vez, ilustra a “Glória do Céu”, com oito anjos. A capela lateral esquerda abriga um presépio em tamanho natural, trazido da Europa. O local ainda não apresenta rampas de acesso e a porta de vidro instalada logo na entrada dificulta o acesso independente de pessoas com deficiência. No interior do prédio não há espaços reservados para cadeirantes nem adaptações como corrimões ou banheiros especiais. Ainda assim, a visita deve ser incluída no roteiro do viajante. Diariamente, 5h às 12h e 15h às 21h.
R. 10 de Julho com Tapajós, Centro. Telefone: (92) 3232-4572 / 3232-4492.
Mercado Municipal Adolpho Lisboa
Construção iniciada em 1880, pela empresa Bakus & Brisbin, de Belém, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa foi inaugurado apenas em 1883. A edificação original tem 45 metros de comprimento e 42 metros de largura, em estrutura de ferro. A reforma por que passa o Mercadão levou os lojistas a serem deslocados para um local improvisado, ao lado do edifício. Apesar da momentânea falta de conforto, o passeio é imperdível. O Adolpho Lisboa reúne comércio variado com venda de alimentos e plantas medicinais, artesanato feito com sementes da região e produtos vindos do interior (frutas e Hortaliças). Um impasse em 2008 entre o município e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) atrasou a conclusão das obras, que têm verba do Ministério da Cultura. A previsão da prefeitura de Manaus é que a obra seja concluída em dois anos e passe a dispor de adaptações para pessoas com deficiência, como elevadores e banheiros (com barras de segurança, piso antiderrapante e louças em posições adequadas), além de rampas de acesso para cadeirantes e piso podotátil para permitir a circulação independente de pessoas cegas e com baixa visão.
Diariamente, 8h às 17h. Grátis. R. dos Barés, 46, Centro. Telefone: (92) 3631-4757 (Secretaria de Cultura do Município).
Paço da Liberdade
Construído em 1874, o Paço da Liberdade (ou Paço Municipal) já foi sede do Governo Provincial, Republicano e Municipal. Hoje, o local funciona apenas como centro de visitação. Sua fachada é considerada um dos primeiros exemplos da arquitetura neoclássica na capital amazonense, sendo que todo o edifício é formado por apenas um pavimento, subdividido em três seções. Atualmente em reforma, o local disporá, segundo a Secretaria de Cultura do Município, de uma série de adaptações para pessoas com deficiência, tais como elevadores, rampas, piso podotátil e banheiros adaptados com barras de segurança, piso antiderrapante e louças adequadamente posicionadas. O término das obras está previsto até o fi m de 2009. Após a reinauguração, o Paço estará
aberto diariamente, 8h às 17h. Praça D. Pedro II, s/n, Centro. Telefone: (92) 3631-4757 (Secretaria de Cultura).
Palácio Rio Negro
Construído em 1903 como residência particular de um rico comerciante, o Palácio
Rio Negro é uma das mais importantes construções do período áureo da Borracha.
Com o fi m desse momento histórico, causado principalmente pelo contrabando de sementes da seringueira para a Malásia, o antigo proprietário se viu forçado a vender o local, que, após ter outros proprietários, passou para o poder do Estado do Amazonas – tendo sido, inclusive, usado como residência ofi cial de sete governadores. Tombado como patrimônio histórico estadual em 1980, atualmente o local é usado como Centro Cultural, onde ocorrem exposições, shows musicais, projetos governamentais e palestras. Por ser um prédio antigo, o Palácio Rio Negro não possui rampas para o acesso interno nem banheiros adaptados. 2ª a 6ª, 8h às 14h. Entrada gratuita. Av. Sete de Setembro, 1.546, Centro. Telefone: (92) 3232-4450 (r. 236).
Ponta Negra
Uma das áreas mais nobres da cidade, a Ponta Negra abrange um complexo de quadras de esporte, calçadão para caminhadas, ciclovia e pista de skate. Ao longo de todo o calçadão há rampas de acesso para cadeirantes até as lanchonetes, mas o mesmo não acontece para
as quadras e o anfi teatro, situado alguns metros abaixo da área da pista. Além disso,
em algumas áreas faltam corrimões para oferecer mais segurança para tocar a cadeira de rodas. Problemas estruturais como buracos no calçamento prejudicam a circulação. Ao longo do calçadão, feito em ladrilhos, existem banheiros, mas nenhum adaptado para pessoas com deficiência. Devido à enchente e à vazante do Rio Negro, assim como ocorre em toda a região, a praia fica visível geralmente entre setembro e janeiro.
Acesso permanente. Av. Cel. Teixeira, Ponta Negra. Telefone: (92) 3631-4757 (Sec. de Cultura).
Porto de Manaus
Projetado por ingleses, foi o primeiro porto flutuante do Brasil. Seu desenho considerava o fenômeno anual da cheia e da vazante do rio Negro, possibilitando a atracação de navios de diversos portes em qualquer época do ano. No local, há uma grande rampa na área turística, que pode ser usada por cadeirantes, mas faltam adaptações para deficientes visuais. Na área interna, também há rampas. A administração do porto, realizada por
uma empresa privada, ainda não providenciou adaptações nos banheiros. Aberto diariamente. Bares e restaurantes, 8h às 23h. Embarque e desembarque 24h/dia.
Av. Floriano Peixoto, Centro. Telefone: (92) 3621-4369
|
|
Alentejano
Conhecido pela carta de vinhos capaz de fazer inveja a qualquer grande colecionador,
o restaurante Alentejano dispõe de adega climatizada onde estão armazenadas pelo menos 400 garrafas de origens variadas. A cozinha conta com opções de pratos como o bacalhau, pescados variados e sobremesas. 2ª a sábado, 10h30 a 00h; domingo,
12h às 15h. Serviço de vallet. R. Pará, 555, Vieiralves. Telefone: (92) 3233-7300.
Allegro Bar
Situado no shopping mais antigo e tradicional de Manaus, o Amazonas Shopping Center, o Allegro Bar é um dos poucos estabelecimentos do local que desfruta de entrada independente – o que lhe permite ficar aberto mesmo após o horário de expediente. A música ao vivo a partir das 20h é um dos atrativos do bar, que conta com vasta variedade de queijos importados para petisco e bufê de massas. O local ainda não possui nenhum tipo de adaptação para pessoas com deficiência, mas o shopping possui rampas e oferece
banheiros adaptados com barras de segurança, portas largas e vasos em altura adequada para cadeirantes. 2ª a domingo, 16h às 23h. Estacionamento do Shopping, com 1.600 vagas. 32 vagas reservadas para pessoas com deficiência. Av. Djalma Batista, 482, Chapada, Amazonas Shopping Center. Telefone: (92) 3216-3099.
Cervejaria Fellice
À primeira vista, o visitante desavisado pode pensar que está em uma típica cervejaria alemã. Construída em pedra e madeira, no estilo das antigas cervejarias, a Cervejaria Fellice conta com variadas opções de chope, como a já tradicional mistura entre o do tipo pilsen e escuro e dispõe, ainda, de tábua de frios para petisco. No local existem rampas
de acesso para cadeirantes e o banheiro é adaptado com corrimão, louças sanitárias em posições adequadas, piso antiderrapante e portas largas. 2ª a 6ª, 11h30 às 3h30; sábado, 12h às 3h30; domingo, 17h às 3h30. Serviço de vallet. Av. Rodrigo Otávio, 3.555,
Stúdio 5 Festival Mall. Telefone: (92) 3216-3400.
Coqueiro Verde
Quem tenta fazer um pouco de tudo acaba não fazendo nada. O velho ditado parece ser o lema do restaurante Co¬queiro Verde. Funcionando em Manaus há 22 anos, o local vem se dedicando no que hoje é sua especialidade: a carne de sol. Em sua estrutura, oferece rampa de acesso a cadeirantes.
2ª a sábado, 11h às 23h; domingo, 11h às 16h. Serviço de vallet.
R. Ramos Ferreira, Centro. Telefone: (92) 3633-2151.
El Toro Loco
O mundo em um só lugar. Esta é a sen¬sação que o visitante do restaurante El Toro Loco vai ter. Diversificado, o local oferece ilhas temáticas de massas, co¬zinha oriental e gaúcha, localizadas em espaços distintos e com decoração ca¬racterística. Em cada um deles, o visitan¬te poderá desfrutar de comidas típicas e aproveitar outras opções, como bufês, saladas e guarnições. Duas das áreas temáticas têm boa acessibilidade para cadeirantes (Massas e Churrascaria 2); nas outras, um pequeno degrau separa os pisos. O restaurante possui rampas de acesso para cadeirantes, na entrada. Não há banheiros adaptados. 2ª a 6ª, 11h às 13h e 18h às 23h; sábado, 11h às 16h e 18h30 às 23h; domingo, 11h às 16h. Serviço de vallet. Av. do Turismo, 215, Tarumã. Telefone: (92) 3631-2557.
Haus Bier Microcervejaria
Já nos primeiros metros da avenida An¬dré Araújo, uma das mais movimentadas da cidade, uma grande placa anuncia: a Haus Bier não está distante. Quando finalmente chega, o visitante não vai se decepcionar com o que vai ver, uma vez que o espaço desfruta de opções para todos os gostos: área VIP climatizada, amplo salão de mesas, pista de dança e palco. Com chope de fabricação própria, o local também oferece bufê de
antepastos e pratos quentes. Rampas de acesso facilitam o acesso de cadeirantes e cães-guias costumam acompanhar seus donos na balada. Há banheiros adaptados com barras de segurança e piso antiderrapante. 2ª e 3ª, 18h às 2h; 4ª a domingo, 18h às 4h. Serviço de vallet. Av. Constelação, 30, Aleixo. Telefone: (92) 3236-8883.
Moronguetá
Com uma bela vista para o Rio Negro, de onde é possível observar o tradicional Encontro das Águas do Negro e Solimões, o restaurante é especializado no alimento mais tradicional da região: o peixe. Com receitas variadas, como o filé de pirarucu à Moronguetá e o tambaqui à beira-rio, o restaurante é um dos que mais chamam a atenção dos turistas. Situado em um terreno plano, o que facilita o acesso de cadeirantes, o
estabelecimento possui, ainda, banheiros adaptados com barras de segurança nas paredes e louças sanitárias em posições adequadas. Pessoas cegas acompanhadas de cães-guias são bem recebidas no local. 2ª a domingo, 11h às 23h. Serviço de vallet. R. Jayth Chaves, 33 (Porto da Ceasa) - Distrito Industrial. Telefone: (92) 3615-3362.
Restaurante e Peixaria Bom Gosto
Costela e bolinho de tambaqui e matrinxã grelhada sem espinha são apenas alguns dos pratos da Peixaria Bom Gosto, além das sobremesas de frutas regionais, como cupuaçu e graviola. As instalações remetem à fauna e flora amazônica com imagens e esculturas. Possui alguns mecanismos de acessibilidade, como rampas para cadeirantes (sem corrimão). Os banheiros, por sua vez, ainda não passaram por adaptações. Pessoas cegas acompanhadas de cãesguias são bem-vindas (a administração solicita contato prévio para atender melhor a esse perfil de clientela). 2ª a domingo, 11h30 às 23h. Serviço
de vallet. Av. Bispo Pedro Massa, Cidade Nova. Telefone: (92) 3645-2784.
Ristorante Fiorentina
Manaus está distante de Florença, mas as massas típicas da cozinha italiana marcam presença na cidade. Funcionando em dois endereços, o Ristorante Fiorentina dispõe de bufê com 16 opções de saladas e cinco tipos de massas. Outros pratos, como feijoada e bacalhau, são oferecidos nos fins de semana. No local, não existem banheiros adaptados,
com exceção da unidade do Amazonas Shopping, que oferece o serviço. Diariamente, 10h às 22h30. Estacionamento do Shopping, com 1.600 vagas. 32 vagas reservadas
para pessoas com deficiência. Av. Djalma Batista, 482, Chapada, Amazonas Shopping Center. Telefone: (92) 3216-5240. Unidade Centro: Praça da Polícia. Telefone: (92) 3215-2233.
|
|
Ariaú Amazon Towers
Um dos mais famosos hotéis de selva da região amazônica, o Ariaú Amazon Towers está situado a cerca de 60 quilômetros em direção Noroeste de Manaus, na margem direita do Rio Negro. Fica próximo do Arquipélago das Anavilhanas, o maior do mundo em água doce, o que torna a estada ainda mais interessante para os visitantes. O transporte até o local se dá por meio de barcos (custo já incluído na diária), que partem do pier do Tropical Hotel. Para isso, os visitantes não precisam estar acomodados estabelecimento, sendo o píer aberto a embarques de hospedes de outros hotéis da área urbana. Para turistas de maior poder aquisitivo, o Ariaú Towers oferece aterrissagem em um heliponto com capacidade para receber até quatro helicópteros ao mesmo ponto. O hotel possui oito torres, com 240 apartamentos cada, sendo que não há ainda nenhum tipo de adaptação nos quartos voltada ao público com deficiência.A única opção de acessibilidade para cadeirantes está na entrada do hotel, onde existe uma rampa com corrimão. Escritório Central R. Leonardo Malcher 699, Centro, Manaus. Telefone: (92) 2121-5000 / 2121-5050 e 3233-5615 (fax). Ligação gratuita: 0800 702 5005. E-mail: treetop@ariautowers.com.br www.ariautowers.com.br
Amazon Riverside Hotel
Situado a 22 quilômetros do porto da Ceasa, em Manaus, o Amazon Riverside Hotel está em pleno rio Amazonas, o que restringe o acesso somente por barcos. Para facilitar o traslado, o hotel disponibiliza uma picape para buscar visitantes (mediante hora marcada) que já estejam hospedados em outros hotéis da área urbana da cidade. A picape faz o transporte até o Porto da Ceasa, onde os hóspedes são acomodados em barcos exclusivos. O custo do serviço está incluído nos pacotes. O hotel tem 15 apartamentos, sendo 2 com adaptações para pessoas com deficiência. Os banheiros têm portas mais largas e de correr. O piso, tratamento antiderrapante. O hotel é dividido em duas grandes alas (alta e baixa), interligadas por rampa que facilita o acesso de cadeirantes. Telefone: (92) 3622-2789 / 3622-2715 (fax) E-mail: arildo@mainan.com.br www.mainan.com.br
Amazon Village Jungle Lodge
Por ter sido construído em estilo rústico, o Amazon Village não dispõe de instalações adaptadas para pessoas com deficiência. São cerca de 40 cabanas, sendo algumas com um ou dois quartos. Localizado no lago do Puraquequara, no município de Rio Preto da Eva (a 80 quilômetros de Manaus), não aceita cartões de crédito: trabalha apenas com dinheiro em espécie ou faturas para empresas. Telefone: (92) 3633-1444. E-mail: Www.amazon-village.com.br
Amazon Ecopark Jungle Lodge
Situado a 30 minutos de barco de Manaus, possui bangalôs de madeira em estilo rústico. Conta com adaptações para cadeirantes, rampas de acesso e barras de segurança nas paredes. Disponibiliza cadeira de rodas para empréstimo e oferece a contratação de intérprete de Libras para hóspedes surdos não oralizados.
Telefone: (92) 3622-0362. E-mail: maraf.ecopark @ecoparkjungle.com.br www.amazonecopark.com.br
HOTÉIS
Da Vinci Hotel
Assim como os outros grandes hotéis da capital amazonense, o Da Vinci Hotel possui 1 quarto adaptado de um total de 156 cômodos. O recinto tem maior espaço interno de circulação. O banheiro dispõe de box sanfonado para economizar espaço e barras de segurança nas paredes. Estacionamento próprio, com manobrista. R. Belo Horizonte, 240, Adrianópolis. Telefone: (92) 3663-1213. E-mail: reservas@davincihotel.com.br
www.davincihotel.com.br
Mercure Manaus
O Mercure não dispõe ainda de aposentos adaptados para pessoas com deficiência. As demais instalações e áreas sociais contam com rampas de acesso e um único banheiro adaptado para cadeirantes, que fica instalado no hall, próximo à recepção, e conta com barras de segurança e louças em posições adequadas. Não dispõe de vagas especiais no estacionamento e não disponibiliza cadeiras de rodas para empréstimo. Estacionamento próprio, com manobrista. R. Recife, 1.000, Adrianópolis. Telefone: (92) 2101-1100. E-mail: reservasmercuremanaus@accorhotels.com.br www.accorhotels.com.br
Sleep in Manaus
Dos 147 quartos existentes, 1 é adaptado para pessoas com defi ciência, tendo maior espaço interno, portas largas e móveis rebaixados. No banheiro, a pia, o vaso e outros utensílios são mais acessíveis a esses hóspedes. Nas áreas sociais do hotel não existem degraus, o que facilita o acesso de cadeirantes. Telefones públicos no hall são rebaixados e vagas são reservadas no estacionamento. Estacionamento próprio com manobrista.
Av. Rodrigo Otávio, 3.373, Distrito Industrial. Telefone: (92) 3321-8800. E-mail: reservas.smao@atlanticahotels.com.br www.sleepinnmanaus.com.br
Taj Mahal Continental Hotel
O hotel possui um total de 170 quartos, sendo 1 adaptado, com portas mais largas e barras de segurança no banheiro para hóspedes com defi ciência. As demais instalações ainda não têm mecanismos de acessibilidade para cadeirantes, com exceção de um elevador-plataforma instalado na entrada, permitindo superar os sete degraus de escada que separam os níveis da rua e do hotel e acesso independente à recepção. Estacionamento próprio, com manobrista. Av. Getúlio Vargas, 741, Centro. Telefone: (92) 3627-3737.
E-mail: reservas@grupotajmahal.com.br - www.grupotajmahal.com.br
Tropical Motel Manaus
Um dos mais luxuosos hotéis da capital amazonense, este resort possui 419 quartos,
dos quais 1 é adaptado para pessoas com deficiência, com maior espaço interno
e telefone com teclado em Braille. No banheiro, barras nas paredes garantem a
mobilidade segura dos usuários. Em outras áreas do hotel, como o hall, existem
rampas de acesso para cadeirantes, com corrimões, barras de segurança nos elevadores e telefones públicos rebaixados. O piso acarpetado torna menos ágil tocar a cadeira de rodas. Estacionamento próprio, com manobrista. Av. Coronel Teixeira, 1.320, Ponta Negra. Telefone: (92) 2123-5000. E-mail: reservas.manaus@tropicalhotel.com.br www.tropicalhotel.com.br
|
|
PRIMEIROS PASSOS - Hortência Nery, 27 anos
A assistente social Hortência Nery, moradora de Manaus, investe no trabalho e em qualidade de vida. Aos 27 anos, cursa a sua segunda faculdade: Direito. Por ora, atua como telefonista do Ministério Público. Cega desde os 7 anos, seu objetivo é atuar como advogada. Quando não está trabalhando ou estudando, procura desfrutar do que o Amazonas tem de melhor, o contato com a natureza. “Visitei a fioresta algumas vezes, sempre acompanhada de guias e de amigos. Eles me ajudam a ter acesso a lugares em que não poderia ir sozinha, e eu ofereço a eles uma outra visão da selva: puramente sensorial.” Hortência avalia que a acessibilidade do turismo local para pessoas com deficiência está dando os primeiros passos. “É preciso que as organizações de defesa das pessoas com deficiência se aproximem do poder público para gerar políticas inclusivas também no turismo.”
|
|
|
|