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BAHIA DE TODAS AS CORES
A capital mais negra do País mistura culturas num caldeirão de alegria
Terceira maior cidade do País, com 2,7 milhões de habitantes, e com cerca de 80% de sua população formada por negros (pretos e pardos), Salvador é praticamente um pedaço da África encravado no Brasil. Não é preciso caminhar muito para perceber que a miscigenação e o sincretismo conquistaram o cotidiano, o dia-a-dia das ruas, com uma
intensidade e uma abrangência que não se encontra em nenhuma outra região brasileira. O culto aos santos católicos convive harmonicamente com a devoção às suas contrapartes do candomblé – mais até, se completam. Por suas praças de arquitetura colonial, onde há pouco mais de um século escravos ainda eram castigados em público, para servir de exemplo, hoje capoeiristas se exibem ao som do berimbau, rodeados por turistas de todas as cores, câmera digital em punho e um sorriso de admiração no rosto. Outra herança africana, a culinária é um motivo a mais de regozijo. Moqueca, bobó, acarajé, vatapá... A comida baiana é farta, suntuosa, às vezes pesada, mas plena de aroma e sabor. Se o clichê caldeirão cultural se aplica à cidade, o caldeirão Soteropolitano recende, inequivocamente, a azeite de dendê.
De maneira curiosa, a fusão de raças marca a história de Salvador desde o começo, antes até de sua fundação. Não ha-via negros ainda, mas o primeiro homem branco a viver no Brasil foi o primeiro a se envolver numa relação inter-racial.Por volta de 1509, uma embarcação francesa naufragou na Baía de Todos os Santos, junto à foz do Rio Vermelho, e os sobreviventes foram devorados pelos índios tupinambás, num grande banquete antropofágico.Apenas um foi poupado, o português Diogo Álvares Correia. Ele ganhou a simpatia da tribo, a mão da índia Paraguaçu, filha do cacique Itaparica, e um novo nome: Caramuru. Quarenta anos mais tarde, com uma penca de filhos mestiços e totalmente aclimatado ao seu lar adotivo, Caramuru seria o anfitrião de Tomé de Souza, que foi nomeado governador-geral do Brasil. Ele veio com uma comitiva de 1.000 homens (militares, degredados e os primeiros padres jesuítas, chefiados por Manuel da Nóbrega) para fundar uma cidade-fortaleza, sob ordens do rei Dom João III.
Em 29 de março de 1549, nascia a primeira capital brasileira – São Salvador da Bahia de Todos os Santos. No dia exato em que Salvador completou sua primeira década de vida, 29 de março de 1559, o rei Dom Sebastião (sucessor de Dom João III, que falecera em 1557) expediu um alvará autorizando a importação de mão-de-obra escrava da África para trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar, que já era a mais lucrativa atividade econômica da colônia. Cada senhor de engenho podia adquirir até 120 “peças” (esse era o termo usado para designar os escravos). À Bahia, que viria a ser uma das principais províncias exportadoras de açúcar, em breve chegariam enormes carregamentos de peças – que, se não duravam muito, por outro lado eram de fácil reposição. Como moeda de troca, usava-se o fumo, outro artigo produzido em larga escala no Recôncavo Baiano.
Salvador se tornou o maior porto de entrada de escravos do País (suplantado mais tarde pelo Rio de Janeiro, que passaria a ser a capital, em 1763); mas ao contrário de Pernambuco e do Rio, onde chegavam, principalmente, negros bantos, vindos do Congo, de Angola e Moçambique, a Bahia recebia escravos dos povos sudaneses: iorubás (ou nagôs), jejes, hauçás, o que explica as particularidades da cultura afro-baiana. Em 1835, o Brasil já se tornara independente, mas dos então 65 mil soteropolitanos, metade era formada por escravos. Desses, 63% nascidos na África, trazidos à força da Nigéria, Togo, Gana, Daomé (hoje, Benin), cada um deles carregando, fresca na memória, a sua bagagem cultural – a única que lhes era permitida. Bagagem que se revelaria mais resistente do que a escravidão, abolida em 1888, após mais de trezentos anos. Entre as vozes mais notáveis que se elevaram contra ela estava a de um baiano: Castro Alves, poeta, autor de poemas panfletários como Navio Negreiro (1869), que declamava em público.
As marcas do passado estão nos nomes de ruas e logradouros. Basta lembrar que pelourinho designava o poste em que se prendiam os escravos, para submetê-los ao chicote ou à chibata. Mas a cidade que reúne o maior contingente de afro-descendentes do mundo (fora da África, claro) aprendeu a curar suas feridas incorporando a cultura negra de peito aberto. Pelourinho, ou simples-mente Pelô, hoje é sinônimo do Centro Histórico de Salvador, tombado em 1985 pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Em um emaranhado de ruas de paralelepípedo na Cidade Alta, espalhamse casarões coloniais e igrejas barrocas – como a de São Francisco, considerada a mais rica do Brasil, com estimados 800 quilos de ouro folheando as talhas. Turistas perambulam num vaivém incessante, atraídos pelo colorido das fachadas, ou pelo perfume do acarajé da baiana, ou eventualmente, pelo baticum do Olodum. De desagradável, apenas o assédio de ambulantes que insistem em amarrar fitinhas do Senhor do Bonfim no pulso dos viajantes para empurrar algum outro produto ou pedir dinheiro. Mas nada que estrague o passeio.
Apelidada “Capital da Alegria”, Salvador faz mais jus à alcunha durante o Carnaval, quando o Brasil inteiro parece ser um pedaço da Bahia. Nos seis dias de festa (começa na quinta-feira), centenas de milhares de pessoas vão às ruas atrás do trio elétrico – uma invenção legitimamente baiana. São três circuitos oficiais: Batatinha (centro histórico), Osmar (Campo Grande-Avenida) e Dodô (Barra-Ondina); nesse último, blocos capitaneados por Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Daniela Mercury, Carlinhos Brown e Chiclete com Banana, entre outros, desfilam pela orla, arrastando a multidão. Porém, o preço alto do abadá (o blusão que dá o direito a brincar dentro das cordas do bloco) e o valor ainda mais alto dos camarotes – que, instalados ao longo dos circuitos, oferecem bufê e serviço de bar – tiram um pouco da democracia da brincadeira. Aos que não podem pagar, resta acompanhar de fora: são os chamados “foli-ões-pipoca”, que pulam espremidos no meio do povão.
Para o público com deficiência, Salvador é uma cidade complicada de circular – mesmo fora do Carnaval. As calçadas (e principalmente quem trafega sobre elas) sofrem com os buracos e a falta de rampas e de padronização. A própria topografia da cidade, cheia de ladeiras, impõe-se como um obstáculo a mais. Nos últimos anos, porém, algumas novidades surgiram em socorro de pessoas com dificuldade de locomoção. No Pelourinho, área onde o tráfego de veículos é limitado, carrinhos elétricos funcionam durante o dia para levar passageiros em passeios pelo Centro Histórico. De acordo com informações da prefeitura, a cidade conta com 313 ônibus adaptados para passageiros com deficiência (o equivalente a 13% da frota). Destes, 20 foram entregues em setembro de 2008, pela empresa Expresso Vitória, e têm elevador de acesso, dois lugares para cadeirantes, banco para pessoas obesas e espaço para cão-guia. Há planos de construção de uma linha de metrô.
“A parte histórica da cidade é carente de adaptações, o que torna conhecê-la um desafio para as pessoas com deficiência”, diz o administrador de empresas Manoel Pinheiro, o Nell. O Pelourinho, um dos lugares mais visitados pelos viajantes, entre elas. Para ele, Salvador está defasada em relação aos avanços em acessibilidade de outras capitais. “É verdade que a topografi a da cidade exige mais investimentos, mas esse é o papel do poder público.” Nos últimos anos, a capital baiana aumentou a frota de ônibus adaptados, favorecendo a população com defi ciência. “O que também é bom para o turista”, avalia. Nell está certo. Uma boa maneira de conhecer uma cidade é misturando-se a seu povo. Nesse sentido, o transporte coletivo permite boas experiências. O acesso às praias ainda está longe do ideal. “É preciso instalar rampas ligando o calçadão à areia. Como, em geral, ele está num nível mais alto, é impossível descer, ou subir, sem ajuda.”
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Praia do Forte
“Preservar é preciso”. Este poderia ser o lema da Praia do Forte. A 80 quilômetros de Salvador, e apenas 50 quilômetros do Aeroporto Luis Eduardo Magalhães, esta antiga vila de pescadores (distrito de Mata de São João), com suas praias cristalinas e piscinas naturais de água azul-turquesa, é um exemplo de sucesso da simbiose entre turismo de luxo e preocupação socioecológica. Desde que Klaus Peters, um paulista de nome germânico, inaugurou o Praia do Forte Ecoresort, primeira (e pioneira) opção de hospedagem local, em 1985, várias outras pousadas – e mais alguns resorts – surgiram, todas alinhadas com a palavra de ordem da preservação. Assim, o que poderia ter se transformado em um balneário barulhento, sujo e superpovoado, hoje ainda mantém o ar de lugarejo rústico, mas com rede elétrica subterrânea e tratamento sanitário, uma infraestrutura de dar inveja a muita cidade grande. Desde o princípio, algumas diretrizes básicas foram estabelecidas pela Fundação Garcia D’Ávila, fundada também por Peters. Por exemplo, as construções não podem ultrapassar os 10 metros (a altura de um coqueiro); e para cada coqueiro abatido durante a obra, é preciso plantar outros quatro.
Em vez de afastar os moradores nativos, realizou-se um trabalho de conscientização e capacitação da comunidade. Hoje, ninguém mais corta lenha à toa, ou come ovos de tartaruga. E hotéis como o Ecoresort (vendido em 2006 para um grupo português) empregam até 70% de mão de obra-local.
Além da estrutura hoteleira (os resorts e as principais pousadas têm apartamentos para pessoas com deficiência), a Praia do Forte abriga duas importantes organizações de proteção de espécies ameaçadas de extinção. É aqui que fica a sede nacional do Projeto Tamar, que, des-de 1980, se dedica ao monitoramento e conservação das tartarugas-marinhas. No centro de visitantes, há tanques de criação e painéis que trazem informações sobre os quelônios; das sete espécies que existem no mundo, cinco habitam a Costa do Brasil, e quatro põem ovos na praia de Papa-Gente, uma das principais da Praia do Forte. A mais abundante é a tartaruga-cabeçuda, com 4 mil desovas por temporada. De novembro a janeiro, dá para assistir à eclosão dos ovos, com as tartaruguinhas rompendo a casca e seguindo em direção ao mar.
Outro animal que marca presença (uma baita presença...) no litoral da Praia do Forte é a baleia jubarte, conhecida também por baleia-corcunda. As fêmeas, maiores que os machos, alcançam até 16 metros de comprimento e 40 toneladas – dimensões que tornam ainda mais impressionantes as acrobacias que elas realizam, saltando sobre a linha d’água. Monitorados pelo Instituto Baleia Jubarte (baseado na Praia do Forte, desde 2001; a sede fica em Caravelas, no Litoral Sul, ponto de partida para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos), os grandes cetáceos podem ser observados de perto, em passeios de barco, entre os meses de julho e outubro. As atrações naturais são mesmo o destaque da Praia do Forte. Na reserva de Sapiranga, dá para embrenhar-se, de cavalo ou quadriciclo, no meio da Mata Atlântica; e nas praias de Papa-Gente e do Lord, aproveitar as piscinas naturais, que se formam na maré baixa, nadando por entre os peixes coloridos. Mas a região ainda guarda a sua cota preciosa de história. Aqui fica o Castelo Garcia D’Ávila, primeira edificação portuguesa de arquitetura residencial militar no Brasil, cuja construção se iniciou em 1551. O nome se refere a Garcia D’Ávila, almoxarife (tesoureiro) da Coroa Real, que chegou em 1549 com o primeiro governador-geral, Tomé de Souza. Concluída em 1624, e tombada como patrimônio nacional em 1938, a fortificação em blocos de pedra exibe traços medievais, o que faz dela única nas Américas. Como, aliás, a Praia do Forte. www.praiadoforte.org.br
Praça Bahia Sol
Desde 1998, a capital baiana conta com um espaço pensado especificamente para atender ao público com deficiência – a Praça Bahia Sol, em Ondina. Com mais de 4 mil metros quadrados, dispõe de quadra poliesportiva com piso especial, emborrachado (para dar mais estabilidade), bares e lanchonetes com balcão rebaixado e cardápio
em Braille, além de rampas de acesso até a praia. Usada também por pessoas em fisioterapia (o Instituto Baiano de Reabilitação fica em frente), a praça tem equipamentos de ginástica, sanitários adaptados e estacionamento. Nos últimos tempos, entretanto, sofreu um pouco com o abandono e alguns aparelhos estão precisando de manutenção para estar em condições de uso. Av. Oceânica, s/n, Ondina.
Barra
Poucas imagens de Salvador são tão emblemáticas como o Farol da Barra. No Carnaval, a Barra é invadida por milhares de foliões – os principais blocos e trios elétricos fazem por aqui o percurso até Ondina. Também é no bairro que fica a praia do Porto, disputada por baianos e turistas durante o ano inteiro (sobretudo no verão). O movimento não para nem de madrugada: a boa iluminação elétrica permite a prática de esportes (futebol e vôlei), depois que a noite cai. Rampas facilitam o acesso de pessoas com deficiência ao calçadão. Outras atrações turísticas da Barra são o Forte de Santo Antonio, construído no começo do século XVI, e o Museu Náutico, que guarda histórias e lembranças das embarcações naufragadas na costa da Bahia, além de miniaturas de navios antigos, do século XV em diante. Ambos, porém, têm escadas e corredores estreitos, dificultando o acesso de pessoas com deficiência. Barra, Orla de Salvador. Museu Náutico: 3ª a domingo, 9h às 19h. Telefone: (71) 3264-3296.
Dique do Tororó
Quem nunca ouviu aquela cantiga: “Eu fui no Tororó/Beber água, não achei/ Achei bela morena/Que no Tororó deixei...”? O Tororó é o Dique do Tororó, erguido no século XVIII como parte do sistema defensivo de Salvador. Na época, a população vinha até a lagoa artificial para abastecer-se de água. Ao longo do tempo, com o crescimento da capital baiana, o dique foi sendo aterrado até tomar a forma atual, circundado pelo
estádio da Fonte Nova e pelo Vale dos Barris. Hoje, é um dos pontos preferidos dos soteropolitanos para a prática de esportes, com pista de cooper, raias para remo e equipamentos de ginástica. Nos domingos, pela manhã, uma das pistas no entorno é fechada para lazer. O público com deficiência encontra facilidade de acesso às ruas e banheiro adaptado, mas nos dois restaurantes, escadas podem dificultar a circulação.
Chamam a atenção, ainda, as esculturas de orixás, com 2 metros de altura. Confeccionadas na década de 1990 pelo artista plástico Tati Moreno, elas estão
dispostas dentro do dique e nas laterais da represa – seu reflexo na água causa
efeito interessante. Av. Marechal Costa e Silva, Tororó
Elevador Lacerda
Inaugurado em 1873, para servir de ligação entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa,
o Elevador Lacerda logo tornou-se um dos ícones da paisagem soteropolitana – cartão postal consagrado em filmes e telenovelas rodados na cidade. Seu nome homenageia o engenheiro responsável pela idealização do projeto, o baiano Antonio Lacerda. É justo.
No começo, o elevador (que funciona com sistema totalmente hidráulico) chamou-se Elevador Hidráulico da Conceição e Elevador do Parafuso. Em 1896, foi rebatizado com o nome atual. Com 72 metros de altura, o Elevador Lacerda foi erguido em duas torres, e hoje transporta cerca de 28 mil pessoas por dia. À noite, o equipamento ganha iluminação especial. O ingresso, de preço simbólico, pode ser comprado em cabines localizadas nas
duas saídas. Para pessoas com deficiência, o acesso é gratuito. A viagem dura cerca de 30 segundos. Na saída para a Cidade Alta, o turista encontra um posto de informações, além da lanchonete e sorveteria A Cubana, fundada na década de 1930, que serve um dos milk-shakes mais famosos de Salvador. Praça Cayru, Comércio, Cidade Baixa; Praça Tomé de Sousa, s/n°, Centro - Cidade Alta. Diariamente, aberto 24 horas.
Forte de São Marcelo
Erguido na Baía de Todos os Santos no século XVII, para proteger a então capital brasileira de invasões estrangeiras, o forte chegou a ser dominado pelos holandeses,
em 1624, mas voltou às mãos de Portugal logo no ano seguinte. Sua estrutura circular é facilmente reconhecida do mirante da Cidade Alta, ao lado do Elevador Lacerda. Reformado e reaberto em 2006 (depois de permanecer fechado desde os anos 1960), hoje abriga um restaurante, museus e espaço para eventos. O acesso é feito por embarcações
que saem do terminal marítimo de Salvador – o embarque é feito por uma rampa larga, sem corrimão, e o percurso leva cerca de 10 minutos. O número de visitantes permitido por vez é de, no máximo, 300 pessoas. No interior do forte, o piso irregular, com pedras portuguesas, pode difi cultar a circulação. Forte de São Marcelo, Baía de Todos os Santos. Travessia pelo Terminal Marítimo de Salvador. 2ª a domingo, 9h às 18.
Igreja e Convento de São Francisco
Conhecida como a “igreja do ouro”, é o principal templo barroco do Brasil. Suas obras começaram em 1708 e foram concluídas em 1723. No entanto, a decoração demoraria pelo menos mais duas décadas para terminar. Segundo a tradição oral, cerca de 800 quilos de ouro em pó foram utilizados para dourar as talhas de madeira que cobrem o teto e as laterais, retratando anjos, animais e flores. No teto, há perfeita harmonia entre estrelas e octógonos, que servem de molduras para quadros sacros. A igreja, com três naves, possui, ainda, painéis de azulejos azuis portugueses que reproduzem cenas da
vida de São Francisco. Em uma construção anexa, está o convento de São Francisco. Na parte térrea do claustro há 37 painéis baseados em gravuras do pintor holandês Otto van Veen, e epígrafes latinas tiradas da obra do poeta Horácio. Os corredores são amplos, facilitando a circulação. 2ª a sábado, 8h30 às 17h; domingo, 13h às 17h. Praça Anchieta, s/nº, Terreiro de Jesus. Telefone: (71) 3322-6430.
Igreja do Bonfim
A igreja de Nosso Senhor do Bonfim é o templo mais famoso da Bahia, e a cerimônia
de lavagem das escadarias, por mães-de-santo e baianas à caráter (na segunda quinta-feira depois do Dia dos Reis) é a expressão perfeita do sincretismo religioso baiano. Concluída em 1772, exibe fachada em estilo rococó, coberta por azulejos portugueses. O interior é
neoclássico, com pinturas de homens e nuvens no teto, feitas entre 1818 e 1820 por Franco Velasco, artista local. O destaque é a Sala dos Milagres, onde os fiéis depositam fotos e imagens de cera em agradecimento às graças alcançadas. No entorno da igreja, lojas e ambulantes vendem bugigangas e suvenires; o campeão, é claro, é a fitinha de Nosso Senhor do Bonfim que, segundo a tradição, deve ser presa no pulso com três nós, sendo que para cada um deles você deve fazer um pedido – os três se realizariam depois
de a fita esgarçar e cair. Na entrada do templo, a escadaria limita o acesso de pessoas com deficiência – não há rampa para cadeirantes. A igreja também não dispõe de visitas guiadas para deficientes visuais ou auditivos. Apesar da falta de acessibilidade, o passeio vale a pena. 2ª, 9h às 18h; 3ª a domingo, 6h30 às 18h. Praça Senhor do Bonfim, s/nº,
Bonfim. Telefone: (71) 3316-2196.
Lagoa do Abaeté
Imortalizada por Dorival Caymmi, a Lagoa do Abaeté é a principal atração do bairro de Itapuã e um dos cartões postais da capital baiana. Cercada por dunas (e uma favela), originou-se do represamento represamento de antigos rios e do acúmulo de água das chuvas. A cor escura deve-se à presença de minerais e micro-organismos. Nos últimos
anos, o volume de água vem diminuindo consideravelmente. No entorno da lagoa, lanchonetes, restaurantes, lojas de artesanato e quiosques vendem água de coco e
comidas típicas, e a Casa da Música da Bahia reúne documentos, fotos, livros e
instrumentos que contam a evolução da música baiana (a visita é gratuita). Na área
comercial e de lazer, rampas de acesso facilitam a circulação. Por medida de segurança, Polícia Militar recomenda evitar a Lagoa depois que escurece. R. Alto do Abaeté, Itapuã.
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Mercado Modelo
Construído originalmente para servir de alfândega, o Mercado Modelo enfrentou cinco incêndios (dois deles de grandes proporções) antes de transformar-se no que é hoje: um dos maiores centros de artesanato do Brasil. Em 1969, o mercado original (em um prédio erguido no distante ano de 1861), nas imediações da rua Chile, foi posto abaixo pelo fogo. Em 1984, já instalado na Cidade Baixa (a poucos metros do Elevador Lacerda),
outro incêndio devastador deixou apenas a sua estrutura em pé. Reformado, o Mercado Modelo atualmente abriga 262 boxes e dois restaurantes, espalhados por dois andares. Perambulando por aqui, o viajante encontra desde peças de cerâmica até figas, patuás, balangandãs e amuletos em geral. Para o público com deficiência – moradores e turistas –, as facilidades de circulação se resumem ao piso térreo. O mercado não é modelo de acessibiliade. Não há elevadores e banheiros adaptados, e o acesso ao piso superior é feito apenas por escadas. 2ª a sábado, 9h às 18h; domingo, 9h às 14h. R. Visconde de Cayru, 250, Comércio, Cidade Baixa. Telefone: (71) 3241-2893. R. Dr. Augusto Lopes Pontes, 1.207, Costa Azul. Telefone: (71) 4009-4488. www.hinnbrasil.com.br/salvador
Museu de Arte Sacra
No centro de Salvador, no antigo Convento de Santa Teresa D’Ávila (fundado em meados do século XVII, pela Ordem dos Carmelitas Descalços), o Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia possui um dos maiores acervos da América Latina. Inaugurado em 1959, tem quase 2 mil peças, a maioria esculturas em madeira e barro cozido dos séculos XVII e XVIII, além de objetos em marfim e prata, como castiçais, tocheiros e cálices. Entre elas, a imagem de Nossa Senhora das Maravilhas, confeccionada em madeira policromada e trazida de Portugal ainda no século XVI. Elevadores dão acesso aos três andares, e os corredores são amplos. Há guias para monitorar a visita, que pode começar pela própria igreja. Em sua abóbada está uma obra considerada o primeiro afresco do Brasil: uma flor de lótus, de onde emerge uma figura feminina. Na fachada, outra preciosidade: azulejos portugueses da segunda metade do século XVII. 2ª a 6ª, 11h30 às 17h30. R. do Sodré, 276, Dois de Julho. Telefone: (71) 3283-5603.
Museu de Arte Moderna
A localização é um dos trunfos do Museu de Arte Moderna da Bahia. Ele está instalado
no Solar do Unhão, um casarão do século XVII – tombado, desde 1943, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – de frente para a Baía de Todos os Santos. Durante a II Guerra Mundial, o lugar chegou a servir de quartel para fuzileiros navais. Mas, desde 1966, são telas e gravuras de artistas como Di Cavalcanti, Portinari, Djanira e Iberê Camargo que ficam abrigadas ali. Para deficientes físicos, porém, o acesso ao piso superior é complicado. Não há elevadores, e a única escada, projetada pela italiana Lina Bo Bardi, apesar de bonita – uma curiosa “espiral em linhas retas” –, não
é nada acessível, sem corrimão e com vão livre entre os degraus. Ainda assim, o térreo já vale a visita, bem como o jardim de esculturas, um espaço de exposições ao ar livre, com peças de Carybé e Mário Cravo Jr.. E, aos sábados, o MAM promove o “Jazz Session”, que reúne cerca de 2 mil pessoas por noite, a partir das 19h. 3ª a 6ª, 13h às 19h; sábado, 13h às 21h; domingo, 13h às 19h. Solar do Unhão, Av. Contorno, s/nº, Cidade Baixa.
Telefone: (71) 3117-6141.
Pelourinho
Tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1985, o Pelourinho carrega, nas suas ladeiras e ruas estreitas, grande parte da história do Brasil. Os cerca de 3 mil casarões, igrejas e monumentos dos séculos XVI, XVII e XVIII, em seu entorno, compõem o maior acervo barroco fora da Europa. Por três séculos, era aqui que morava a elite portuguesa residente em Salvador, no tempo do Brasil- Colônia. O nome, Pelourinho, foi herdado do costume de castigar os escravos, amarrados a postes nas praças dos arredores. Depois de muito tempo abandonada, a região foi reformada, na década de 1990. Hoje, é um centro cultural a céu aberto, com apresentações rotineiras
de grupos de música afro, como Olodum e Afoxé Filhos de Gandhy – além de reunir lojas, bares e restaurantes (abertos normalmente de 11h à 1h), que atraem tanto os baianos como os turistas. Com terreno irregular, marcado por paralelepípedos e calçadas estreitas, a forma mais fácil para pessoas com dificuldade de locomoção transitarem pelo Pelourinho é a bordo de um dos carrinhos elétricos que circulam na região, já que é proibido o trânsito de automóveis. Durante o trajeto, são feitas paradas estratégicas para visita a igrejas, pontos turísticos, restaurantes e compras. O horário de funcionamento é
das 9h às 18h. Pessoas com deficiência não pagam. Pelourinho, Centro histórico de Salvador.
Shopping Iguatemi
Inaugurado em 1975, o Shopping Iguatemi é o maior centro comercial da Bahia, com quase 600 lojas, além de duas praças de alimentação e 12 salas de cinema multiplex. Por seus corredores, transitam mais de 100 mil pessoas todos os dias. Os acessos têm rampas e portas automáticas, mas os corredores são estreitos e carentes de iluminação natural. Os três pisos têm banheiros adaptados, e há telefones rebaixados e adaptados para surdos.
Para estacionar, há 5 mil vagas disponíveis (parte coberta, outra parte a céu aberto), sendo 95 preferenciais: reservadas para idosos, gestantes e pessoas com deficiência.
Serviço de manobrista. 2ª a sábado, 9h às 22h; domingo, 14h às 20h. Av. Tancredo Neves, 148, Caminho das Árvores. Telefone: (71) 4002-3003. www.iguatemisalvador.com.br
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Acarajés: na boca do povo
Em Salvador, aonde quer que se vá, é quase impossível não topar com a cena:
uma baiana vestida a caráter, atrás do tabuleiro, diante de uma fila de clientes gulosos (entre soteropolitanos e turistas), todos de olho no seu acarajé. O quitute mais querido da capital leva feijão-fradinho na composição; frito no azeite de dendê, é recheado com camarão seco, vatapá e vinagrete. À parte, por sua conta e risco, dá para incrementá-lo com um pouquinho (pouquinho mesmo!) de pimenta-malagueta. Segundo a Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro, há cerca de 4 mil baianas comercializando acarajé. Uma das mais célebres, Dinha, faleceu em 2008; a boa notícia é que as filhas abraçaram o legado da mãe e seguem servindo a população, diariamente, no Largo de Santana, no Rio Vermelho. Nos fins de semana, o tabuleiro da Dinha chega a vender 5 mil acarajés. O acesso ao local é facilitado por rampas em diversos pontos, mas as pedras portuguesas que ornamentam o calçadão podem dificultar a circulação de pessoas com deficiência. Outras baianas boas de acarajé são a Cira, que vende 4,5 mil unidades nos fins de semana, em Itapuã e no Largo da Mariquita; e Regina, com 3,5 mil bolinhos vendidos nos sábados e domingos, no Rio Vermelho. Acarajé da Dinha: 2ª a 6ª, 16h a 0h; sáb. e dom., 12h a 0h. Largo de Santana, s/nº, Rio Vermelho; Acarajé da Cira: 2ª a 6ª, 10h às 22h; sábado e domingo, 10h a 0h. R. Aristides Milton, s/nº, Itapuã. Telefone: (71) 3249-4170. 2ª a 6ª, 15h às 22h; sábado e domingo, 11h às 23h. Largo da Mariquita, s/nº, Rio Vermelho. Acarajé da Regina: 2ª a 6ª, 16h30 a 0h; sábado e domingo, 12h a 0h. Largo de Santana, s/nº, Rio Vermelho.
Amado
Em frente à Baía de Todos os Santos, e bem próximo de três importantes atrações
turísticas da capital baiana (Mercado Modelo, Elevador Lacerda e Museu de Arte
Moderna), o Amado é um dos restaurantes favoritos da alta sociedade soteropolitana. E, como não poderia deixar de ser, um dos mais procurados pelos turistas que vão a Salvador. A razão do sucesso está no cardápio, que leva a assinatura do chefproprietário
Edinho Engel (que também é dono do Manacá, em Camburizinho, no Litoral Norte do estado de São Paulo), e que oferece, em receitas inventivas, sugestões de risotos e massas, carnes, aves e peixes. Entre elas, um dos destaques fica com a moqueca de camarão e caju, servida com purê de inhame, uma releitura da versão tradicional. Para quem não dispensa vinho nas refeições, o restaurante também é o programa certo – lembrando quem estiver dirigindo de não ir além de uma taça. A adega comporta 3 mil garrafas, e na carta estão listados cerca de 220 rótulos, procedentes de 13 países. A decoração do salão concilia estilo moderno com toques rústicos. Uma rampa, na entrada, facilita o acesso de pessoas com deficiência. Na parte interna do restaurante, também existem rampas e banheiro adaptado. Av. 2ª a 5ª, 12h às 15h, 19h a 0h; 6ª e sábado, 12h às 16h, 19h à 1h; domingo, 12h às 16h. Av. Lafayete Coutinho, 660, Comércio. Telefone: (71) 3322-3520.
Boi Preto
Ponto de encontro dos amantes de carnes nobres, a Churrascaria Boi Preto é referência na capital baiana. O restaurante, com capacidade para 350 pessoas, serve 25 tipos de carne. A picanha é o corte mais popular (por mês, mais de uma tonelada é consumida!). Mas há espaço para outros cortes, considerados exóticos pelo paladar do público médio, como javali, avestruz e codorna. Um farto bufê de frios faz complemento às carnes e satisfaz aos vegetarianos, com opções de saladas e frutos do mar, como paellas, sushis e sashimis, além de salmão defumado e polvo à vinagrete. No quesito acessibilidade, a Churrascaria Boi Preto oferece rampas, banheiro adaptado e estacionamento com manobrista, além de vagas reservadas para pessoas com deficiência. 2ª a 5ª, 12h às 16h, 19h a 0h; 6ª e sábado, 12h a 0h; domingo, 12h às 23h. Av. Otávio Mangabeira, s/nº, Jardim Armação. Telefone: (71) 3362-8844.
Buccaneros
A localização é especial, e faz de uma visita ao restaurante um programa doisem-um. Ele funciona, desde 2007, no Forte São Marcelo, na Baía de Todos os Santos. Para chegar lá, é preciso tomar uma balsa no cais do terminal náutico; a travessia é cobrada e leva cerca de 10 minutos. O cardápio, eclético, segue a linha contemporânea, com pratos como carré de cordeiro com molho de tamarindo e bacalhau grelhado com purê de feijão preto e espuma de coco – mas sem deixar de contemplar as especialidades baianas, como moqueca e bobó. O terreno irregular do forte dificulta, mas não impede a circulação de pessoas com deficiência. 3ª a sábado, 12h às 16h, 19h à 1h; domingo, 12h às 15h. Forte de São Marcelo. Telefone: (71) 3525-7139 / 9617-6933.
Frango do Moura
Há mais de 30 anos o pedido dos clientes é sempre o mesmo: frango assado servido com manteiga de garrafa e queijo parmesão. Não que o cardápio deixe de apresentar outras alternativas; existem também opções de peixes e carnes vermelhas, além do famoso espetinho de bode, de entrada. Mas o frango, bom e barato (serve bem duas pessoas), continua imbatível na preferência do público, que costuma lotar a casa nos fins de semana – o salão comporta 160 pessoas. Ele pode vir nas versões “valente” (sozinho) ou “covarde” (com acompanhamentos). O restaurante, de ambiente simples, fica quase no mesmo nível da rua, e conta com rampa móvel para facilitar o acesso, na entrada.
2ª, 11h às 23h30; 3ª, 11h às 16h; 4ª a sábado, 11h às 23h30; domingo, 11h às 20h. R. Dom Eugênio Sales, 20, Boca do Rio. Telefone: (71) 3461-3093.
Ki-Mukeka
Sinônimo de cozinha baiana, o Ki-Mukeka foi fundado em 1984, na orla de Salvador, e logo expandiu-se para o interior. Hoje, tem filiais em Camaçari, Feira de Santana e até em Brasília. As paredes da matriz são decoradas com fotos antigas e atuais da capital baiana. Garçonetes vestidas com trajes típicos dão charme ao restaurante, que apresenta como carro-chefe a moqueca de camarão. Antes, vale experimentar a casquinha de siri, de entrada. Muito coladas umas às outras (a capacidade é para 180 pessoas), as mesas podem atravancar a circulação; o banheiro, em-bora pouco espaçoso e com porta que abre para dentro, é acessível. A casa tem estacionamento com manobrista e 1 vaga reservada para pessoas com deficiência, próxima à entrada. 2ª a sábado, 11h30 às 23h; domingo, 11h30 às 22h. Av. Otávio Mangabeira, 136, Jardim Armação. Telefone: (71) 3461-7037.
Mistura
O que começou com uma simples barraca de praia, em 1987, transformou-se no decorrer de duas décadas e é, hoje, uma das principais referências da cidade em frutos do mar. O segredo está na qualidade dos ingredientes: todos os dias, chegam encomendas bem fresquinhas dos pescadores da praia de Itapuã, ali perto. No cardápio, umas das estrelas é o linguado ao prosecco com camarões e aspargos. Tudo é comandado pelo casal Andrea Ribeiro e Paolo Alfonsi – ela, potiguar; ele, italiano. Preocupados em não cansar a clientela cativa, os dois incorporam novos pratos ao cardápio a cada ano, e a decoração também sofre modificações de tempos em tempos. Para o público com deficiência, o restaurante (de 140 lugares) tem rampas e banheiro adaptado. 2ª a sábado, 12h a 0h; domingo, 12h às 23h. R. Professor Souza Brito, 41, Itapuã. Telefone: (71) 3375-2636.
Santo Antonio
Localizado no Jardim Brasil, onde con-centram-se alguns dos principais bares da moda, o Santo Antonio ocupa o espaço do antigo Ócio do Ofício. Após passar por reforma, que contou com a supervisão de três cadeirantes, a casa hoje oferece melhor infraestrutura para o público com deficiência. No bar, rampas com corrimão facilitam a locomoção, e há um banheiro privativo adaptado. O espaço superior, porém, é inacessível para pessoas em cadeira de rodas. Outra bem-vinda (e deliciosa) novidade foi introduzida no cardápio – o rodízio de petiscos. Servido todos os dias, das 17h às 20h, oferece aos clientes uma grande variedade de tira-gostos, incluindo queijo coalho, carne-de-sol, mandioca frita, bolinho de bacalhau. 2ª a 5ª, 17h às 2h; 6ª a domingo, 11h às 2h. R. Recife, 64, Jardim Brasil. Telefone: (71) 3267-2188.
Trapiche Adelaide
Referência em alta gastronomia, o Trapiche tem um trunfo extra: a localização, num píer desativado, debruçado sobre a Baía de Todos os Santos. Com janelões de vidro, o salão clean, sofisticado, valoriza o visual. O cardápio também não fica atrás: a codorna Claude Troisgros (o menu original era assinado pelo famoso chef francês) é recheada com farofa de cebola e passas, e leva molho agridoce de uva. O campeão de vendas, porém, é o camarão com mostarda, abacaxi e damasco. Quanto à circulação, exceto por um pequeno mezanino, o espaço é nivelado, com piso de pastilhas. Há um toalete externo adaptado para pessoas com deficiência, com barras de apoio e área de manobra. No local funciona, ainda, o Bar da Ponta, com um concorrido happy hour: mais do que a picanha grelhada ou a caipiroska com frutas da estação, o pôr-do-Sol é um espetáculo.
2ª a 5ª, 12h às 16h e 19h à 1h; 6ª e sábado, 12h à 1h; domingo, 12h às 16h. Bar da Ponta: 2ª a sábado, 17h30 à 1h. Av. Contorno, 2, Praça dos Tupinambás, Comércio. Telefone: (71) 3326-2211.
Veleiro
Funcionando há mais de 50 anos, o restaurante do Yacht Clube da Bahia oferece uma das mais bonitas vistas do porto da Barra – por sua vez, uma das praias mais frequentadas pelos turistas que visitam Salvador. O piano ao vivo ajuda a compor o ambiente romântico e aconchegante. E, no cardápio variado, seguindo a linha cozinha internacional, a especialidade é o camarão Sunflower. Flambado ao curry, ele vem à mesa servido com abacaxi, maçã gratinada e arroz branco. Pessoas com deficiência encontram algumas dificuldades no acesso ao restaurante. A rampa móvel à entrada é bem estreita, e o banheiro adaptado também não está no mesmo nível do restaurante: para chegar a ele, é preciso descer um andar de elevador. 3ª a domingo, 12h à 1h. Av. Sete de Setembro, 3.252, Ladeira da Barra. Telefone: (71) 2105-9131.
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Bahia Othon Palace
Está em uma das áreas privilegiadas de Salvador, com os 288 quartos de frente para o mar. Seu público cativo é formado, principalmente, por empresários, profissionais participando de congressos e foliões que aproveitam o verão para curtir o que a cidade tem de melhor. Os apartamentos dispõem de TV 29” (com canais por assinatura) e acesso à Internet, cobrado à parte – mas apenas um deles, o 210, é adaptado para pessoas com deficiência. E ainda assim, a adaptação é restrita ao banheiro, com porta mais larga e barras de apoio. O serviço de quarto funciona 24 horas. No térreo estão o restaurante, o salão de café – amplo, com teto alto e paredes envidraçadas, que dão vista para o mar – e sushi bar. O hotel tem estacionamento interno e espaço para shows. Av. Oceânica, 2.294, Ondina, Telefone: (71) 2103-7100. www.portalothon.com.br
Catussaba Resort
A 30 quilômetros do Centro, com aces-so exclusivo à praia de Itapuã, uma das mais famosas (e limpas) de Salvador, o Catussaba Resort Hotel dispõe de 256 apartamentos, todos eles equipados com TV 29 polegadas a cabo, Internet sem fio gratuita (nos quartos e no lobby) e ar condicionado central. Dois apartamentos são adaptados para pessoas com deficiência, ambos localizados na parte térrea; os quartos têm camas rebaixadas e banheiros com barras de apoio e sem divisórias. A construção, em estilo horizontal, facilita a circulação. Além da praia em frente e dos locais para a prática de esportes (campo de futebol e quadra de vôlei), o complexo tem 4 piscinas interligadas, sauna, parque infantil, equipe de recreação e área de 7 mil metros quadrados para trilhas e
caminhadas. Os 2 restaurantes oferecem cozinha internacional e pratos típicos da
Bahia, e as salas de reunião abrigam, juntas, 350 pessoas (a maior delas tem 120 lugares). E, se o Centro Histórico está bem distante daqui, a Lagoa do Abaeté e o Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães ficam pertinho, a menos de dez minutos de carro.
Al. da Praia, s/nº, Itapuã. Telefone: (71) 33748000. www.catussaba.com.br
Fiesta Bahia Hotel
Um dos destaques do novo centro financeiro de Salvador é o Fiesta Bahia Hotel, um cinco estrelas com alguns diferenciais. Um deles é a estrutura de convenções, com 26 salas que, somadas, abrigam 5.300 pessoas, fazendo do hotel um dos mais bem equipados para atender o turismo de negócios no Brasil. Outro diferencial: o Women’s Floor, um andar inteiro especialmente planejado e decorado para receber o público feminino (há também andares exclusivos para fumantes e não-fumantes). No total, o Fiesta Bahia dispõe de 244 apartamentos, equipados com TV 29 polegadas de tela plana, Internet banda larga gratuita – e ferro de passar roupa. Dois deles (os de número 216 e 716) são adaptados para pessoas com deficiência. Ambos têm cama rebaixada, espelho mais baixo, cofre instalado a 40 centímetros do chão e banheiro com barras de apoio. O serviço de quarto funciona 24 horas. O hotel orgulha-se de oferecer a seus hóspedes – e clientes avulsos – um far to e variado café-da-manhã: são mais de 150 itens, incluindo tapioca feita na hora, com dez opções de recheios. Av. Antonio Carlos Magalhães, 711, Pituba, Telefone: (71) 3352-0000. www.fiestahotel.com.br
Ibis
Escolhido, sobretudo, por profissionais em viagens de negócios ou por quem quer apenas economizar na hospedagem, o hotel de Salvador segue o padrão da marca Ibis, a bandeira econômica da rede Accor: os apartamentos são pequenos, porém funcionais, a tarifa é competitiva e quase tudo é cobrado à parte. Os 4 quartos para pessoas com deficiência têm espelho rebaixado, iluminação mais potente e banheiro com barras de apoio e piso antiderrapante. Para quem viaja muito, um cartão de fidelidade trans-forma diárias em pontos. Uma oferta sempre tentadora. Como em um programa de milhagens, os pontos podem ser trocados por hospedagens gratuitas nos hotéis da Accor: Sofitel, Novotel, Mercure e na própria rede Ibis. R. Fonte do Boi, 215, Rio Vermelho. Telefone: (71) 3172-4100. www.ibis.com.br
Grande Hotel da Barra
Ao lado de uma das praias mais concorridas de Salvador, a do Porto, é disputado principalmente no Carnaval, por estar a apenas alguns metros de um dos principais circuitos da folia baiana, o Barra-Ondina. Todos os 116 apartamentos têm acesso livre à Internet sem fio, mas apenas 1 deles é adaptado (equipado com cadeira higiênica para uso no banho). Dentre os serviços oferecidos, há agência de viagens, locadora de automóveis e salão de beleza. Av. Sete de Setembro, 3.564, Porto da Barra, Telefone: (71) 2106-8600. www.grandehoteldabarra.com.br
Holiday Inn
A apenas 300 metros da entrada principal do Centro de Convenções da Bahia, é uma das opções de empresários, executivos e profissionais liberais que vão a Salvador a trabalho. Dos 250 apartamentos, 170 são para não-fumantes; o hotel tem quartos antialérgicos (sem carpetes) e 4 apartamentos adaptados. Situados no 1º andar, têm cama rebaixada, cofre em altura acessível e banheiros com barras de apoio, sem divisórias. Todos os quartos são equipados com TV 29 polegadas e Internet banda larga gratuita. No business center, a Internet é paga. Dispõe de estacionamento com manobrista, com cerca de 130 vagas. R. Dr. Augusto Lopes Pontes, 1.207, Costa Azul. Telefone: (71) 4009-4488. www.hinnbrasil.com.br/salvador
Monte Pascoal
Quer acompanhar o Carnaval de Salvador bem de pertinho, mas não quer gastar dinheiro para comprar o abadá (blusão que identifica o folião) e, muito menos, enfrentar o empurra-empurra dos blocos? Uma saída é hospedar-se em frente ao mar, no hotel Monte Pasco-al. Localizado na praia do Farol da Barra, os trios elétricos desfilam bem debaixo da varanda. Os 80 apartamentos têm TV 20 de polegadas, telefone com correio de voz e ar condicionado central. Um deles, o 104, é adaptado para pessoas com deficiência, com camas rebaixadas e banheiro com porta mais larga e sem divisórias internas. Av. Oceânica, 581, Barra. Telefone: (71) 21034000. www.montepascoal.com.br
Pestana Bahia
A rede portuguesa Pestana possui dois hotéis em Salvador. O mais novo, inaugurado em 2005, está instalado no antigo (e belíssimo) Convento do Carmo, erguido no século XVII – uma das diveras construções históricas que ligam a Salvador atual à época do Brasil colonial. Já o outro, o primeiro Pestana, é de 2001 – cheira a modernidade. O prédio novo, se não tem o mesmo charme do Convento, compensa na localização (fica debruçado sobre a praia do Rio Vermelho; a vista do restaurante, no 23º andar, é estupenda) e nos 433 apartamentos, amplos, confortáveis e estilosos, equipados com TV 29 polegadas de tela plana (com canais por assinatura), Internet sem fio e duas linhas telefônicas. Os 4 quartos adaptados para pessoas com deficiência ficam no 2º piso (do 208 ao 211). Exceto pelos banheiros, com barras de apoio, a diferença para os apartamentos convencionais está na cama, um pouco mais baixa. O hotel também tem unidades exclusivas para fumantes e não-fumantes, e dois andares só para executivos. Em via-gem de trabalho ou lazer, duas piscinas, saunas, jacuzzi, massagens e serviço de praia tornam a estadia mais prazerosa. R. Fonte do Boi, 216, Rio Vermelho. Telefone: (71) 2103-8000. www.pestana.com
Pituba Plaza
A reforma da avenida Manoel Dias da Silva, uma das mais movimentadas da capital, e a revitalização da orla de Salvador, no fim dos anos 1990, ajudaram o hotel a recuperar seu prestígio; hoje, a taxa de ocupação beira os 80%. A localização é mesmo um dos pontos fortes: o Pituba Plaza fica situado a menos de 500 metros da praia, próximo do centro financeiro e do Rio Vermelho, o bairro boêmio onde se concentram bares e restaurantes. Possui 1 apartamento com adaptações, o 120, com duas camas (uma de solteiro e a outra. de casal) rebaixadas e banheiro com barras de apoio. Av. Manoel Dias da Silva, 2.495, Pituba. Telefone: (71) 2106-0001. www.pitubaplaza.com.br
Sol Bahia
Boa alternativa para quem quer estar perto da praia, mas longe do agito da cidade, o Sol Bahia tem 191 apartamentos, 1 dos quais é adaptado para pessoas com deficiência – no térreo, com cama rebaixada e banheiro sem divisórias, com barras de apoio. No lobby, existe um banheiro adaptado, mas o acesso à área de lazer (3 piscinas, sala de ginástica e salão de jogos) é prejudicado por escadas. Av. Av. Manuel Antônio Galvão, 1.075, Patamares. Telefone: (71) 3206-0500. www.solexpress.com.br.
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VENCER A DEFASAGEM - Manoel Souza Pinheiro, Nell, 39 anos, administrador de empresas
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