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A TERRA DE TODOS É PARA TODOS
Cidade que mescla e reinventa povos do mundo inteiro em um povo único, a capital é pura diversidade
Você chega a São Paulo e se sente em casa. Em meio a tanta gente diferente, vai encontrar gente com a sua cara. Se não, com o seu jeito. Ou com o mesmo sotaque. Aqui, todo estrangeiro vira brasileiro sem que ninguém pergunte de onde veio. Com direito a escolher um novo time do coração e até a falar mal da cidade. E todo migrante se converte em paulistano depois de comer o primeiro bauru, pizza “de verdade”, como dizem os da terra, ou prato de feijoada, cardápio sagrado das quartas-feiras e sábados, chova ou faça sol. Todos pelo mesmo motivo: ajudaram, ou ajudam, a construir São Paulo. Por isso, também se sentem donos dela e de tudo o que a metrópole oferece para quem vive aqui – ou está só de passagem.
Houve um tempo em que os bairros eram conhecidos pelos povos que ali se fixaram. A Liberdade era japonesa. O Bom Retiro, judeu. O Brooklin, alemão. A Bela Vista, o Brás e a Mooca, italianos. Uma parte da região central, no entorno do Parque D. Pedro II e da Rua 25 de março, árabe. Em cada um desses bairros, e também na periferia, havia um pedacinho da África. E de Portugal, em cada padaria de esquina a lembrar que, se de fato não descobriram a terra brasilis (que pré-existia ao desembarque lusitano), foram eles os primeiros inventores do que viria a ser este Brasil cá dos dias atuais. No centro de tudo, o (hoje chamado) Centro (Velho) como uma espécie de Nações Unidas brasileira – cimento integrador da paulistanidade.
É assim, desde que José de Anchieta olhou para os indígenas que habitavam Piratininga, onde os portugueses cessaram sua marcha de subida até o planalto que havia detrás da Serra do Mar, e criou uma irmandade. E lá se vão 455 anos.
Longe de parecer velha, a idade converteu-se em atestado da mocidade de São Paulo. Os anos, como lembrava Drummond, são apenas uma convenção. Jovem, e renovador, é o resultado desse caldeirão de povos convivendo e se misturando. As guerras que os separaram algum dia em seus países de origem, aqui são histórias que ajudam a lembrar, e a valorizar, que esta zona neutra de paz, encontrada a 760 metros acima do nível do mar no Sudeste brasileiro, deveria servir de modelo para quem continua brigando pelo mundo afora sem se dar conta de que são todas essas diferenças que nos tornam uma coisa só: uma gente igualzinha à outra, sem tirar nem pôr – independentemente
de a cor da pele, o tipo de cabelo e o desenho dos olhos sugerirem que a falta de semelhança fala mais alto do que a humana afinidade.
Uma terra como esta teria de ser, como é, o lugar onde a bandeira da diversidade dança mais alto, embalada pelo vento e mesmo pela falta dele, nos dias de calor. O lugar em que, uma vez por ano, mais de 1 milhão de pessoas tomam a principal avenida da cidade, a Paulista, para celebrar a liberdade de opção sexual na maior parada GLS do mundo. E onde dezenas de pessoas com deficiência desfilam anualmente suas cadeiras de rodas, muletas, bengalas e próteses, no dia 3 de dezembro, para defender os direitos de quase 30 milhões de brasileiros.
Às vezes, é claro, tanta diversidade faz São Paulo parecer uma colcha de retalhos: um pedacinho de cada cor e tecido pode desorientar quem está acostumado a pouca variedade. E esta é a principal reclamação que o turista apresenta quando a conhece. Sim, aqui há de tudo, reconhecem, mas tão longe uma coisa da outra, que seria preciso passar anos em Sampa para conhecê-la de verdade.
Bingo, e não é que descobriram o segredo da Pauliceia? Por trás da aparente desorganização e dos microcentros que pipocam de Norte a Sul, passando pelo Centro Histórico, se esconde o truque da sedução da cidade. Ela oferece tudo o que se pode esperar de uma metrópole tão multifacetada como Nova York – trabalho, lazer, cultura, gastronomia, serviços, multirracialidade –, mas, em, troca quer prender você para sempre. Contam-se aos milhares histórias de gente que veio aqui para cuidar da saúde, para rever um parente, porque pegou o ônibus errado ou atrás de uma paixão do passado e nunca mais saiu. E só em São Paulo é possível encontrar argentino dono de churrasco à la parrilla que coloca a camisa da Seleção Brasileira em jogos de Copa do Mundo:
“Bamos, Brassil!”
Para quem não dispõe de uma vida inteira para conhecer São Paulo, a dica é trocar a pressa pelo planejamento. Sabendo, claro, que em um lugar com congestionamento a maior parte do dia o carro quase nunca é o meio mais rápido para ligar dois pontos. Havendo metrô próximo ao roteiro, não se deve pensar duas vezes. Rápido, limpo, seguro e imune ao trânsito parado, o metropolitano local só não é melhor porque ainda cobre menos a cidade do que deveria. Não se deve esquecer que a maioria dos viajantes que vem a São Paulo o faz a trabalho. Ou pelo menos diz isso. Mas, foi por causa deles que se inventou a expressão turismo de negócios – algo que não é só trabalho nem apenas passeio, mas um misto das duas coisas, pendendo mais para um lado ou outro dependendo da agenda do visitante.
Os mais antigos contam que São Paulo já foi a terra da garoa. Aquela chuvinha fina que esfria os ossos mais do que molha. Mas há cada vez menos gente que possa contar como era isso. Hoje, nem as baixas temperaturas de outros tempos assustam. Ao contrário: é
o calor de dias quentes como do verão deste 2009 que faz suar frio. Sim, como faz falta um vento de praia, ao final da tarde, para regular a temperatura interna. Mas nada que não se resolva com uma hora de viagem rumo ao litoral – Norte ou Sul, a escolher.
Os gozadores costumam dizer que o shopping center é a praia do “paulista”, atropelando o gentílico: quem nasce em São Paulo é paulistano – embora também seja paulista, assim como to-dos aqueles que nascem no estado de São Paulo. Falam por falar, pois são os primeiros a exigir uma parada no shopping mais perto do hotel. Com tempo, visitam todos os que podem. E há muitos: mais de 50, do Iguatemi, o primeiro, ao recém-inaugurado Cidade Jardim. Compras para que te quero. Esses certamente ouvirão dos mais chegados que devem conhecer a badalada Rua Oscar Freire, mas economizar para comprar produtos parecidos por preços mais em conta no Bom Retiro da ex-estigmatizada como “popular” Rua José Paulino.
O paulistano típico certamente dirá para guardar algum e gastar com o que de melhor existe na cidade: comida. De todos os tipos e lugares do mundo. Isso é tão verdade que a gente daqui não fica corada ao afirmar que as churrascarias locais são melhores do que as gaúchas e que italianos da bota teriam de vir a São Paulo para comer pizza feita como
se deve: em forno à lenha, com massa média, borda grossa, bem assada, molho de tomates frescos e muzzarela puxada no sal. No máximo, com umas folhas de manjericão. O resto, afirmam os tradicionalistas, é torta. Embora na cidade se faça também pizza de massa fi na, com borda baixa, ou recheada, frita e uma variedade de adocicadas. Para
todos os gostos. Como São Paulo.
TRANSPORTE
Metrô e ônibus
São Paulo conta com mais de 1.300 linhas de ônibus, que interligam a cidade com uma frota de 15 mil veículos. Desses, 2.800 foram adaptados – o que representa perto de 20% dos ônibus da cidade. Os veículos oferecem piso rebaixado, portas amplas e local reservado para a cadeira de rodas, além de assentos exclusivos para pessoas com deficiência, gestantes e idosos. Já o Metrô opera 4 linhas e 55 estações, em 60 km de extensão. Funciona das 4h40 a 0h (sábado, até 1h). A empresa oferece acessibilidade e um serviço diferenciado ao público com deficiência, como adaptações em estações,
atendimento preferencial e equipe capacitada para interagir com esses usuários,
incluindo funcionários que se comunicam em Libras (Língua Brasileira de Sinais).
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Aquário São Paulo
Mais de 1 milhão de litros de água do mar, exposições temáticas, atrações interativas e muitas espécies marinhas para conhecer são os principais atrativos deste que é o maior aquário da América do Sul. A acessibilidade é feita por meio de elevadores e não há dificuldades para visitação. Meia entrada para idosos. Às 2ª, ingresso com 50% de desconto. Pessoas com deficiência não pagam. Banheiros adaptados. Mais informações no site www.aquariodesaopaulo.com.br. Diariamente, 9h às 18h. R. Huet Bacelar,
407, Ipiranga, Telefone: (11) 2273-5500.
Auditório Ibirapuera
O projeto original de Oscar Niemeyer foi entregue à população em 2005. O auditório chama a atenção de quem passa ao lado do Parque do Ibirapuera. Nele, acontecem apresentações musicais para 800 pessoas assistirem confortavelmente nas poltronas internas, como também para 12 mil espectadores na área externa, quando é aberta uma porta do palco que fica ao fundo. Internamente, o espaço foi planejado para oferecer conforto para pessoas com cadeira de rodas. Elevadores, rampas, plataformas, sinalização e lugares demarcados são oferecidos a esse público. Existem também camarins com banheiros adaptados. Confira a programação dos espetáculos no site www.auditorioibirapuera.com.br . Meia-entrada para estudantes (com carteirinha), professores da rede estadual, aposentados, idosos e menores de 12 anos acompanhados dos pais, em eventos de censura livre. 3ª a 5ª, 9h às 18h, 6ª e sábado, 9h às 21h e domingo, 9h às 18h (bilheteria). Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 2 , Ibirapuera, Telefone: (11) 3629-1075.
Avenida Paulista
Inaugurada em 1891, a Paulista nasceu de um projeto do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, logo tornando-se o endereço das tradicionais famílias paulistanas, com seus casarões cheios de pompa e requinte. A partir dos anos 1970, as mansões passaram a dar lugar para edifícios de escritórios. Atualmente, são poucos os prédios residenciais e casarões ocupados por empresas. No lugar deles foram construídos hospitais, cinemas, shopping centers, bares (com mesinhas na calçada), restaurantes e estacionamentos. A mudança, aliada à localização, facilidade de acesso e características arquitetônicas
transformaram a Paulista no endereço das grandes comemorações da cidade, como Réveillon, Parada Gay, comemorações de conquistas futebolísticas de torcedores e a já tradicional passeata de 3 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. O metrô, com três estações na avenida e boas adaptações, é a melhor opção de acesso à região. A recente reforma de calçadas e cruzamentos melhorou a acessibilidade para cadeirantes e pessoas com deficiência visual: guias foram rebaixadas, e as calçadas niveladas, com colocação de piso podotátil.
Catedral da Sé
A Catedral da Sé foi um dos presentes que São Paulo recebeu para celebrar 400 anos de vida. Um dos cinco maiores templos góticos do mundo, o prédio passou por uma ampla restauração e reabriu as sua portas para a realização de missas diárias, em 2002. Assim como em outros prédios históricos, a acessibilidade não é o ponto forte. O acesso à entrada principal da Catedral é feito através de uma grande escadaria. O acesso de pessoas com deficiência é feito pela lateral, por uma entrada com rampa. É possível fazer visitas monitoradas por todo o espaço, com independência, exceto na cripta, onde o acesso é feito por escadas. Mais informações, no site www.arquidiocese-sp.org.br/catedral_da_se.htm Missas 2ª a 6ª, 12h e 18h, sábado 12h e domingo, 9h, 11h e 17h. Praça da Sé, s/nº, Centro, Telefone: (11) 3107-6832.
Instituto Butantan
O Butantan é um instituto biomédico de pesquisa avançada com animais peçonhentos para produção de soros e vacinas. Localizado em uma grande área de preservação ambiental e vizinho da Cidade Universitária da USP (Universidade de São Paulo), é uma atração para quem quer ver de perto alguns animais que ali são
estudados. A acessibilidade para cadeira de rodas não apresenta grandes obstáculos. As visitas podem ser monitoradas através de agendamento antecipado. Mais informações no site www.butantan.gov.br Desconto para crianças acima de 7 anos e estudantes. Pessoas com deficiência e idosos não pagam. Banheiros adaptados. 3ª a domingo, 9h às 16h30. Av. Vital Brasil, 1.500, Butantã, Telefone: (11) 3726-7222.
Jardim Botânico
No ano em que comemora 80 anos de existência, o Jardim Botânico acaba de inaugurar a remodelação de sua entrada principal, a Alameda Fernando Costa, que recebeu um deck de madeira reflorestada e a regeneração do córrego Pirarungáua, agora exposto a céu aberto. No roteiro de visitação, em trilha de 800 metros de extensão e alguns pequenos aclives resultantes de sua topografia, os visitantes conhecem o Jardim dos Sentidos, uma atração adaptada que oferece experiência sensorial em um espaço com plantas e flores. Seguindo adiante, conhece-se a Trilha da Nascente do Riacho do Ipiranga. Aberta em 2006, e feita de madeira, facilita o acesso de cadeirantes. O parque disponibiliza visitas monitoradas (agendadas) e um carrinho elétrico para pessoas com dificuldade de locomoção. Mais informações no site www.ibot.sp.gov.br Crianças até 10 anos, adultos acima de 65 anos e pessoas com deficiência não pagam. 4ª a domingo, e feriados, 9h às 17h. Av. Miguel Stéfano, 3.031, Água Funda, Telefone: (11) 5073-6300.
Jockey Club
O Jockey Club de São Paulo abriga o tradicional hipódromo Cidade Jardim, onde acontecem algumas das principais corridas de cavalos do País, e oferece infraestrutura para 1.500 animais purosangue inglês e 500 cavalos de outras raças em seu centro de treinamento, para formar o programa de corridas. Os amantes do turfe encontram aqui um espaço ideal para acompanhar cada páreo, fazer suas apostas e desfrutar de momentos de pura emoção. Há também playground, passeio gratuito em pôneis e cavalos nos fins de semana, além de três restaurantes: Charlô, Cânter e Mercearia São Roque, que funcionam também nos dias sem corrida. Os espaços são acessíveis a pessoas com cadeira de rodas, por meio de rampas ou elevadores. Ingresso gratuito. Estacionamento pago, com manobristas, e vagas reservadas para pessoas com deficiência. Banheiros adaptados. Mais informações no site www.jockeysp.com.br Sábado e domingo, 12h às 21h, 2ª, 18h às 23 h, 6ª, 17h às 22h. Av. Lineu de Paula Machado, 1.263, Morumbi, Telefone: (11) 2161-8300.
Memorial da América Latina
Inaugurado em 1989, é outro projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer para a cidade de São Paulo. Criado para estreitar as relações culturais, políticas, econômicas e sociais do Brasil com os demais países da América Latina, o projeto contou com a importante contribuição do antropólogo Darcy Ribeiro no desenvolvimento de sua conceituação cultural. Dispõe de com auditórios, bibliotecas, galerias de arte, pavilhões culturais, praça cívica e amplo espaço para apreciar as esculturas externas em exposição. A acessibilidade no espaço é proporcionada por rampas, mas ainda existem alguns degraus. Monitores estão preparados para ajudar os visitantes a vencer essas barreiras. No Memorial também funciona o Gabinete da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD). Desconto para estudantes e idosos. Estacionamento pago com vagas demarcadas para pessoas com deficiência. Banheiros adaptados. Programação no site www.memorial.sp.gov.br 3ª a domingo, 9h às 18h; biblioteca: 2ª a 6ª, 9h às 18h; sábado, 9h às 15h. Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda, Telefone: (11) 3823-4600.
Mercado Municipal
Os quase 13 mil metros quadrados do Mercado Municipal por vezes ficam pequenos para o movimento diário de 14 mil pessoas. Enquanto muita gente vai até lá para passear e degustar o famoso pastel de bacalhau e o generoso sanduíche de mortadela (300g em pão francês), a maioria dos que circulam está ali trabalhando desde muito cedo para oferecer produtos de qualidade a clientes sempre muito exigentes. Não é difícil encontrar grandes chefs da cidade escolhendo pessoalmente ingredientes para suas criações culinárias. O Mercadão oferece acessibilidade ao visitante em cadeira de rodas por meio de rampas e elevadores. A proximidade com a estação Luz do metrô facilita a vida do visitante. Site: www.mercadomunicipal.com.br 2ª a sábado, 6h às 18h. Domingo e feriados, 6h às 16h. R. da Cantareira, 306, Parque Dom Pedro II, Telefone: (11) 3326-6664.
Museu Afro-Brasil
O museu Afro-Brasil, inaugurado em 2004, resgata as manifestações artísticas de negros e mestiços, mostrando a sua influência na formação da cultura brasileira. Em mais de duas décadas dedicadas ao tema, o escultor Emanoel Araújo, principal responsável pela iniciativa e seu curador-chefe, conseguiu reunir um acervo significativo, que deu origem ao museu. A localização, no Parque do Ibirapuera, facilita o acesso e oferece condições de acessibilidade para cadeirantes. Os três andares onde se realizam as exposições, permanentes e temporárias, são ligados por rampas – com inclinação acentuada, que exige ajuda na subida da cadeira de rodas. Os corredores são espaçosos e o serviço de monitoria agendada facilita o acesso às informações. Entrada gratuita. Para mais informações, acesse o site do museu: www.museuafrobrasil.com.br 3ª a domingo, 10h às 17 h. R. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Parque do Ibirapuera, Portão 10, Telefone: (11) 5579-8542
Museu da Língua Portuguesa
Inaugurado em 2006, o Museu da Língua Portuguesa inovou na forma de apresentar sua exposições ao público. Utilizando criatividade, tecnologia e interatividade com o público, oferece navegação em telas que mostram a origem da língua, sua evolução, as diversas formas de utilização no cotidiano e o seu emprego na literatura. Para o público com deficiência, o prédio oferece acessibilidade em todos os andares, sinalização com piso podotátil e monitores. Estudantes com carteirinha pagam meia-entrada. Professores da rede pública (com holerite e identidade), crianças até 10 anos e adultos a partir de 60 anos não pagam. Aos sábados, a visitação é gratuita. Banheiros adaptados. Mais informações e programação podem ser obtidos no site do Museu da Língua: www.museulinguaportuguesa.org.br 3ª a domingo, 10h às 18h. Praça da Luz, s/nº, Centro, Telefone: (11) 3326-0775.
Museu de Arte Moderna (MAM)
Situado no Parque do Ibirapuera, ao lado do prédio da Bienal, o Museu de Arte Moderna surgiu da iniciativa do empresário Francisco Matarazzo, inspirado no MoMA de Nova York. Em seu acervo estão mais de 5 mil obras dos mais importantes nomes da arte moderna e contemporânea do País.Anualmente, realiza programação com grandes exposições e promove, a cada dois anos, o Panorama da Arte Brasileira. Completando a lista de atrações, estão o Jardim das Esculturas e o restaurante Prêt. Ótimo acesso para pessoas com deficiência, com piso podotátil no entorno do prédio. O MAM desenvolve o projeto Igual Diferente, que incentiva pessoas com diversos tipos de deficiência, adultos e crianças a criar interesse pela arte. Meia-entrada para estudantes (com carteirinha) e gratuito para menores de 10 e maiores de 65 anos, sócios do MAM, funcionários de empresas parceiras e pessoas com deficiência. Banheiros adaptados. 3ª a domingo, e feriados, 10h às 18h. Parque do Ibirapuera, Portão 3, s/nº, Ibirapuera, Telefone: (11) 5085-1300.
Museu de Arte de São Paulo (MASP)
O MASP e um dos mais conhecidos cartões postais da cidade de São Paulo. Palco de grandes exposições e manifestações culturais, este espaço, fundado por Assis Chateaubriand, Pietro Maria Bardi e Lina Bo Bardi, tem em seu acervo obras dos mais renomados artistas da Brasil e Europa, entre os quais estão Volpi, Lasar Segal, Manabu Mabe, Henri Matisse, Claude Monet, Pablo Picasso, Sandro Boticelli e Rembrandt. Para visitar suas diversas salas, pessoas com deficiência tem acesso através de elevadores e rampas. Ainda dentro do museu, o visitante encontra um restaurante e loja que vendem
livros e lembrancas da visita. Av. Paulista, 1.578, Cerqueira Cesar, (11) 3251-5644. 3a a domingo, 11h as 18h. 5a, 11h as 20h. Gratuito para menores de 10 anos e maiores de 60 anos. Entrada gratuita as 3a. Banheiros adaptados. www.masp.uol.com.br
Museu do Futebol
História com interatividade. Essa é a receita do Museu do Futebol, que oferece aos visitantes grande quantidade de informação através de soluções multimídia, fotografias históricas, painéis gigantes com detalhes do esporte, totens eletrônicos com a história das Copas do Mundo, cinema 3D, monitores com lances importantes de craques brasileiros, narrativas dos principais fundamentos do esporte e jogos interativos. O projeto contemplou necessidades de pessoas com deficiência. Já na bilheteria se encontra o piso
podotátil, para guiar a visita de pessoas com deficiência visual. Há monitores capacitados para prestar assistência a esse público e instrutores habilitados em Libras. Os elevadores servem a todos os andares. A altura das atrações interativas está acessível a cadeirantes. Também há sinalização em Braille, áudio-guias e jogos táteis. Reserve pelo menos uma
manhã ou tarde para desfrutar de tudo que o museu oferece. Meia-entrada para estudantes, aposentados e idosos. Banheiros adaptados. Visita virtual pelo site
www.museudofutebol.org.br 3ª a domingo, 10h às 17h. Praça Charles Miller, s/nº,
Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, Pacaembu, Telefone: (11) 3663-3848.
Parque Estadual do Jaraguá
O ponto mais alto da cidade de São Paulo tem 1.135 metros e está localizado no Parque do Jaraguá. Do mirante, adaptado para cadeirantes, tem-se uma ampla vista da cidade em dia de céu claro. O acesso é feito por carro, por uma sinuosa e bem conservada estrada asfaltada, ou por trilha de cerca de 1.800 metros, que sai direto do parque. Outra atração é a Trilha do Silêncio, um caminho plano com madeira e terra batida, no qual se contemplam várias espécies de arvores e plantas. Existe sinalização em Braille indicando as árvores principais, bem como nas orientações iniciais do passeio. Na biblioteca, se encontram publicações nessa língua. Para chegar ao Parque Jaraguá, de carro, siga pela Rodovia Anhanguera e saia no Km 18, em direção à Vila Jaraguá. A partir daí, siga as placas. Áreas de lazer com churrasqueiras. Banheiros adaptados. Mais informações no site www.iflorestsp.br/Jaraguá 2ª a domingo, 7h às 17h. R. Antonio Cardoso Nogueira, 539, Jaraguá, Telefone: (11) 3941-2162.
Parque do Ibirapuera
O Ibirapuera é o maior e mais frequentado parque de São Paulo. Em seus quase 2 milhões de metros quadrados, cobertos em sua maioria por área verde, recebe cerca de 20 mil pessoas todos os dias. Em domingos ensolarados, o público chega a 130 mil. Toda essa gente vem ao parque em busca de espaço para a prática esportiva, lazer com as crianças e visitas aos seus vários museus. Localizado em área plana, facilita a circulação de cadeirantes.As vias internas são asfaltadas e não há calçadas. O parque infantil está localizado em local gramado. Nas trilhas internas, o terreno é acidentado. Existem amplos espaços para piquenique e local para aluguel de bicicleta (algumas com lugares para duas ou mais pessoas). O projeto arquitetônico das edificações do parque é assinado por Oscar Niemeyer: o Pavilhão Principal, a OCA (espaço para exposições), o Auditório Ibirapuera e o Museu de Arte Moderna (MAM). Banheiros públicos adaptados, com barras de apoio. Diariamente, 5h a 0h. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Telefone: (11) 5574-5177.
Parque Villa-Lobos
Criado em 1994, o parque vem sendo ampliado e aprimorado para atender à demanda de público da zona oeste. Possui quadras esportivas, ciclovia, anfiteatro, quiosques, e pista de caminhada e corrida. Recentemente, o parque desenvolveu um projeto para ampla acessibilidade para pessoas com deficiência. Foram criadas rampas, abertas trilhas táteis, telefones para surdos, brinquedos adaptados para crianças e contemplada a acessibilidade em todos os eventos abertos que o parque promove. Vagas demarcadas para pessoas com deficiência. Banheiros adaptados. www.ambiente.sp.gov.br Diariamente, 6h às 18h. Av. Professor Fonseca Rodrigues, 1.655, Alto de Pinheiros, Telefone: (11) 3023-0316.
Pateo do Collegio
A cidade de São Paulo foi fundada há 455 anos. O palco desse acontecimento histórico foi preservado em meio a tantos edifícios e ruas asfaltadas da maior metrópole da América Latina. Foi aqui que tudo começou. O padre José de Anchieta e Manoel da Nóbrega chegaram ao planalto de Piratininga, depois de subir a Serra do Mar e passar pela já criada vila de Santo André da Borda do Campo. Em 25 de janeiro de 1554, fundaram o Colégio dos Jesuítas – que deu início à São Paulo de Piratininga. Visitar esse local, e passear por essa rica história da cidade não é uma tarefa fácil para cadeirantes e deficientes visuais, mas o esforço é recompensado. Os maiores obstáculos estão no trajeto, dada a má conservação das calçadas, a ausência de guias rebaixadas em algumas esquinas e falta de orientação para defi cientes visuais. Nas atrações, especificamente, existe uma adaptação arquitetônica básica, mas ainda encontram-se barreiras para circulação, como degraus. No complexo do Pateo do Collegio o visitante encontrará o Museu Anchieta, com sete salas de exposição, a biblioteca Padre Antonio Vieira, que tem
em seu acervo obras raras, periódicos antigos e sistema áudio-visual, a Igreja do Beato Anchieta, com missas diárias às 12h (domingo, às 10h) e uma parada obrigatória para descanso no Café do Pateo (3ª a domingo, 9h às 17h). Grátis para idosos, pessoas com defi ciência e crianças até 7 anos. Estudantes pagam meia entrada. Banheiro adaptado.
3ª a 6ª, 9h às 16h45, sábado e domingo, 9h às 16h30. Praça Pateo do Collegio, 2, Centro,
Telefone: (11) 3105-6898.
Pinacoteca
A Pinacoteca do Estado é um dos museus mais importantes do País – e também o mais antigo. Em seu prédio centenário, inaugurado em 1905, réune um acervo de mais de 6 mil obras. Ao lado funciona a Estação Pinacoteca, antigo prédio da Estrada de Ferro Sorocabana, totalmente reformado após o tombamento por sua importância histórica e arquitetônica. Apesar de estarem em edifícios muito antigos, ambos os espaços dispõem de acessibilidade para pessoas com cadeira de rodas e mobilidade reduzida. Com o objetivo de incentivar a visitação do público com deficiência, a Pinacoteca criou o Programa Educativo para Públicos Especiais (PEPE). Essa iniciativa, além de monitorar as visitas agendadas, é responsável pela criação da Galeria Tátil de Esculturas Brasileiras, na qual os visitantes podem tocar as obras originais. Em caso de necessidade de acompanhamento de intérprete de Libras, basta solicitar o agendamento. Entrada gratuita aos sábados. Estudantes (com carteirinha) e idosos pagam meia-entrada. Crianças com até 11 anos não pagam. Estacionamento próprio, sem manobrista, com vagas reservadas
para pessoas com deficiência. Banheiros adaptados. Mais informações, como programação, podem ser obtidas no site www.pinacoteca.org.br 3ª a domingo, 10h às 18 h. Praça da Luz, 2, Luz, Telefone: (11) 3324-1000.
Playcenter
Parque de diversões com atrações, espetáculos e shows para todas as idades. Monitoramento especial para visitantes com deficiência. Na entrada, uma equipe assume a orientação de que brinquedos será possível utilizar, de acordo com o tipo e grau de deficiência. Descontos para crianças de 3 a 10 anos. Crianças de até 3 anos e pessoas acima de 60 anos não pagam. Estacionamento próprio. Traslado gratuito para a estação Barra Funda do metrô. Banheiros adaptados. Mais informações no site www.playcenter.com.br R. José Gomes Falcão, 20, Barra Funda, Telefone: (11) 3556-5111.
Planetário Prof. Aristóteles Orsini
Mais uma opção de divertimento para a família dentro do Parque do Ibirapuera. O Planetário oferece a oportunidade de enxergar o céu de uma maneira impactante. Enquanto se observam as estrelas, constelações e planetas do universo, uma gravação transmite informações sobre tais imagens. O acesso à sala de projeção é feito por meio de rampas e existem lugares reservados para cadeirantes. Aposentados, crianças até 12 anos, visitantes acima de 65 anos, pessoas com deficiência e estudantes (com carteirinha) pagam meia-entrada. Possui banheiros adaptados. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 10, Ibirapuera, Telefone: (11) 5575-5425
Rua Oscar Freire
Eleita, em 2006, a oitava rua mais chique do planeta, por ela circulam consumidores em busca das grifes mais famosas do mundo. Localizada no elegante bairro dos Jardins, ficou ainda mais sedutora depois da completa reurbanização por que pas-sou, em 2007. Foram retirados os postes com fiação aparente, padronizado o mobiliário público e o piso das calçadas, trocados. Elas ficaram mais largas, e ganharam guias rebaixadas e trilha podotátil em boa parte de sua extensão.
Shopping Cidade Jardim
Inaugurado em maio de 2008, é o mais novo shopping de São Paulo. Construído junto a um complexo de prédios residenciais de alto padrão e torres comerciais, oferece a seus exigentes clientes muita sofisticação, conforto e lojas até então sem representação no Brasil. Em seus cinco pisos, o projeto paisagístico é impecável. Os corredores são amplos e bem iluminados por luz natural. A cordialidade no atendimento é uma marca. O acesso pode ser feito por escadas rolantes ou por elevadores com ascensorista. No terraço, é possível entrar com a cadeira de rodas, via elevador, e desfrutar da visão da cúpula da Zona Sul ao ar livre. O shopping também disponibiliza cadeiras elétricas para pessoas com dificuldade de locomoção. São 180 lojas, sete salas de cinema e estacionamento para 1.500 carros, com vagas reservadas para pessoas com deficiência. Mais informações no site www.shoppingcidadejardimjhf.com.br Av. Magalhães de Castro, 12.000, Morumbi, Telefone: (11) 3552-1000.
Shopping Center Iguatemi
Primeiro shopping center do País, abriu caminho para esse tipo de empreendimento comercial. Localizado na Av. Faria Lima, nos Jardins, é roteiro obrigatório para quem quer comprar sem pechinchar, comer bem e divertir-se. Oferece boa acessibilidade para pessoas com deficiência física, com rampas e corredores largos – além de elevadores e banheiros adaptados. Tem 330 lojas, seis salas de cinema e estacionamento para 1.824 carros, com vagas reservadas para pessoas com deficiência. Mais informações no site www.iguatemisaopaulo.com.br Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.232, Jardim Paulistano, Telefone: (11) 3816-6116.
Shopping Center Norte
Localizado na zona norte de São Paulo, faz parte de um amplo conjunto comercial, que inclui um centro de exposições, shopping para o lar e um hotel. Construído em uma área de 400 mil metros quadrados, seu principal diferencial é ter sido planejado em um único pavimento: o térreo. Todas as suas atrações e estacionamento estão num mesmo piso, facilitando a circulação dos visitantes, em especial de pessoas com deficiência. Banheiros adaptados. São 475 lojas, cinco salas de cinema e estacionamento gratuito para 12.000 carros. Vagas reservadas para pessoas com deficiência. Mais informações podem ser obtidas no site www.centernorte.com.br. Travessa Casalbuono, 120, Vila Guilherme, Telefone: (11) 2224-5900.
Teatro Municipal
Construído pelo arquiteto brasileiro Ramos de Azevedo e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi, o Teatro Municipal mantém o glamour dos velhos tempos. Prestes a completar 100 anos, sua arquitetura imponente e bom gosto das peças decorativas, no interior das salas, chamam a atenção de todos. Pessoas com deficiência física têm lugares reservados na plateia e é possível fazer visitas monitoradas. O término da reforma da Ala Nobre está previsto para maio de 2009, quando o teatro será reaberto ao público. Estudantes e Idosos pagam meia-entrada. Possui banheiro adaptado. Visitas monitoradas em três horários: 2ª a 6ª, 10h às 15h; 13h e 18h. Sábado, visita única às 10h. Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Centro, Telefone: (11) 3397-0300.
Zoológico
O Zoo de São Paulo ocupa área de quase 1 milhão de metros quadrados está cercado de Mata Atlântica original, abrigando mais de 3 mil espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados em ambientes amplos e semelhantes ao seu habitat natural. A acessibilidade nas alamedas do Zoo é prejudicada pela configuração do terreno, cheio de subidas e descidas. O mesmo acontece com a visualização de alguns animais, por conta de degraus no acesso. Em contrapartida, existe uma monitoria desenvolvida exclusivamente para este público – que oferece uma experiência sensorial para conhecer o mundo animal. Meia-entrada para menores de 12 anos, estudantes (com carteirinha), professores da rede estadual (com comprovante) e idosos. Crianças menores de 3 anos e pessoas com deficiência não pagam. Estacionamento no local. Banheiros adaptados.
3ª a domingo, 9h às 17h (aberto 2ª, somente em feriados, ou se véspera). Av. Miguel Stéfano, 4.241, Água Funda, Telefone: (11) 5073-0811.
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A Figueira Rubaiyat
Cozinha Tradicional. O que chama a atenção neste restaurante, além de seu rico e variado cardápio inspirado na tradicional cozinha com fornos de barro e panelas de ferro, é a imponência da enorme figueira que fica entre as mesas do salão principal. Apesar de ter mantido o espaço para manutenção apropriada da árvore, existe área para circulação de cadeiras de rodas. Os banheiros estão adaptados e o serviço de manobristas, na porta, facilita a entrada e saída de clientes. Serviço de vallet. Mais informações no site www.rubaiyat.com.br R. Haddock Lobo, 1.738, Jardim Paulista, Telefone: (11) 3087-1399.
Bar Brahma
Bar com música ao vivo. Localizada em uma das esquinas mais famosas de São Paulo – a da Avenida Ipiranga com Avenida São João –, o Bar Brahma é o lugar de quem quer ouvir música brasileira em um local descontraído e muito animado. Preservando decoração que lembra o auge de sua história, as décadas de 1950 e 1960, o ambiente é amplo e traz conforto às pessoas que utilizam cadeiras de rodas. Existem alguns pequenos degraus que prejudicam a acessibilidade, mas não impedem a circulação. O corredor que leva ao banheiro adaptado é estreito, mas dá para passar com a cadeira. Estacionamento pago, com manobrista. Mais informacões: www.barbrahmasp.com.br
Av. São João, 677, Centro (estação República do metrô), Telefone: (11) 3333-0855 / 3333-3030.
Bolinha
A casa da feijoada em São Paulo. Essa iguaria bem brasileira é preparada no fogão à lenha e servida diariamente em cumbucas de barro, nas versões Tradição e Magra, juntamente com as guarnições que a acompanham. Para quem quer desfrutar desse local, mas não aprecia feijoada, a casa oferece várias opções em seu cardápio. O acesso ao restaurante é feito por rampas, a circulação é boa e os banheiros, adaptados. Estacionamento com manobrista. Mais informações no site www.bolinha.com.br
Av. Cidade Jardim, 53, Jardim Europa, Telefone: (11) 3061-2010.
Baby Beef Rubaiyat
Churrascaria à la carte. Tradicionalmente a casa é mais conhecida pelos cortes exclusivos de seu rebanho, criado em fazenda própria e a típica feijoada brasileira servida às quartas e sábados. Além dessas opções, os clientes podem experimentar o bufê Mediterrâneo, aos domingos, segundas, terças e quintas. Às sextas-feiras é servido o bufê Pescados da Espanha. O salão é bastante amplo e as mesas acomodam bem a cadeira de rodas. Os banheiros são adaptados e atendem às necessidades das pessoas com deficiência. Estacionamento com manobrista. www.rubaiyat.com.br Al. Santos, 86, Paraíso, Telefone: (11) 3170-5100.
Central 22
As mesas na calçada dão o ar descontraído para esta lanchonete do bulevar Avanhandava. A especialidade, aqui, é o sanduíche de pernil. A casa utiliza a estrutura dos outros restaurantes (na mesma rua) do grupo Mancini de atendimento às pessoas com deficiência. Estacionamento com manobrista. R. Avanhandava, 22, Bela Vista (próximo à estação Anhangabaú do metrô), Telefone: (11) 3258-4243.
Dinho’s Place
Churrascaria à la carte. Cardápio variado, com várias opções de grelhados. Destaque para o Prime Rib Red Angus, um corte especial com ótima aceitação da clientela. Um bufê de saladas e doces está à disposição dos clientes e o aces-so não oferece dificuldade. É possível pedir o serviço de salada e sobremesa à mesa. Aos sábados e quartas-feiras é servido um bufê completo, com a feijoada brasileira. Boa acessibilidade nos banheiros e nos salões de serviços. Estacionamento com manobrista. Al. Santos, 45, Paraíso, Telefone: (11) 3016-5333.
Dom Curro
Especialista nas receitas espanholas à base de pescados e frutos do mar, o Dom Curro é muito conhecido em São Paulo por sua famosa paella (diz-se paêia, e não paeja – pelo fato de o prato ser originário da Espanha e não da região do Rio Prata, que separa a Argentina e o Uruguai) – iguaria que serve tranquilamente seis pessoas – e as lagostas vivas, que o cliente escolhe para serem preparadas em um enorme viveiro que decora
o ambiente. A tradicional sangria (vinho misturado com conhaque e frutas) acompanha muito bem os pratos, assim como a seleção de vinhos espanhóis disponíveis O espaço é amplo, o que facilita a circulação com cadeiras de rodas. O banheiro está adaptado e tem fácil acesso. Estacionamento com manobrista. R. Alves Guimarães, 230, Pinheiros, Telefone: (11) 3062-4712.
Famiglia Mancini
Típica cantina italiana, possui um elevador para o acesso ao salão principal. Os banheiros estão adaptados para receber os cadeirantes, há um bom espaço para circulação entre as mesas e o bufê, e o serviço de manobrista, na porta. Em caso de necessidade, a casa dispõe de van adaptada para transporte dos clientes. Estacionamento com manobrista. R. Avanhandava, 81, Bela Vista (próximo à estação Anhangabaú do metrô), Telefone: (11) 3256-4320 e 3255-6599 (reservas).
Fogo de Chão
Uma das churrascarias pioneiras no serviço do tipo rodízio, a casa oferece aos clientes com deficiência atendimento preferencial na fila de espera (muito frequente nos fins de semana). Quando é necessário aguardar uma mesa, o cliente recebe um sinalizador vibratório, com luzes de aviso para a chamada. O salão é amplo e não dificulta a circulação de cadeiras. O bufê de saladas está em uma altura acessível para cadeirantes,
mas pode ser servido à mesa se essa for a preferência do cliente. Os banheiros têm fácil acesso e são bem sinalizados. Em São Paulo, existem mais duas unidades além desta, próxima ao Aeroporto de Congonhas: na Avenida Santo Amaro e Avenida dos Bandeirantes. Estacionamento com manobrista. Av. Moreira Guimarães, 964, Moema,
Telefone: (11) 5056-1795.
La Casserole
Autêntico bistrô francês, a casa preserva as tradições da gastronomia do país em um ambiente acolhedor, que lembra a época em que foi inaugurado (1954). O salão é amplo e o piso facilita a circulação com cadeira de rodas. O banheiro está adaptado e fi ca em local de fácil acesso. Na entrada, porém, existe um degrau que dificulta o acesso ao restaurante. Mas a cordialidade dos recepcionistas ajuda a superar esse obstáculo.
Estacionamento com manobrista. Lgo do Arouche, 346, Centro (próximo
a estacao Republica do metro). Telefone: (11) 3331-6283 / 3221-2899.
1900 Pizzeria
Tradicional pizzaria de bairro paulistana, dispõe de quatro endereços para atender seu público cativo, oferecendo variedade em seu cardápio – incluindo opções de pizza com baixo teor calórico e pizzas doces. A acessibilidade de todas as unidades oferece conforto às pessoas com deficiência, exceto na unidade Chácara Flora, onde o acesso ao banheiro é inadequado é tem de ser com ajuda. Em 2008, a 1900 desenvolveu a ação Pizza do Bem, que beneficiou a ONGs que trabalham em favor da inclusão das pessoas com deficiência. Estacionamento com manobrista.
Al. dos Nhambiquaras, 573, Moema, Telefone: (11) 5051-1959.
Nakombi
Restaurante que apresenta a culinária japonesa de uma forma simpática e criativa. No meio do salão existe uma van do tipo Kombi, que serve de local de trabalho e balcão para os clientes e sushi-men. O acesso para pessoas com deficiência física que utilizam cadeira de rodas é razoável, mas a preferência deve ser por acomodá-las às mesas do primeiro piso, mais confortável. É possível também utilizar os tatames, no quais todos se sentam no chão. Nesse caso, cadeirantes precisam ter bom equilíbrio corporal para se acomodarem bem. O acesso ao banheiro, equipado com barras de apoio, é estreito. Com cuidado, é possível manobrar a cadeira de rodas. Estacionamento com manobrista. R. Pequetita, 170, Vila Olímpia, Telefone: (11) 3845-9911.
Original
Este típico boteco paulistano recriou o ambiente e o astral dos tradicionais bares da boemia em São Paulo. Além da decoração clássica, a proposta da casa é trazer para seus clientes os mais famosos petiscos da cidade, homenageando alguns locais muito conhecidos de São Paulo, e um chope de primeiríssima qualidade. O ambiente é muito descontraído e agradável, mas a acessibilidade não é o ponto forte do local. A casa está quase sempre lotada e isso dificulta a circulação, mesmo para quem não usa cadeira de rodas. O banheiro não está adaptado, mas com ajuda é possível utilizá-lo. Ainda assim, vale o esforço para a visita. Estacionamento pago, com manobrista. R. Graúna, 137, Moema, Telefone: (11) 5093-9486.
Pandoro
Reinaugurado depois de um súbito fechamento, em 2006. A casa passou por uma ampla reforma, visando resgatar as tradições originais que fizeram dela um ponto de encontro dos paulistanos por várias décadas. O “Caju Amigo”, um dos drinques mais conhecidos da cidade, foi criado aqui. Além desse atrativo, o Pandoro oferece uma grande variedade de uísques, vinhos, petiscos e pratos especiais. A casa abre também para almoço executivo, servindo bufê à la carte. O acesso é confortável e uma pessoa com cadeira de rodas poderá desfrutar sem dificuldades de todos os espaços disponíveis, exceto na varanda – por conta de alguns degraus, que dificultam o acesso. Estacionamento com manobrista. Av. Cidade Jardim, 60, Jardim Europa, Telefone: (11) 3063-1661.
Pizzaria Avanhandava 34
Além das tradicionais pizzas e uma ampla carta de vinhos, a casa oferece música ao vivo todas as noites a seus clientes. Bom espaço para circulação de cadeira de rodas, rampas de acesso e banheiros adaptados para receber o público com deficiência física. Estacionamento com manobrista. R. Avanhandava, 25, Bela Vista (próximo à estação Anhangabaú do Metrô), Telefone: (11) 3231-0033 / 3255-6599 (reservas)
Quintal do Braz
Considerada uma das melhores pizzarias de São Paulo, a Casa Braz oferece grande variedade de pizzas – feitas com ingredientes selecionados, receitas inusitadas e acompanhadas de chope sempre muito gelado. Seguindo o mesmo caminho,
o Quintal do Braz, além de ter em seu cardápio pizzas com a mesma qualidade, oferece ao público que utiliza cadeira de rodas mais acessibilidade em suas instalações. O espaço é amplo, facilitando a circulação, e o acesso ao estabelecimento é feito por rampas. O banheiro é acessível a pessoas com deficiência. Estacionamento pago, com manobrista. R. Gandavo, 447, Vila Mariana, Telefone: (11) 5082-3800.
Ráscal Itaim
Uma cozinha aberta no meio do salão. Essa foi a proposta que originou a criação deste simpático restaurante, em São Paulo. Um farto bufê de saladas e sobremesas está à disposição para os clientes se servirem diretamente. Na ilha de massas artesanais, os pratos são finalizados na hora, bem à sua frente. Os grelhados são servidos à la carte. Se não gostar de nenhuma das opções do dia, experimente as pizzas e calzones feitos no forno à lenha. Em termos de acessibilidade, o espaço é adequado para cadeirantes, oferecendo uma ampla entrada, boa circulação interna e banheiros adaptados. Para deficientes visuais, o Ráscal disponibiliza cardápio em Braille. Basta o cliente solicitar. Boa opção para almoço executivo ou um jantar mais descontraído. Estacionamenrto com manobrista. A casa possui unidades também na Alameda Santos, shoppings Iguatemi, Market Place, Pátio Higienópolis e Villa-Lobos. R. Leopoldo Couto de Magalhães, 831, Itaim Bibi, Telefone: (11) 3078-3351
Terraço itália
O Terraço Itália está no coração de São Paulo e dispõe de uma vista privilegiada da cidade. De seus quatro ambientes é possível observar a selva de pedra ao redor, do alto do 41º andar – como se fosse uma maquete. Em dias ensolarados ou noites de céu limpo enxerga-se os quatro cantos da cidade. O lugar é ideal para se ter uma noção do tamanho da metrópole enquanto se aprecia o almoço ou jantar, bebe-se com amigos no happy hour – com Piano Bar e música ao vivo. O acesso ao restaurante é feito por elevador com ascensorista e baldeação, depois da qual chega-se ao 41º andar. Até aqui o caminho é tranqüilo para cadeirantes, bem como nos banheiros disponíveis. O problema é chegar ao terraço ou piso superior, onde fica o Piano Bar. Esse acesso é feito por escadas, apenas. No terraço, o parapeito é alto – o que aumenta a segurança mas impossibilita a visão de quem está sentado. Uma possibilidade para melhorar a visibilidade seria abrir uma janela na parede. Mesmo assim, vale a pena ir até o lugar e apreciar São Paulo do céu. E, por que não, abençoá-la? Estacionamento com manobrista. Av. Ipiranga, 344, 41º andar, Centro, Telefone: (11) 2189-2929.
Walter Mancini Ristorante
Restaurante sofisticado que traz o melhor da alta gastronomia italiana e música ao vivo para os clientes. Os salões, amplos, facilitam a circulação das pessoas com cadeira de rodas.A entrada da casa é feita por uma rampa e os banheiros estão adaptados. Assim como os outros restaurantes do grupo Mancini, é possível utilização da van adaptada para transporte ao local. Estacionamento com manobrista. R. Avanhandava, 126, Bela Vista (próximo à estação Anhangabaú do metrô), Telefone: (11) 3258-8510 / 3255-6599 (reservas).
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Blue Tree Towers Faria Lima
A reconhecida rede Blue Tree tem uma unidade na região da Faria Lima, um dos principais corredores da cidade. Além do Shopping Center Iguatemi, aqui estão prédios comerciais, muitos bares, restaurantes e casas noturnas. No hotel, o hóspede com deficiência encontra boa infraestrutura de lazer e negócios. Nos apartamentos, as adaptações do banheiro são as básicas, Não há barreiras para acesso às áreas comuns. 338 apartamentos (2 adaptados), mais restaurante, piscina, salas de ginástica, massagem, jacuzzi, sauna e cabeleireiro. Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.989, Vila Olímpia, Telefone: (11) 3896-7544. www.bluetree.com.br
Comfort Hotel Downtown
Uma opção mais econômica para quem está procurando hotel no Centro da cidade. Os acessórios no banheiro dos apartamentos adaptados são os básicos para deficientes físicos e o acesso no hotel é feito por meio de rampas e elevadores. Outra conveniência é que a estação República do metrô está a cerca de 300 metros. 260 apartamentos (2 adaptados), piscina, fitness center, restaurante e lobby bar. R. Araújo , 141, Centro, Telefone: (11) 21374600. www.atlanticahotels.com.br
Formule 1
Opção econômica e de fácil acesso, devido à proximidade com a estação Paraíso do metrô. Aqui, cadeirantes encontram adaptação básica no banheiro do apartamento. A habitação é um pouco maior que as unidades padrão e os telefones são comunitários, nos corredores. São 300 apartamentos (2 deles, adaptados), e restaurante unidades em outros bairros, como Consolação, Jardins, Centro e Morumbi, recém-inaugurada. R. Vergueiro, 1.571, Paraíso, Telefone: (11) 5085-5699. www.formule1.com.br
Green Place Flat
A Vila Mariana é um bairro no qual estão presentes inúmeras instituições que atendem pessoas com deficiência, além da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Este flat é uma opção para visitantes que querem essa conveniência, conforto e preço acessível. Os apartamentos apresentam as adaptações básicas para pessoas com deficiência física. Um serviço diferenciado que o hotel oferece gratuitamente é o traslado em uma van para alguns destinos na cidade, como o Aeroporto de Congonhas. São 120 apartamentos (6 adaptados), restaurante, cafeteria, piscina, jacuzzi, fitness center e sauna. R. Dr. Diogo de Faria, 1.201, Vila Mariana, Telefone: (11) 5081-9150. www.greenplaceflat.com.br
Hotel Fasano
Localizado nos Jardins, região conhecida pelas várias opções de restaurantes e a famosa Rua Oscar Freire, o Fasano oferece conforto e requinte em seus apartamentos e suítes. Nas 2 unidades adaptadas, o espaço é amplo, a cama é do tipo casal, e é possível solicitar cama extra para acompanhante; o banheiro dispõe dos acessórios básicos. No hotel, há duas excelentes opções gastronômicas: a Trattoria Nonno Ruggero e o clássico restaurante Fasano, além do bar Baretto, com música ao vivo. 60 apartamentos (2 adaptados), restaurantes, bar, piscina, ofurô, sauna e fitness center. R. Vittorio Fasano, 88, Jardins, Telefone: (11) 3869-4000. www.fasano.com.br
Hotel Renaissance
A uma quadra da Avenida Paulista, é muito procurado por quem vem à cidade para trabalhar, mas não abre mão de conforto e sofisticação. As acomodações dos 9 apartamentos adaptados (quartos com uma ou duas camas) dispõem de olho mágico rebaixado, banheiro adaptado com barras, e bastante espaço para circulação. Na recepção, o viajante com deficiência auditiva alfabetizado em Libras será atendido por um funcionário habilitado nessa língua. O aces-so é feito por elevadores e rampas. Além das opções gastronômicas, o hotel conta com o Havana Club e o Teatro Renaissance, como alternativas de programação para os visitantes. 452 apartamentos (9 adaptados), restaurante, sushi bar, disco club, teatro, piscina, spa e fitness center. Al. Santos, 2.233, Cerqueira César, Telefone: (11) 3069-2233. www.hoteis.marriott.com.br/renaissance-sao-paulo
Hotel Unique
Design arrojado, decoração personalizada em cada apartamento, projeto paisagístico inovador, vista privilegiada para o Parque do Ibirapuera, além de muito conforto e tecnologia para facilitar a vida das pessoas, são os ingredientes do Unique. Inaugurado em 2003, o projeto assinado por Ruy Ohtake (arquitetura), Gilberto Elkis (paisagismo) e João Armentano (decoração) tornou-se referência no mundo da hotelaria. Nos 2 apartamentos adaptados, além do glamour, destacam-se a amplitude do espaço, um pouco maior que o dos demais, e as adaptações básicas no banheiro. O hotel proporciona fácil acesso em todas as suas áreas de lazer, incluindo o restaurante Skye, localizado na cobertura do prédio. Ao todo são 95 apartamentos e suítes (2 adaptados), bar, restaurante, piscina e sauna e sala de ginástica. Av. Brigadeiro Luis Antonio, 4.700 (Jardim Paulista) Telefone: (11) 3055.4700 www.hotelunique.com.br
Ibis São Paulo Congonhas
Para quem procura uma alternativa próxima ao Aeroporto de Congonhas, e não se importa com o ruído da região, o Ibis dispõe de 4 quartos preparados para receber adequadamente pessoas com deficiência física. Essa unidades são um pouco mais amplas do que as tradicionais e estão bloqueadas para uso exclusivo desse público. 391 apartamentos (4 adaptados), restaurante e traslado hotel/aeroporto.
R. Baronesa de Bela Vista, 801, Vila Congonhas, Telefone: (11) 5097-3737. www.ibis.com.br.
Novotel Ibirapuera
O Parque do Ibirapuera esta a poucas quadras desta unidade do Novotel. Além de garantir vista privilegiada da enorme área verde, o hotel oferece adaptação básica para deficientes físicos e bom acesso às áreas de lazer do prédio. A equipe de atendimento da rede passou por treinamento para receber adequadamente a esse público. Ao todo são 80 apartamentos (1 adaptado), restaurante, fitness center, quadra de tênis, sala de ginástica e sauna. R. Sena Madureira, 1.355, Ibirapuera, Telefone: (11) 2853-7900. www.accorhotels.com.br/novotel
Novotel Jaraguá
São Paulo Conventions Inaugurado em 1954, quando São Paulo comemorava seu quarto centenário, o Hotel Jaraguá abrigou o 1º Festival Internacional de Cinema e tornou-se ponto de encontro de artistas e intelectuais, nas décadas de 1950 e 1970. Sua localização,
próxima ao Vale do Anhagabau, Teatro Municipal, Viaduto do Chá e Praça da República, sempre foi um atrativo para os visitantes, na época em que o Centro tinha um charme especial. Com a morte de seu fundador, José Tjurs, e a chegada de concorrentes internacionais, o empreendimento passou por momentos difíceis e fechou as portas, em 1998. Em 1999, o prédio foi adquirido e iniciou-se o projeto de uma ampla reforma em
suas instalações. O Grupo Accor assumiu a sua administração em 2004 e o hotel passou a chamar-se Novotel Jaraguá São Paulo Conventions. Nesse processo de transformação, também foi prevista a implantação do conceito inclusivo na recepção de hóspedes com deficiência. Uma equipe com 240 funcionários passou por treinamento especial e recebeu cartilhas com dicas para excelência no atendimento desse público. A infraestrutura do hotel também foi adaptada e oferece ótima acessibilidade para pessoas
com deficiência. A conveniência já começa na recepção com uma mesa especial de atendimento, manuais em Braille, e telefones especiais para surdos. Subindo para os quartos, encontramos 1 apartamento preparado para uma pessoa surda, com sinais luminosos no quarto e banheiro (telefone e campainha), telefone com teclas especiais, além da TV com closed caption. Existe uma outra unidade só para cegos e deficientes visuais. O piso é frio, para receber adequadamente cães-guias, e o cardápio do minibar está em Braille. Em ambos, assim como nas outras 12 unidades adaptadas, a acessibilidade nos banheiros é adequada para deficientes físicos. No restaurante, também
foram feitas adaptações. O balcão do bufê é rebaixado e há cardápio em Braille. 415 apartamentos (14 adaptados), restaurante, bar, coffee shop, fi tness center, salão de beleza e teatro. R. Martins Fontes, 71, Centro, Telefone: (11) 2802-7000. www.accorhotels.com.br/novotel.
Sheraton São Paulo WTC Hotel
A Avenida Eng. Luis Carlos Berrini é o endereço de modernos prédios comerciais e tornou-se o um polo de negócios da cidade. Paralela à Marginal Pinheiros e rodeada
pelos bairros do Brooklin e Morumbi, a Berrini faz parte de um complexo viário que liga quase toda a zona sul. Recentemente ficou ainda mais importante com a inauguração da ponte Octávio Frias de Oliveira, um novo cartão-postal de São
Paulo. A localização estratégica e de fácil acesso é um dos pontos que atraem os hóspedes do Sheraton WTC. O hotel faz parte do complexo WTC (World Trade
Center), que inclui uma torre empresarial, centro de convenções e o Shopping D&D, dedicado à decoração e design. Seus confortáveis apartamentos preparados para
receber pessoas com defi ciência oferecem bastante espaço interno e adaptação
básica, com acessórios no banheiro. Em uma das unidades, inclusive, pessoas
com defi ciência visual encontrarão toda a sinalização interna do apartamento em
Braille. Outro atrativo de hospedar-se no hotel é a facilidade de acesso a todas as
áreas comuns e ao D&D, que além das lojas de móveis e acessórios para o lar
tem uma praça de alimentação, com opções para os paladares mais exigentes,
bares para um descontraído happy hour, ou simplesmente para quem quer comer
um lanche rápido. Ao todo são 296 apartamentos (2 deles, adaptados), mais restaurante,
bar, salão de beleza, piscina e fitness center. Av. das Nações Unidas, 12.559, Brooklin Novo, Telefone: (11) 3055-8000. www.sheraton.com/saopaulo
Sonesta Ibirapuera
Boa opção para quem se hospeda na zona sul. Nas ruas vizinhas se encontra de tudo um pouco: bares, restaurantes, edifícios comerciais,supermercados, feira-livre (aos domingos) lojas e um shopping, o Ibirapuera. No único apartamento adaptado, cadeirantes encontram adaptações básicas e boa acessibilidade nas áreas comuns e de lazer. Para explorar a região, é preciso agilidade e disposição, pois as ruas e esquinas estão adaptadas de forma irregular. 236 apartamentos (1 adaptado), piscina, academia de ginástica, sauna, bar e restaurante. Av. Ibirapuera, 2.534, Moema, Telefone: (11) 2164-6009. www.portugues.sonesta.com
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TRILHA ACESSÍVEL - Guilherme Bara, 31 anos, administrador de empresas
As recentes adaptações de atrações turísticas de São Paulo ajudaram muito aos deficientes visuais que visitam a cidade”, avalia o administrador Guilherme Bara, integrante do Conselho de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele sabe o que diz. A sede da entidade fica na Avenida Paulista, que passou por uma grande reforma nos dois últimos anos, melhorando as condições de circulação de pessoas com deficiência – em especial cadeirantes e cegos, graças ao rebaixamento de guias em cruzamentos e colocação de piso podotátil, a trilha para quem não enxerga ou tem baixa visão. Os desníveis do piso eram um desafio para esses públicos circularem com autonomia. “Era preciso coragem para sair sozinho”, diz Bara, que fi cou cego aos 15 anos devido a uma retinose pigmentar. Para ele, é preciso investir na capacitação da rede de atendimento a esse público para melhorar a qualidade dos serviços prestados ao turista.
COM A LEI NA BOLSA - Liana Conrado, 54 anos, cantora do Coral Paulistano
Baiana de Salvador, vivendo desde crian¬ça na capital paulista, Liana Conrado trabalha no Centro, um lugar cheio de problemas. Na Rua 24 de maio, conta, os camelôs costumam armar suas barracas em cima da trilha de sinalização para cegos – o piso podotátil. Em outros lu¬gares, há surpresas desagradáveis como buracos, degraus altos e orelhões que se convertem em barreiras intransponíveis para cegos sem cão-guia. “É inegável que têm havido melhoras na acessibilida¬de da cidade, mas é preciso multiplicar essas ações e, principalmente, educar as pessoas sobre como interagir com quem tem deficiência”, diz ela.
Um dos problemas é o desconheci¬mento dos estabelecimentos e empre¬sas acerca da legislação que os obriga a aceitar a circulação de cães-guias. “Ando sempre com uma cópia da lei em minha bolsa”, explica. “Muitas vezes, tenho de mostrá-la para garantir que possa entrar nos lugares com Sirius, ou mesmo usar o ônibus sem o motorista reclamar.
PASSEIO INESQUECÍVEL - Mariane Sant’Ana, professora de educação física, 30 anos
Professora de educação física em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Mariane ficou encantada ao conhecer algumas das atrações turísticas da capital, em 2005. “Tanto por sua riqueza cultural como pelo bom nível de acessibilidade que encontrei”, conta. Há 12 anos, ela sofreu um acidente de automóvel em uma viagem a Sorocaba, a uma hora de São Paulo, e ficou tetraplégica. Depois da reabilitação, retomou
sua atividade profissional. Diz ter ficado feliz por constatar que o movimento de
inclusão está avançando. Graças a isso também, mais pessoas podem ter acesso às atrações que a cidade oferece. “Mesmo sabendo que São Paulo é muito evoluída em vários aspectos, ao conhecer o Masp, a Pinacoteca do Estado e outros pontos turísticos, me surpreendi com o conforto de lugares que são muito interessantes, acessíveis e contam
com equipe treinada para receber bem a todos. Aquele foi um passeio inesquecível. Quero fazer outros.
”O CORPO FALA - Paullo Vieira, 38 anos, presidente da Associação dos Surdos de São Paulo
“Nossa cidade tem uma das maiores populações de surdos do país. Nela, temos muitos lugares em que costumamos nos encontrar para bater papo”, explica Paullo Viera. Verdade. Se há um público que chama a atenção pela convivência social, é o formado por pessoas surdas. É comum encontrar grupos conversando animadamente na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Através de gestos e expressões faciais, eles passam horas trocando informações e falando a respeito de seus projetos pessoais. Quem vê de fora, não tem dúvida: o corpo fala. Por isso, talvez, muitos surdos prefiram ser entendidos em sua própria língua pelas pessoas ouvintes, em vez de aprender a vocalizar e alfabetizar-se na língua portuguesa. “Temos uma língua diferente, muito forte e visual”, afirma. Independentemente desse debate, ainda sem conclusão, o essencial é que a comunicação aconteça. Só assim ocorrerá a inclusão desse grupo de pessoas com deficiência.
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