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CONTATOS IMEDIATOS
A cidade, formada por ilhas interligadas por pontes, é um convite à socialização
É preciso vir ao Recife pelo menos uma vez na vida para entender que o Brasil é muito mais do que a soma de uma porção de sotaques de gente que tem como traço comum a língua herdada de Portugal.Aqui, de uma vez por todas, perde-se a falsa noção de que somos o umbigo do mundo. Você verá cariocas voltando ao Rio maravilhados com o Carnaval de rua, recifense e de Olinda – hoje, quase uma coisa só –; paulistas lambendo os beiços com iguarias provadas à beira-mar, sem achar que estão traindo a suposta primazia gastronômica de sua terra; e gaúchos tradicionalistas exaltando a bravura pernambucana, ao conhecer a história de lutas da gente local.
E até baianos com aquela vocação típica ao estrelato atestando que quem é daqui, também está fadado a brilhar. Uma a uma, as convicções ufanistas que nos escutem desde a escola, e na família, vão se derretendo sob o Sol. E, finalmente,aprendemos que não precisamos acreditar que somos melhores do que os demais para afirmar os nossos valores. A noção de centro, vai para o espaço.
Afinal, os de Recife têm tudo o que esses outros brasileiros têm: um Carnaval tão contagiante como o das escolas da Marquês de Sapucaí – mesmo sem as estrelas da novela das 8 chacoalhando no asfalto –; uma culinária tão refinada como a de restaurantes de São Paulo, capaz de criar delícias combinando as especialidades da terra com ensinamentos de chefs internacionais; e uma história coberta com páginas de glória. Sem contar os escritores, artistas e músicos – Gilberto Freyre, Paulo Cavalcante, Ariano Suassuna, Alceu Valença, Antonio Nóbrega, Antúlio Madureira, Lenine, Chico Science (e a Nação Zumbi) e a Nação Zumbi (mesmo sem Chico Science). Sem contar a escola de ceramistas populares recifenses – influenciada por Mestre Vitalino, de Caruaru, o pai de todos. Recife sozinha, e todo o estado de Pernambuco, com tudo o que têm, dariam um país. E dos mais ricos.
Para completar o caldeirão de atrativos, e se alimentar dele, a indústria do turismo local está sabendo cada vez mais organizar isso tudo num tabuleiro pra lá de irresistível, que atrai gente de todas as partes do Brasil e estrangeiros – especialmente italianos, portugueses e espanhóis, que descobriram ser mais perto, e barato, tomar voos fretados para o Recife, empreendendo a sua descoberta do Brasil a partir da ponta de cima.
O Carnaval, como em outras cidades brasileiras de cultura popular forte, é o período do ano que mais atrai turistas. As ruas centrais do Recife, e pontes, costumam ser tomadas pelos foliões nos quatro dias de festa. O resto do ano não perde em animação, embora ela seja diferente do frenesi carnavalesco embalado a frevo – de quem sabe dançá-lo, aos que tentam, tentam... e tentam. Os demais meses permitem uma leitura desacelerada de Recife, que não tem nada a ver com marcha lenta. Sol sem descanso, mesmo no inverno,
e uma temperatura média que convida a estar na rua (25,2º) são motivos suficientes para fazer do espaço público uma extensão da casa – no caso dos turistas, dos hotéis e pousadas.
Talvez a geografia da cidade, única entre as capitais brasileiras, ajude a explicar um pouco essa sensação de movimento permanente que a cidade nos proporciona. Um eterno ir e vir, realçado pelas inúmeras pontes que cruzam os braços de rios que delimitam cada pedaço da metrópole – um conjunto de ilhotas que se interligam através das
águas de cinco rios: Beberibe, Capibari e, Jaboatão, Pirapama e Tejipió. Italianos
que veem a Recife dizem que ela é uma Veneza melhorada: ensolarada, risonha e de melhor cheiro. Holandeses, por sua vez, voltam curados da refrega que tomaram dos portugueses séculos atrás para reivindicar a autoria pelo modelo viário: sim, as primeiras pontes e, principalmente, a ideia de formar a cidade com base nesse tipo de conexão,
veio com eles. Para ficar.
O recifense Lenine, autor da canção A ponte, ressalta o papel delas como um meio de “caminhar sobre as águas do momento” – versão pernambucana da máxima latina carpe diem, ou da americana enjoy the day – formas idênticas de expressar o mesmo sentimento em diferentes línguas: aproveite o seu dia.
Uma cidade como esta é, de fato, um convite a fazer conexões de todos os tipos: históricas, imaginárias, culturais e humanas. Recife incita à socialização, ao contato entre as Pessoas. Face a face, à moda antiga. Aqui, conexões reais ainda valem mais do que as virtuais – embora não falte quem queira nos fazer acreditar que o destino da humanidade é interagir através do filtro de computadores. Não no Recife.
Somente contabilizando os turistas que acorreram à cidade no Carnaval de 2008 e de 2007, mais de 1,1 milhão de pessoas provaram da hospitalidade local. E de uma infraestrutura que melhora ano após ano. Para turistas em geral, e pessoas com deficiência, em particular. Na cidade, elas somam 16,02% da população – cerca de 200 mil recifenses. Aos poucos, o conceito de acessibilidade vai abrindo caminho nas políticas públicas. Atualmente, cerca de 50 linhas de ônibus da cidade são adaptadas para o público com deficiência (com igual número de coletivos). É crescente o número de hotéis que reservam quartos com adaptações para esse perfil de turista.
Embora não existam estudos específicos sobre isso, acredita-se que o aumento do turismo internacional e a presença de grandes redes hoteleiras estrangeiras na cidade estejam influenciando a rede local. No Carnaval de 2008, segundo dados da infraero, foram fretados 11 voos diretos da Europa para o Aeroporto dos Guararapes/Gilberto Freyre, vindos de países como a Itália, Portugal e Finlândia. Como a legislação europeia de proteção aos direitos das pessoas com deficiência está adiantada em relação à brasileira – especialmente no que se refere ao turismo –, o alto grau de exigência com a qualidade dos serviços prestados pelo trade turístico é um fator que pesa na escolha desses viajantes, cuja visibilidade vem aumentando a cada temporada.
Em Recife, os turistas estrangeiros têm a impressão de que a cidade foi feita para servir a todos, indistintamente, em que pese haver, como é comum, atrações restritas a bolsos mais abastados. Entretanto, o fato de que as manifestações populares não tenham sido privatizadas é apontado como um diferencial a ser mantido.
Nas celebrações de rua, seja o Carnaval, no fim do verão, ou a Micareta – a festa do momo fora de época –, não existe cobrança de ingresso nem uma hierarquia exata de quem promove a folia e quem se deixa embalar por ela. O artista, na maioria das vezes, é o próprio folião. E as “troças”, formadas por famílias inteiras e amigos, puxam o cordão da alegria na calçada e fora dela.
No dia-a-dia, a praia é o grande fator de aglutinação. Em Recife, Boa Viagem não soa apenas como uma saudação a quem parte, mas sim dá nome à principal delas, localizada no bairro de mesmo nome. Aqui estão situadas também boa parte da rede hoteleira e as maiores atrações da vida noturna. Para muitos turistas, Boa Viagem e Recife são uma coisa só. Mas, por mais que se tenha a sensação de que o bairro, a praia e os points para a balada são suficientes para satisfazer a expectativa dos viajantes, não se deve desperdiçar a oportunidade de investigar outras atrações.
Uma dessas atrações é a Casa de Cultura, que instalou-se onde funcionava a Casa de Detenção do Recife. Dali, em 1964, saiu arrastado pelas ruas, seminu, o líder camponês Gregório Bezerra, depois de torturado pelos militares que tomaram o poder havia poucos meses. Funcionários antigos relatam o calvário do preso e a perplexidade da população que assistiu a seu martírio, recuperando uma prática comum da tradição oral: não estavam lá, mas contam como se eles próprios tivessem visto. Foi onde também o Estado Novo de Getúlio Vargas encarcerou o escritor Graciliano Ramos, depois de 1937, quando o presidente que abriu caminho para industrializar o País cedeu à tentação de governá-lo a ferro e fogo. O prédio, de inestimável valor histórico, tem suas 150 lojas ocupando o espaço que, no passado, foi das celas. Três elevadores semipanorâmicos facilitam a circulação entre os pavimentos e dão acesso ao rico artesanato comercializado no local.
Pernambuco, com Recife à frente, sempre esteve no centro de importantes acontecimentos históricos do Brasil. Frustrada a Inconfidência Mineira, no fim do século XVIII, o estado levou adiante uma tentativa de proclamar-se independente de Portugal, em 1817 – cinco anos antes de D. Pedro I pôr fim à submissão do País, em São Paulo (às márgens do córrego Ipiranga). O recifense Joaquim Nabuco, um dos grandes líderes abolicionistas brasileiros, desafiou os senhores de engenho de cana-de-açúcar angariando apoios na capital pernambucana. Finalmente, em 1848, políticos ligados ao jornal liberal Diário Novo, localizado na Rua da Praia, comandaram a revolta malsucedida que tentou instituir o regime republicano
– batizada de Revolução Praieira.
Relatos como esses são assuntos recorrentes nas visitas ao Recife antigo. Estão presentes no discurso dos guias que orientam os visitantes, em cafés e bares da moda. De certa maneira, eles nos ajudam a entender como esta cidade,
cada vez mais moderna, convive com seu passado sem conflitos, preservando suas edificações seculares e contando, com orgulho, a sua história.
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Olinda
Olinda nasceu no epicentro dos acontecimentos que decidiram o futuro da capitania
de Pernambuco, e do Brasil, há quase 500 anos. Fundada em 1535, foi a sede do governo local até ser incendiada por conquistadores holandeses, que chegaram a disputar este pedaço do que viria a ser o País com os portugueses. Um século depois, retomou a
primazia de ser a capital pernambucana, posição que manteve por quase 200 anos. Somente quinze anos depois da independência, em 1837, é que Recife tornou-se, definitivamente, a sede do governo local. A cidade perdeu o título, mas não a majestade. E de tão pegada que é a Recife, hoje é difícil dizer que, um dia, as duas cidades foram rivais.
As marcas do passado estão em camadas mais evidentes do que o DNA de seus cidadãos. Suas edificações, restauradas e preservadas, aqui se mostram com a frente alta para lembrar ao Brasil moderno que, para seguir em frente, devemos conhecer nosso passado – e, dessa forma, entender por que somos como somos. A Unesco (Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) reconheceu a importância da cidade em 1982, quando a declarou Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade – título que ninguém jamais poderá cassar. As brigas pelo poder viraram história. Hoje, Olinda e Recife são mais do que vizinhas que se dão bem: os bonecos gigantes de seu Carnaval de rua dão o tom das festas populares em Pernambuco. A outrora capital política, hoje é o centro da alegria de todo o estado.
Porto de Galinhas
O suíço Michel Peneveyre escolheu Porto de Galinhas para viver e desenvolver, aqui, um projeto inclusivo de valorização da diversidade e promoção dos direitos das pessoas com defi ciência. Com isso, ele de certa forma ajudou a exorcizar o fantasma da exclusão que pairou na região num passado que devemos recordar para não permitir que, sob novas
formas, se repita: o de um mundo em que seres humanos se julgam com mais direitos do que outros. No período do Brasil Colonial, e mesmo nos primeiros 66 anos de Nação
independente, este pedaço do litoral pernambucano foi uma das portas de entrada dos navios “negreiros”, que traziam homens e mulheres capturados em tribos de diversas regiões da África para trabalhar como escravos na lavoura de cana-de-açúcar. Para anunciar a chegada deles, dizia-se nas fazendas: “Tem galinha no porto”. Trazidos como
bichos nos porões das embarcações, os negros eram vistos como animais que não se diferenciavam nem do gado nem das aves. Nessa época, o que hoje consideramos preconceito era a ordem natural das coisas. Talvez a manutenção do nome da cidade mesmo em tempos melhores, de homens livres e de políticas de afirmação das identidades de cada um, tenha sido uma maneira inconsciente de manter viva essa história – como forma de chamar a atenção de que o preconceito pode nascer de situações aparentemente normais. Para enxergar a sua existência, é preciso definir como parâmetro comum de avaliação das capacidades dos homens a tese de que existem direitos fundamentais inerentes à condição humana. A exclusão assume a sua verdadeira face, sem máscaras, quando se atropelam tais direitos. Por isso, quando estiver em Porto de
Galinhas procure ver que existe nesse lugar algo além da beleza cintilante de suas águas e da brisa revigorante que varre os fins de tarde daqui. A linha do horizonte que se forma atrás das velas içadas das jangadas ensina que o direito universal ao lazer, que construímos hoje, começou a nascer com aqueles homens privados de sua liberdade a apenas 200 anos.
Praia de Boa Viagem
Nos 8 quilômetros da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, arranhacéus contracenam com um mar de águas mornas, coqueiros, áreas de lazer e palhoças que oferecem coco verde e lanches rápidos. O banho só é recomendado nos locais onde há a proteção dos arrecifes, quando a maré está baixa. Em 2008, a orla passou por uma reforma, quando o calçamento de pedras portuguesas foi substituído por concreto intertravado, o que facilitou o deslocamento de cadeirantes. O acesso ideal ao calçadão se dá através das faixas de pedestres. Alguns semáforos têm aviso sonoro. Na orla, há
seis banheiros adaptados.
Forte das Cinco Pontas/ Museu da Cidade do Recife
Projetado e construído por holandeses, para assegurar seu domínio sobre a então Ilha de Antônio Vaz, o forte ganhou esse nome por causa de sua estratégica forma pentagonal. Alguns séculos e reformas depois, a construção abriga, desde 1982, o Museu da Cidade do Recife, que reúne em seu acervo objetos e mapas do século XVIII, além de contar com exposições itinerantes de arte. Sem banheiros adaptados e cheio de escadas, o museu só tem parte de seu acervo disponível para visitação de pessoas com deficiência. No local, há guias para os visitantes. Estacionamento gratuito. 3ª a 6ª, 9h às 17h;
sábado e domingo, 13h às 17h. Cais das Cinco Pontas, s/n, São José, Telefone: (81) 3232-2812.
Bairro do Recife
Parque da escultura Formado nas redondezas do Porto do Recife, o bairro é dos mais antigos da cidade. Guarda em suas ruas de paralelepípedo histórias de batalhas, mascates e até de alcova. Com algumas rampas de acesso e banheiros públicos adaptados,
o bairro conta com atrativos imperdíveis, como a Praça do Marco Zero, com rosácea desenhada no piso pelo pintor Cícero Dias, a Torre Malakoff, construída entre 1853 e 1855, e a sinagoga Kahal Sur Israel, a primeira erguida pelos judeus nas Américas. Há, ainda, restaurantes e bares. Mas também obstáculos para pessoas com deficiência. Os atrativos têm escadas e as calçadas são de pedra portuguesa. O Posto de informações turísticas do Bairro do Recife funciona das 8h30 às 21h, ao lado da Praça do Arsenal.
Telefone: (81) 3232-2942.
Instituto Ricardo Brennand
Fincado em plena reserva de Mata Atlântica, no bairro da Várzea, o Instituto Ricardo
Brennand ergue-se como um dos principais guardiões da arte e da cultura do País, em especial do Brasil Holandês (1624 a 1661). O complexo é formado por três edifi cações em estilo medieval gótico. No Castelo São João está uma coleção de armaria com cerca de 3 mil peças, dos séculos XVI ao XXI. Destaque para o acervo de armaduras. Já a Biblioteca guarda 20 mil volumes, incluindo seção de cartografia e gravuras. Espaço mais acessível a pessoas com deficiência, a Pinacoteca reúne a maior coleção particular brasileira de obras de Frans Post. Conta, ainda, com uma sala de bonecos de cera, café
e loja de suvenir. Há visitas guiadas gratuitas a cada hora e catálogos em Braille,
bem como dois banheiros adaptados e uma cadeira de rodas para empréstimo. Ingresso especial para estudantes e pessoas acima de 60 anos. Estacionamento amplo e gratuito. Inaugurado em 2002. Mais informações no site www.institutoricardobrennand.org.br 3ª a domingo, 13h às 17h. Al. Antônio Brennand, s/n, Várzea (a 20 minutos do Centro), Telefone: (81) 2121-0352 / 2121-0365.
Museu do Homem do Nordeste
Criado em 1979 e reinaugurado no fim de 2008, o Museu do Homem do Nordeste propõe uma refl exão sobre a identidade de um povo exposto às mais diversas infl uências ao longo dos séculos. Para tanto, une, entre suas 15 mil peças, desde instrumentos usados pelos escravos nos engenhos de açúcar a elementos da indústria cultural e artesanato indígena. A modernização do museu incluiu novos recursos multimídia, como vídeos, trilha sonora e fotografias. O espaço ainda conta com loja-café. Só não entrou no projeto um novo banheiro, devidamente adaptado. A última etapa será inaugurada em 2009, no segundo andar, com elevador. Fica a sugestão. Entrada franca. Estacionamento interno
para pessoas com defi ciência. 2ª a 6ª, 8h30 às 17h; sábado e domingo, 13h às 17h.
Av. 17 de agosto, 2187, Casa Forte, Telefone: (81) 3073-6363.
Casa de Cultura
Antiga Casa de Detenção do Recife, a Casa da Cultura ostenta, desde 1976, o título de templo do artesanato pernambucano. As celas, que serviram de cárcere para presos políticos como o líder camponês Gregório Bezerra, em 1964, e o escritor Graciliano Ramos, durante a ditadura Vargas, hoje abrigam 150 lojas – que comercializam peças de todo o estado, além de livrarias, lanchonetes e restaurantes. Apenas uma, no Raio Leste, permanece como foi deixada pelos detentos. O melhor acesso de carro é pelos portões 1 e 2. A passagem mais adequada para a área interna fica ao lado do portão principal do Raio Sul. Há banheiros adaptados no Raio Leste e elevador para os pisos superiores, sem
indicação em Braille. Entrada franca. Estacionamento sem manobrista 2ª a 6ª, 9h às 19h; sábado, 9h às 18h; domingo, 9h às 14h. R. Floriano Peixoto, s/n, São José, Telefone: (81) 3224-0557/ 4017.
Catamaran
Para conhecer o Recife de dentro de seu principal cartão-postal, só de bar co. Do bar Catamaran, saem todos os dias embarcações com capacidade para 100 pessoas, que percorrem parte do Rio Capibaribe e cruzam com algumas das pontes que melhor traduzem a paisagem recifense. No passeio, que dura uma hora e dez minutos, cinco delas são vistas de pertinho. O bar e a embarcação oferecem acesso para cadeirantes, mas não dispõem de banheiro adaptado. O passeio deve ser agendado com um dia de antecedência. Diariamente, 16h, 17h30 e 20h. Cais das Cinco Pontas, s/nº, São José. Telefone: (81) 3424-2845.
Pátio de São Pedro
Eis um atrativo que vale por dez na capital pernambucana. No pátio da belíssima igreja de São Pedro dos Clérigos, construída entre 1728 e 1759, opção de equipamento turístico para visitar é o que não falta. No local, funcionam a Casa do Carnaval, o Memorial Luiz Gonzaga, o Museu de Arte Popular, o Mamam no Pátio, o Centro de Formação em Artes Visuais (Cefav), o Centro de Design, além de bares e restaurantes. Rampas de acesso do pátio para as calçadas de pedra portuguesa facilitam a entrada autônoma de cadeirantes. 2ª a 6ª, das 9h às 17h (equipamentos); 2ª a 5ª, 10h às 22h30 (bares e restaurantes); 6ª e sábado, 10h até o último cliente. Telefone: (81) 3232-2858 (Cefav); Telefone: (81) 3224-1103 (Casa do Carnaval); Telefone: (81) 3224-1482 (Mamam no Pátio); Telefone: (81) 3232-2803 (Museu de Arte Popular); Telefone: (81) 3232-2965 (Memorial Luiz Gonzaga).
Oficina Brennand
Das ruínas da velha Cerâmica São João da Várzea nasceu, em 1971, um conjunto arquitetônico monumental, misto de oficina e santuário que conta a história e reúne o acervo do artista pernambucano Francisco Brennand. Místico e ao mesmo tempo dinâmico, o lugar é cercado por jardins onde se encontram em exposição permanente mais de 2 mil peças de grande e médio portes, entre murais, painéis e esculturas. Há também uma galeria (espaço Academia) com cerca de 300 desenhos e pinturas de Brennand, além de uma loja-café, com uma boa mostra da culinária nordestina contemporânea e onde é possível adquirir suvenires e obras do artista. O acesso à Oficina se dá por uma estrada de barro e a visita dura, em média, uma hora e meia. É preciso agendar o serviço de guia (gratuito), mas há monitores em todos os espaços. Num dia de sorte, o próprio Brennand pode ser o anfitrião do passeio. Embora haja rampas de madeira entre os salões e um banheiro com alguma adaptação, o ideal é que cadeirantes vão ao local acompanhado. Meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos. Estacionamento amplo e gratuito. Mais informações no site da Oficina, www.brennand.com.br. 2ª a 6ª, 8h às 17h. Propriedade Santos Cosme e Damião, s/n, Várzea (a 30 minutos do Centro), Telefone: (81) 3271-2466.
Shopping Paço Alfândega
Instalado às margens do Rio Capibaribe, o shopping é diferenciado pela proposta, decoração, inspirada em desenhos do escritor Ariano Suassuna, e pela história do prédio onde funciona desde 2003. Datada de 1732, a construção já abrigou um convento e, mais tarde, a alfândega do Porto do Recife, quando este era o mais movimentado das Américas. Devidamente munido de banheiros acessíveis e elevadores (com sinalização em Braille), o shopping tem quatro pisos, nos quais estão distribuídas lojas e lanchonetes. No piso superior, o terraço com bela vista panorâmica do Bairro do Recife é a principal
atração. Para fotografar, escolha o começo do dia ou o fim de tarde, quando a luz
produz menos sombras. Estacionamento sem manobrista, com vagas demarcadas para condutores com deficiência. 2ª a sábado, 10h às 22h; domingos e feriados, 12h às 20h. R. Alfândega, 35, Bairro do Recife, Telefone: (81) 3424-1400.
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Bar da Praia
Mais novo endereço da badalação litorânea, o Bar da Praia fi ca quase na areia de Boa Viagem. Como não poderia deixar de ser, o cardápio é especializado em frutos do mar. Destaque para o casquinho de siri e para as ostras. Outra boa pedida é o coroa do avião (peixe inteiro recheado com farofa de camarão – que serve duas pessoas). De terça a sexta, há pratos executivos a preços em conta. Apesar de contar com rampa (na entrada de trás) e banheiro adaptado, a disposição das mesas, apertada, não deixa muito espaço
para circulação de cadeirantes. Serviço de manobrista. Inaugurado em 2008. 3ª a domingo, 11h30 às 23h; 2ª, 17h às 23h. Av. Boa Viagem 760, Boa Viagem, Telefone: (81) 3326-8403 / 3466-4429.
Gio Pizzeria D.O.C. & Grill
Ao lado do Shopping Center Recife, o espaço dispõe de dois salões internos climatizados e um externo, para fumantes, todos com boa circulação para cadeirantes. Apenas no banheiro o espaço para manobrar a cadeira de rodas poderia ser maior. O cardápio se adapta a todos os gostos. O rodízio portenho é servido diariamente, no almoço e no jantar. Já o rodízio de pizza apenas é servido à noite, de segunda a quinta. Aos sábados, há a opção de bufê de feijoada, ao som de samba. Em qualquer horário, o cliente ainda pode escolher o menu à la carte. Destaque para o bife de tira e para as caipifrutas – versões diversificadas da tradicional caipirinha de limão. Estacionamento com Manobrista. Inaugurado em 2003. Diariamente, a partir das 11h30 (almoço) e 18h (jantar). R. Fernando Simões Barbosa,170, Boa Viagem, Telefone: (81) 3325-5588.
Guaiamum gigante
Com crustáceo até no nome, o bar tem variado e saboroso cardápio de frutos do mar. Entre as opções que se destacam, a ostra gigante, o casquinho de siri e a carangueijada, para comer de pata em pata. Com rampa de acesso e banheiros adaptados, a casa tem jeitão de bar na beira da praia, mas o cardápio diversificado foi feito para agradar até quem nunca botou o pé na areia. Serviço de manobrista. Inaugurado em 1993. 2ª a 5ª, a partir das 18h; 5ª a sábado, a partir das 12h; domingo, a partir das 12h (só almoço). R. Doutor José de Góes, 299, Parnamirim, Telefone: (81) 3441-1509.
Nakumbuka
Meio brasileiro, meio oriental, o bar tem cardápio diversifi cado assinado pelos chefs e sócios Arnaldo Motta e Alexandre Faeirstein. As atrações principais são o hambúrguer de picanha e o shakamaki, enrolado de salmão com cream cheese e recheio de camarão empanado. A decoração chama a atenção pelo uso de material de demolição e objetos de ferro velho. Há rampa lateral de acesso e banheiro adaptado para cadeirantes. Aberto em 2008. Serviço de manobrista. 2ª a 4ª, 18h a 0h; 5ª, 18h à 1h30; 6ª a domingo, 18h até o último cliente. Sábado e domingo, abre para almoço às 12h. R. Sebastião Alves, 45,
Parnamirim, Telefone: (81) 3441-4543.
Portal do Derby Bar e Restaurante
O menu é dos mais ecléticos. A culinária japonesa convive sem constrangimentos com a chinesa, os frutos do mar e as carnes. Tudo servido com capricho nos três ambientes da casa – a área externa, o salão climatizado e o salão coberto
– este o mais acessível. No almoço, o restaurante conta com bufê O happy hour e a badalação noturna são sempre ao som de música ao vivo. Inaugurado em 2003. Serviço de manobrista. Diariamente, a partir das 12h. Fechado 2ª à noite. R. Clemente Pereira, s/nº, Derby, Telefone: (81) 3421-4848.
Parraxaxá
Regional da decoração ao cardápio, o restaurante não poderia ter sotaque pernambucano mais carregado. Self-service, a casa tem sempre galinha guisada, bode, carne-de-sol, munguzá, canjica, tapioca, bolo-de-rolo e cartola à vontade. Inaugurado há oito anos, oferece banheiro adaptado para cadeirante (com barras), além de rampas de acesso.
Sábado e domingo, 6h às 10h30 (caféda-manhã); diariamente, 11h30 às 16h30 (almoço); domingo a 5ª, 17h30 às 22h ; 6ª e sábado, 17h30 às 23h (jantar). Rua Baltazar Pereira, 32, Boa Viagem, Telefone: (81) 3463-7874.
Entre Amigos O Bode
Os pratos e temperos típicos da rica gastronomia nordestina compõem o menu deste bar e restaurante. Com capacidade para 500 pessoas, a casa possui três salões (dois climatizados e um coberto ao ar livre). Só o do 1º andar não dá acesso a cadeirantes. Os banheiros são adaptados. Entre os quitutes, o pernil baby para petisco é o carro-chefe, acompanhado pelo bode colchão (para três pessoas), e pela picanha argentina (idem). Aos sábados, é servido bufê de feijoada. Solicita a hóspedes cegos que os cães-guias se-jam acomodados no salão externo durante a refeicão, a fim de não prejudicar a circulação dos demais cleintes. Possui dois cardápios em Braille. De terça a domingo, há música ao vivo a partir das 20h no salão interno. Inaugurado em 2003. Diariamente, 11h até o último cliente. Rua da Hora, 695, Espinheiro, Telefone: (81) 3222-6705.
Spettus
O rodízio de frutos do mar é a especialidade da casa, que prima pelo requinte, com fachada toda em vidro. Consumida por 10 entre 10 clientes, a lagosta grelhada na manteiga fez a fama do restaurante. Mas a variedade de saladas e a seleção de queijos e carnes nobres também têm seus fãs. Para acompanhar, uma variada carta de vinhos, composta por 400 rótulos, está disponível. Perfeito para combinar com a música que sai do piano. O amplo espaço do salão principal facilita o deslocamento, assim como
o acesso ao banheiro adaptado. Mas a altura do balcão onde o buffet é exposto não permite que o cadeirante se sirva sozinho. Será preciso contar com a ajuda dos garçons, sempre atentos e solícitos. De segunda a quinta, o custo é de R$ 59 e de sexta a domingo, de R$ 62, à parte bebidas e sobremesas. Av. Domingos Ferreira ,1500E, Boa Viagem, Telefone: (81) 3326-3070. Inaugurado em 2007. Funciona diariamente, a partir das 11h30. Manobrista por R$ 6. Cartões: todos.
Villa
Decoração sóbria, boa música e cozinha que privilegia ingredientes da estação são apenas alguns dos muitos atributos da casa comandada pelo jovem chef Joca Pontes. Outro é a rampa de acesso lateral. Mas os banheiros não são adaptados (faltam barras de apoio), embora haja bom espaço para manobrar a cadeira de rodas. Instalado numa casa dos anos 40, o restaurante expõe obras de artistas plásticos locais. Entre as estrelas do cardápio, está o camarão flambado no conhaque ao creme de ervas e palmito. Inaugurado em 2007. Conta com serviço de manobrista. 2ª a sábado, 12h às 15h; domingo, 12h às 16h (almoço); 2ª a 5ª, até às 23h30; 6ª e sábado, até 1h (jantar).
Rua da Hora, 330, Espinheiro, Telefone: (81) 3426-2902.
Wiella Bistrô
Localizado no meio de um shopping de decoração, é uma beleza de restaurante. De culinária internacional, a elegante casa traz utensílios de cozinha e fotos como decoração. Entre as boas opções de pratos, o camarão sautê com risoto de açafrão ao molho ementhal se destaca. Possui banheiro adaptado, com barras, pia e espelho baixos. A globalizadíssima carta de vinhos é uma atração à parte. Inaugurado em 2003.
2ª a 5ª, 12h às 23h30; 6ª e sábado, 12h à 0h30; domingo, 12h às 17h. Av. Domingos Ferreira, 1274, Boa Viagem, Telefone: (81) 3463-3108.
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Best Western Manibu
Quartos adaptados, cadeira de rodas à disposição dos hóspedes e sinalização em Braille nos elevadores. A acessibilidade, definitivamente, está na pauta de prioridades deste hotel. Quatro estrelas, o Best Western fica a duas quadras da praia de Boa Viagem e na frente de um supermercado. Tem TV a cabo e ar-condicionado nos quartos e oferece, ainda, conexão sem fio à Internet em qualquer lugar do hotel. Conta, ainda, com piscina, dois bares, room service 24 horas e 10 salões para eventos. Tem 150 aptos (2 adaptados) e restaurante. Inaugurado em 1994. Diária com café-da-manhã. Av. Conselheiro Aguiar, 919, Boa Viagem, Telefone: (81) 3084-2807. www.hotelmanibu.com.br
Canarius Palace Hotel
Com apartamentos de 25 metros quadrados, em média, o hotel tem 5 suítes acessíveis e está em obras para adaptar mais 10. Espelho e pia são rebaixados no banheiro (o único incoveniente é um pequeno batente no box). Perto da piscina, há mais 1 banheiro com adaptações. Localizado a apenas 20 metros da praia de Boa Viagem e 5 minutos do aeroporto, o hotel dispõe também de conexão sem fio à Internet, room service 24h, cabeleireiro e loja de suvenires. 140 aptos (5 adaptados), restaurante. Inaugurado em 1997. Café-da-manhã incluído na diária. R.dos Navegantes, 435, Boa Viagem, Telefone: (81) 3465-1532. www.hotelcanarius.com.br
Holiday Inn Recife
A duas quadras da praia de Boa Viagem, o hotel tem quarto adaptado desde a Inauguração. Nele, além do banheiro com barras no box e no vaso, espelho e pia Rebaixados, o cofre, o espelho do quarto e até o cabideiro são mais baixos para o cadeirante. Há ainda porta de comunicação com o quarto vizinho. No lobby, mais acessibilidade: há rampas, telefone e banheiro adaptados. O hotel tem piscina, room service 24h e sala de ginástica. 128 aptos (1 adaptado), restaurante. Inaugurado em 1998. Café-da-manhã incluído na diária. Av. Engenheiro Domingos Ferreira, 3067, Boa Viagem, Telefone: (81) 2122-3909 e 0800 77 01 577. www.hinnbrasil.com.br
Marante Plaza Hotel
O Marante Plaza Hotel une conforto e preço em conta num quatro estrelas em plena beira-mar. Os três elevadores têm botões com sinalização em Braille e aviso sonoro, mas não chegam à área de lazer, na cobertura. Para ir à piscina, sauna e sala de ginástica, é preciso vencer dois lances de escadas. O hotel costuma receber cães-guias e tem cadeira de rodas e assento sanitário adaptado para empréstimo. Há dois computadores para acesso gratuito à Internet, no lobby. Serviço de quarto 24 horas. 121 aptos (1 adaptado). Inaugurado em 1999. Av. Boa Viagem, 1.070, 1º Jardim, Boa Viagem, Telefone: (81) 3465-1070 / 34651169. www.marante.com.br
Hotel Atlante Plaza
À beira-mar da Praia de Boa Viagem, o Altante Plaza é um dos cinco estrelas mais sofisticados da Zona Sul. Decorado com vidros azuis, possui três elevadores panorâmicos, com vista para as piscinas naturais. Há rampas e banheiros adaptados nas áreas comuns. Quatro funcionários surdos são alfabetizados em Libras (a Língua Brasileira de Sinais) – ainda uma raridade na hotelaria brasileira. O hotel disponibiliza, ainda, uma cadeira de rodas e uma de banho para empréstimo. Um lance de escada, no entanto, impede que tire nota 10 no quesito acessibilidade, separando o cadeirante do 15º andar, onde estão os equipamentos de lazer (piscina, sauna, academia, salão de beleza e sala de jogos). O serviço de quarto funciona 24 horas. 241 apartamentos (2 acessíveis), restaurante. Inaugurado em 1995. Av. Boa Viagem, 5.426, Boa Viagem, Telefone: (81) 3302-3333 / 3302-4446. www.atlanteplaza.com.br
Park Hotel
De frente para a feirinha de artesanato de Boa Viagem e com vista para o mar,
o hotel tem localização para lá de estratégica. E, ainda, boa acessibilidade. Há 2 apartamentos adaptados, com portas mais largas, barras no vaso e no box, espelho e pia mais baixos. O hotel dispõe, ainda, de piscina, bar, serviço de quarto 24 horas e salões para eventos. Para hóspedes com deficiência motora ou idosos, o Park Hotel disponibiliza também cadeira de rodas. 193 aptos (2 acessíveis), restaurante, café-da-manhã incluído na diária. Inaugurado em 1994. R. dos Navegantes, 9, Boa Viagem, Telefone: (81) 2121-5101. www.park.com.br
Recife Palace Hotel
Localizado em um dos pontos mais badalados da Praia de Boa Viagem, o Recife Palace Hotel abriga um spa urbano, o Di Olivier. Mas só a sala de massagem ayuvérdica possibilita o atendimento de cadeirantes. Em compensação, o apartamento atende a vários requisitos de acessibilidade. Além de amplo, tem olho mágico, escrivaninha e pia rebaixados, espelho inclinado e TV e ar-condicionado com controle remoto. A porta do banheiro abre para fora. Dentro, há espaço suficiente para manobrar a cadeira de rodas e o vaso sanitário conta com barras de apoio, assim como a área de banho, protegida apenas por cortina. Estão disponíveis, ainda, canais de TV a cabo, Internet sem fio e sala de ginástica. 295 apartamentos (1 acessível), restaurante. Inaugurado em 1985.
Av. Boa Viagem, 4070, Boa Viagem, Telefone: 0800 702 8383. www.lucsimhoteis.com.br
Recife Praia Hotel
O Recife Praia Hotel é o três estrelas com a maior quantidade de suítes adaptadas da cidade. São 7 apartamentos duplos, todos com vista para o mar e amplo espaço interno. Localizado na Praia do Pina, a 5 minutos do Centro, o hotel dispõe de sete salões de convenções e business center com acesso à Internet. Apesar de dizer-se também habituado com cães-guias, o balcão da recepção não é rebaixado nem os botões dos três elevadores estão sinalizados leitura em Braille. Nesse sentido, a acessibilidade pode avançar. 210 apartamentos (7 acessíveis), divididos em standard (para até quatro pessoas), executivo e suíte. Inaugurado em 1998 (antes era arrendado à rede Othon).
Av. Boa Viagem, 9, Praia do Pina, Telefone: (81) 2122-1100. www.recifepraiahotel.com.br
Shelton Inn
Uma ótima opção para quem quiser ficar literalmente de frente para o mar, já que o hotel está localizado a poucos, aliás, pouquíssimos passos da praia de Piedade, em Jaboatão de Guararapes, na Grande Recife (a apenas 15 quilômetros do Centro). Os 2 quartos adaptados são amplos, com barras de apoio no box e vaso sanitário. No lobby, há rampas de acesso para a rua, para a piscina e também para a praia. O hotel dispõe, ainda, de bar, serviço de quarto 24 horas e três salões para eventos com capacidade para receber até 100 pessoas cada um. Possui 112 apartamentos (2 acessíveis) e restaurante. Inaugurado em 1995, está estrategicamente situado: igualmente próximo da praia de Boa Viagem, do Shopping Guararapes e do Aeroporto Internacional de de Guararapes Gilberto Freyre. Av. Bernardo Vieira de Melo, 694, Piedade, Telefone: (81) 2123-4343. www.sheltoninn.com.br
Mar Hotel
Localizado a apenas 3 quilômetros do Aeroporto dos Guararapes / Gilberto Freyre, onde mantém sala VIP, o Mar Hotel é um dos mais antigos do Recife. Fundado em 1969, passou por ampla reforma em 1987. Agora, se prepara para nova ampliação. Os três elevadores que servem os andares, possuem aviso sonoro – embora não tenham indicação em Braille. Os corredores são bem sinalizados e iluminados. Não há fatores que restrinjam a circulação de cadeirantes, mesmo na área da piscina – à exceção da sauna, quadra de tênis e salão de beleza. Salas de convenções modulares abrigam até 2 mil pessoas em eventos. É possível acessar a Internet em banda larga nos apartamentos
(cabo) e também no lobby (sem fio). O estacionamento, com manobrista, possui quatro vagas reservadas para pessoas com deficiência. Ao todo, conta com 207 aptos (1 acessível) e restaurante. Inaugurado em 1969. Rua Barão de Souza Leão, 451, Telefone: (81) 3302-4446 / 4445. www.marhotel.com.br
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ESFORÇO RECOMPENSADO - Suely Guimarães, 50 anos, atleta
A atleta paraolímpica pernambucana Suely Guimarães teve as pernas amputadas
aos 7 anos, em consequência de um atropelamento. Precursora da prática paradesportiva no Norte e Nordeste, coleciona conquistas em arremesso de peso e lançamento de disco e de dardo. “Para pessoas com defi ciência, o lazer vem sempre acompanhado de constrangimento. As cidades não estão adaptadas. Já viajei muito, para participar de campeonatos, e sempre passo por algum aperto. Nos restaurantes, faltam banheiros para cadeirantes e falta até espaço para circularmos entre as mesas. Nos hotéis, é difícil um quarto acessível. Mas tenho a vantagem de ser atleta, ter muita força nos braços e me
livrar com mais facilidade dos muitos obstáculos impostos para cadeirantes. E sei dos meus direitos. Várias vezes, já exigi que o hotel onde estava hospedada comprasse nem que fosse uma cadeira de plástico para eu tomar banho. O pior é que isso não acontece só no Brasil. Já estive em vários países, onde a acessibilidade dos equipamentos turísticos também era pouca. Em contrapartida, já visitei cidades como Belo Horizonte, onde
me senti muito respeitada. Até no meio da rua há menos obstáculos. Acho que em todo canto do mundo a tendência é que pessoas com defi ciência comecem a ser tratadas com mais dignidade.”
ARREGAÇAR AS MANGAS - Michel Peneveyre, 47 anos, quiroprático
“Cheguei ao Brasil, pela primeira vez, em 1992, de férias. Fiquei um mês. Voltei em 1993, passando seis meses por ano durante os oito anos seguintes. Então, decidi me mudar de vez”, conta o suíço Michel Peneveyre. Tetraplégico, ele preside a Associação
Rodas da Liberdade, que se tornou uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) em 2007. “Fazemos trabalho social com pessoas com deficiência”, explica. Peneveyre pratica Reiki, uma arte de cura com as mãos, além de atividades esportivas. Para ele, no momento está havendo uma tomada de consciência em relação
à acessibilidade em Pernambuco. “E ela está se desenvolvendo de forma notável,
principalmente com o projeto Porto de Galinhas, Vila Universal para Todos.”
A iniciativa é levada a cabo pela OSCIP em conjunto com o governo do estado
e a prefeitura de Ipojuca. “Sei também que, em Olinda, a arquiteta Angela Carneiro fez um trabalho muito bom de acessibilidade”, conta. Ele acredita que Porto de Galinhas,
Maracaipe e Olinda poderão se tornar pontos de referência em relação ao turismo adaptado, estimuladas por atividades recreativas como passeios de jangada, de buggy, de caiaque, a cavalo, mergulho e esqui aquático. “O que não falta, são boas ideias”, diz.
Ele, que viajou o mundo, elogia os avanços no Brasil. “Os Estados Unidos, a Austrália e países da Europa estão à frente em acessibilidade. O importante é que o Brasil deu passos concretos para avançar nesse quesito.”
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